A noite em que minha prima me ensinou a desejar mulheres
Mariana me perguntou se eu nunca tinha sentido curiosidade de beijar outra mulher. Eu respondi com um impulso que mudou para sempre o que éramos.
Mariana me perguntou se eu nunca tinha sentido curiosidade de beijar outra mulher. Eu respondi com um impulso que mudou para sempre o que éramos.
Quando ela perguntou como era ficar com outra mulher, eu disse que teria de experimentar por si mesma. Não esperava que ela se levantasse e se acomodasse no meu colo.
Acordei com o corpo em chamas e a mão entre as pernas. Jamais imaginei que naquela manhã minha irmã abriria a porta… nem o que viria depois.
Quando apagamos as luzes e nos enfiamos sob o mesmo cobertor, não imaginei que aquela pergunta boba sobre beijos terminaria com os dedos dela procurando os meus no escuro.
Quando entrei na sala dos professores, umas mãos me envolveram por trás e uns lábios desceram pelo meu pescoço. Reconheci o perfume dela na hora.
Eu já vinha sentindo uns olhos cravados na nuca enquanto tocava. Naquela sexta, tranquei as portas e desci do palco decidida a descobrir quem era.
Bruna se ajoelhou no chuveiro diante da prima e nenhuma das mulheres do banheiro conseguiu desviar o olhar. Nem mesmo a mãe, que já tinha a mão debaixo do vestido.
Quando entrei na sala vazia para trocar de roupa, a porta se abriu atrás de mim. Era ela, a presidente do centro de estudantes, e não vinha só com palavras.
Bastou uma fração de segundo — uma toalha escorregando, a pele dela molhada sob a luz da varanda — para eu entender que nunca mais conseguiria olhá-la como antes.
Ouvi a voz dela no chuveiro naquela primeira manhã e, sem saber por quê, fiquei pregada na porta. Quando ela se virou e me olhou, eu não desviei os olhos.
Quando ela me deu as chaves do apartamento e foi trabalhar, eu já sabia que naquela noite íamos estrear muito mais do que a taça de vinho que levei na mala.
Voltávamos ao hotel às três da manhã, sem ter conseguido nada com os garotos. O que aconteceu ao fechar a porta mudou nossa amizade para sempre.
Quando ela entrou pela porta da sala, eu soube que aquela sessão ia quebrar algo dentro de mim. E eu não estava errada.
Romina levava anos imaginando a mãe quando transava com o namorado. Naquela noite, com a língua solta pelo vinho, não conseguiu mais guardar isso.
A voz do outro lado do fone me deu uma ordem simples: eu não podia gozar até ela decidir. E então ela se desconectou sem avisar quando voltaria.
Quando entrou no consultório com aqueles quadris, soube que a consulta não seria de rotina. O que eu não imaginava era até onde iria o exame dela.
Depois de uma década de sexo ruim com homens, me cruzei com Renata, sua gaveta de brinquedos e um dedo num lugar onde ninguém tinha chegado ainda.
Quando ela tocou a campainha com duas garrafas de vinho e aquele sorriso, soube que a conversa pendente do bar finalmente terminaria no meu sofá.
Antes eu sonhava com homens. Agora sonho só com ela: a desconhecida que me toca debaixo da mesa e entra na minha cama toda noite, mesmo com minha parceira dormindo ao lado.
Quando ela me pediu para passar o protetor solar, minhas mãos já sabiam o que minha boca ainda não ousava dizer.