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Relatos Ardientes

A atriz madura que veio me ver jogar

Para muitos, sou um jogador que supera a mediocridade. Estreei como profissional aos vinte anos, em um time que brigava contra o rebaixamento a cada temporada. Passei quase três anos jogando esporadicamente, sendo a segunda opção no banco de reservas. Tudo mudou quando me venderam para um time da segunda divisão com a ameaça de não voltar a pisar em campo até o fim do meu contrato.

Meu nome é Sebastián. Não direi meu sobrenome por razões óbvias. Depois de acreditar que minha carreira estava morta, a sorte começou a mudar. Naquele time da B, fui o maior assistente da temporada e marquei uma quantidade nada desprezível de gols. Bastou para chamar a atenção de um clube da primeira divisão, não dos grandes, mas daqueles com torcida apaixonada e que estão sempre à beira de se tornarem grandes.

Cheguei na última janela de transferências e já disputava minhas primeiras partidas. A situação era irregular: uma partida brilhante, duas sumido. Os jornalistas me classificavam como «imprevisível», mas essa mesma irregularidade gerava debate, e o debate gerava seguidores. Meus números no Instagram cresciam como espuma. Eu já não era um jogador anônimo; era o nome que todo mundo mencionava, para o bem ou para o mal.

Aproveitei aquele momento. Moleque de bairro que sou, sabia que a popularidade dura o que dura. Comecei a escrever para tudo o que se movia nas redes. As modelos de alto perfil me ignoravam. As garotas do bairro respondiam, e eu não desperdiçava nenhuma oportunidade. Era um jogo simples: popularidade como moeda, apartamento como destino, silêncio no dia seguinte como regra não escrita. Transava duas, três vezes por semana. Nunca com a mesma duas vezes. Gostava assim: bundas diferentes, peitos diferentes, bucetas diferentes, e de manhã todas fora antes do café da manhã.

Até que ela apareceu.

***

No meio da temporada, a imprensa esportiva enlouqueceu com a notícia: uma atriz norte-americana reconhecida no mundo inteiro viria ao estádio para ver jogar o nosso clube. Uma mulher de uns cinquenta e tantos anos, daquelas que estão nas telas há décadas. Cabelo loiro sempre impecável. Um corpo que desmentia a idade com uma convicção admirável. A raridade era que ela se declarava torcedora fanática do nosso time, algo inaudito entre os famosos que sempre acabavam nos camarotes dos times da moda.

Os portais esportivos lhe deram o apelido de «a Americana». Eu a conhecia de dois ou três filmes de ação, daqueles com explosões e perseguições que a gente vê na televisão num domingo à noite. Pessoalmente, descobriria que ela era outra coisa.

Nesse domingo, pela primeira vez na minha carreira, marquei três gols. Dois eram realmente bons; o terceiro entrou no rebote de um chute que ia para o lado da rede. Mas ninguém ligava para esses detalhes. Três gols são três gols, e a câmera do estádio me capturou apontando para o céu com as duas mãos, com a arquibancada inteira atrás. Em um dos camarotes laterais, dava para ver Vanessa aplaudindo com um sorriso que não combinava muito com alguém que supostamente entendia de futebol.

As redes explodiram. Minhas fotos e as dela no mesmo jogo. O algoritmo decidiu por nós que éramos notícia.

Nessa noite, sem pensar muito, enviei uma mensagem direta.

***

—Che, Vanessa. Sou Sebastián, o cara que fez os três gols no domingo. Vi que você esteve no estádio. Não é todo dia que alguém do seu nível se senta no meio da torcida.

Eu não esperava resposta. Mas, três horas depois, o celular vibrou.

—The boy of the match. I was wondering if you'd write. It took you longer than expected.

Eu não entendia nada, então usei o tradutor. A resposta me arrancou uma gargalhada.

—E você demorou mais do que esperava para vir ao estádio. Estamos quites. O que achou do jogo?

—Honest? A bit slow in the first half. You woke up in the second. Those goals were real. The third... I'll give you the benefit of the doubt.

—Generosa. Para alguém que não veio ver uma partida de basquete, você se saiu bem com as regras.

—I know the rules. I just don't care about them the same way you do. It's refreshing. You fight for every centimeter like it personally offends you to lose it.

