Minha colega Camila ficou depois das onze
Ficamos sozinhas no escritório às sete. Às dez Camila estava apoiada numa estante do arquivo e eu já não conseguia pensar no cliente.
Ficamos sozinhas no escritório às sete. Às dez Camila estava apoiada numa estante do arquivo e eu já não conseguia pensar no cliente.
No primeiro dia de aula, ela se sentou ao meu lado cheirando a baunilha. Eu não fazia ideia de que aquela garota mudaria por completo a forma como eu entendia o desejo.
Sempre dormíamos na mesma cama e nos contávamos tudo. Nessa noite, com uma taça a mais, Renata segurou meu rosto e me beijou como nunca antes.
Baixei o olhar e vi a mão dela apoiada na minha coxa. Éramos amigas havia cinco anos, mas naquela noite, depois do segundo copo de vodca, tudo mudou de uma vez.
Eu tinha passado vinte horas viajando e só pensava em voltar para os braços dela. Não imaginava que esse reencontro me faria cruzar uma linha que eu jurava nunca cruzar.
Ela estava com o vestido amarelo mais justo do armário e a cabeça cheia de argumentos contra aquela mulher. Uma hora depois, já não sabia se a odiava ou a desejava.
Subi as escadas ainda com o cheiro do hospital na pele. A porta entreaberta, a luz quente, a camisola de seda. Não precisaram de palavras: eu já sabia como a noite terminaria.
Quando pedi depilação completa, ela arqueou uma sobrancelha e o sorriso dela deixou de ser profissional. A cera e os dedos dela logo se misturaram.
Coloquei a venda nela com cuidado e pedi que só sentisse. Não sabia que atrás da cortina havia mais alguém esperando a sua vez.
Eu tinha vinte anos e achava que conhecia meus desejos, até que minha sogra abriu aquele álbum e me mostrou quem tinha sido. Nessa noite eu apaguei a luz e entendi tudo.
Entreguei a ela uma blusa um tamanho menor sem dizer por quê. Quando ouvi seu grito abafado vindo do provador, soube que ia entrar e não sairia igual.
Conheci-a num app de leitura. Cabelo preto, alta, intimidadora. Aceitei ser sua submissa porque jamais imaginei que uma mulher assim olharia para mim duas vezes.
Ele subiu na minha lancha achando que era dono do rio. Quando tocamos terra, já era nosso: ela ria ao meu lado e ele nem imaginava o que o esperava.
Dividiam o mesmo quarto desde meninas e ela a espionava dormindo toda noite. Naquela manhã, quando a tia deixou cair a toalha diante do espelho, soube que não poderia mais fingir.
Passávamos os verões juntas, vendo-nos topless sem pensar em nada. Até que, naquele primeiro dia de praia, a mão dela entrou no meu biquíni e tudo mudou.
Bêbada e arrasada depois de perder o emprego, eu disse sim aos flertes dela. «Só cinco minutos no banheiro», ela prometeu. Não imaginava até onde ela ia chegar.
Desceu à recepção só para perguntar por uma trilha, mas ficou olhando tempo demais os olhos verdes da moça do balcão. E a moça percebeu.
Cheguei à cidade sem conhecer ninguém e, naquela mesma tarde, uma desconhecida me ofereceu uma fatia de pizza. Nenhuma das duas sabia aonde aquele gesto nos levaria.
Estava havia dois anos sem tocar em ninguém quando ela respondeu minha mensagem com uma única pergunta: «quando nos vemos?». Não imaginei como aquela noite terminaria.
Nunca tinha pensado em outra mulher assim, até que o jaleco branco dela roçou meu joelho e eu entendi que aquele exame não se pareceria com nenhum outro.