—É que me ofende. Jantamos amanhã? Eu pago. Levo você a um lugar de verdade, não desses restaurantes com porções de museu.

—A real place. I'm curious what that means to you. Fine. You pick me up at nine. Don't be late.

***

No dia seguinte comprei uma camisa que custava o mesmo que o aluguel do meu primeiro apartamento. Não usei meu perfume de sempre; entrei numa perfumaria cara e pedi ao vendedor que escolhesse por mim. Cheguei ao hotel às nove em ponto. Era uma daquelas torres de vidro do porto que olham para o rio como se o mundo lhes devesse alguma coisa. O porteiro me avaliou de cima a baixo. Ajustei o colarinho da camisa e entrei.

Ela desceu dois minutos depois.

Vestido preto, decote na medida certa, cabelo loiro solto sobre os ombros. Não sorria. Me olhou com aqueles olhos claros que eu conhecia dos cartazes de seus filmes, mas de perto eram mais duros, mais calculistas.

—Sebastián —disse, com aquele sotaque norte-americano que soava a filme caro.

—Pontual —respondi.

—Isso eu gosto. —E começou a caminhar rumo à saída sem me esperar.

O restaurante era um lugar de luz baixa, mesas de madeira e cheiro de carne na brasa, em um bairro que ela nunca encontraria sozinha. O dono quase desmaiou quando nos viu entrar juntos. Pedi a mesa do canto. Pedi o vinho sem olhar o cardápio; era o da casa, o de sempre, e era bom.

No começo, o silêncio era incômodo. Ela observava o lugar como quem faz um inventário.

—O que achou? —perguntei.

—Honest? It smells like my grandmother's house in Ohio. That's not an insult.

—Melhor ou pior que os restaurantes onde seus agentes te levam?

—Those places smell like money and anxiety. This smells like... food. —Ela tomou um gole de vinho. —You did good.

O gelo se quebrou com a segunda taça. Falei do meu bairro, da campinho de terra onde aprendi a chutar, dos anos na B em que quase larguei tudo. Não me coloquei sentimental; contei como contaria a um companheiro no vestiário, sem filtro. Ela escutou. Escutou de verdade, e quando terminei me fez a pergunta que eu não esperava.

—E você tem medo de que isso acabe? De que, em dois anos, ninguém se lembre do seu nome?

Fiquei olhando para ela. —Tenho mais medo de nunca ter tentado.

Um sorriso apareceu no rosto dela. Não era o sorriso das fotos do tapete vermelho. Era algo diferente, mais genuíno.

O jantar seguiu e a tensão foi mudando de natureza. Já não era o desconforto do começo, mas algo mais denso, mais deliberado. Toda vez que nossas mãos se tocavam ao alcançar a taça, nenhum dos dois a recolhia de imediato. Toda vez que ela me olhava, o olhar durava um segundo a mais. Em um momento, sob a mesa, senti o pé descalço dela subir pela minha panturrilha e parar no meu joelho. Ela não mudou a expressão enquanto fazia aquilo. Eu já estava com a rola dura contra a costura da calça e ela sabia.

Paguei a conta e voltamos ao hotel. A viagem foi em silêncio. Um silêncio que pesava bem.

***

Parei em frente à torre de vidro. O porteiro já estava na porta. Ela não se moveu do banco.

—Boa noite, Vanessa. Foi uma noite ótima —disse, sentindo que algo me escapava.

Ela se virou devagar. O rosto dela estava a poucos centímetros do meu. Cheirava a jasmim e a algo mais escuro que eu não sabia nomear.

—A noite não precisa terminar aqui —sussurrou. A mão dela subiu até a minha gravata e a ajustou com uma lentidão que era quase uma pergunta. —Sobe para tomar um drinque. Vamos ver se você aguenta a pressão.

Ela desceu do carro. Antes que o porteiro fechasse a porta, inclinou-se uma última vez na minha direção.

—Sobe, Sebastián. Ou você vai se arrepender a vida inteira de ter sido um bom menino.

E foi embora. A porta do carro ficou aberta. Desliguei o motor.

***

O elevador era uma caixa de vidro que subia pelo centro do prédio enquanto a cidade se transformava em um tapete de luzes lá embaixo. A suíte era enorme: tetos altos, janelas que davam para o rio, móveis brancos e obras de arte que custavam mais do que meu contrato. Cheirava a limpeza, a silêncio caro.

—Bem-vindo à gaiola de ouro —disse ela, tirando os sapatos no meio da sala e caminhando até o bar. —Whisky?

—O que você beber —respondi.

Ela serviu dois copos com gelo e um líquido dourado que cheirava a turfa e a dinheiro antigo. Me entregou um. Nossos dedos se tocaram e nenhum de nós ignorou isso desta vez.

—Aos moleques de bairro que não sabem quando desistir —disse, erguendo a taça.

—E às atrizes famosas que não sabem relaxar —respondi.

Ela riu. Um som genuíno, sem cálculo.

—Dá para notar tanto assim?

—Na mandíbula e nos olhos. Como se você esperasse que algo desse errado a qualquer momento.

Ela se apoiou no bar e me olhou fixamente. —Tenho a imprensa seguindo cada movimento. Tenho ex-maridos que querem dinheiro. Tenho diretores que acham que já envelheci demais. A tensão é meu estado natural.

—E isso te faz feliz?

—Felicidade é para contos de fadas. Eu prefiro adrenalina.

Me aproximei mais um passo. —A adrenalina do campo dura segundos. A sua é adrenalina de vinte e quatro horas. Isso não é viver, é sobreviver.

Ela ficou imóvel, girando o copo entre os dedos. A distância entre nós tinha desaparecido quase sem que nenhum dos dois decidisse. O perfume dela se misturava ao meu no ar parado da suíte.

—E você, o que sabe de viver, garoto? —sussurrou. Mas já não era um desafio. Era uma pergunta de verdade.

—Sei que depois de um jogo ruim, quando a imprensa te destrói e a torcida te vaia, tudo o que você quer é que alguém te olhe sem contar os gols que você fez.

A mão dela subiu e tocou meu rosto. Os dedos eram finos, mas o toque era firme.

—Eu não deveria fazer isso —disse, mais para si mesma do que para mim.

—Se não fizer, vai se arrepender —respondi, usando as próprias palavras dela.

E ela me beijou.

***

Não foi um beijo delicado. Foi fome direta, sem rodeios. Os lábios dela se moveram com uma urgência que me desmontou por completo. Beijei de volta com toda a frustração e toda a vontade que eu carregava. Ela tinha gosto de whisky e de algo que eu não sabia nomear. A língua dela entrou na minha boca sem pedir licença, procurou a minha e se entrelaçou com uma destreza de mulher que beijara muito e bem. Minha mão se fechou na nuca dela, puxando de leve o cabelo, e ela soltou um gemido baixo dentro da minha boca que me fez apertar a mandíbula.

Eu a empurrei contra o bar. A bunda dela bateu no mármore e ela abriu as pernas quase por instinto para que eu me encaixasse entre elas. Agarrei sua coxa e levantei uma perna até minha cintura. O vestido subiu e minha mão encontrou pele quente. Apertei a bunda dela por cima da calcinha de renda e a ouvi gemer contra meu pescoço.

—Mierda... —murmurou em inglês. —You don't waste time.

—Você também não —respondi, e mordi o lóbulo da orelha dela.

Quando nos separamos, os dois estávamos sem fôlego. Os olhos dela, que tinham sido frios a noite inteira, agora tinham outra temperatura.

—Vem —disse, pegando minha mão.

O quarto era como o resto da suíte: imenso, organizado, com uma cama enorme coberta por lençóis brancos. Ela parou na minha frente e, com calma, virou-se. O zíper do vestido desceu com um assobio metálico que preencheu o silêncio. O tecido caiu aos pés dela.

Ficou diante de mim em renda preta e com os brincos de diamante brilhando sob a luz suave. O corpo dela era o de uma mulher que viveu e que soube levar isso bem: curvas reais, pele bronzeada, uma firmeza que desmentia os anos. Os seios enchiam o sutiã com generosidade, com os mamilos marcando sob a renda. A bunda, alta e redonda, era de alguém que se cuida a sério. Fiquei olhando para ela por mais tempo do que gostaria de admitir.

—Algum problema? —perguntou.

—Nenhum —respondi, e abri o cinto sem tirar os olhos dela.

Baixei a calça ali mesmo, de pé. Minha rola saltou dura contra o tecido da cueca e ela lambeu o lábio inferior devagar, olhando para ela.

—Well, well —disse. —O menino de bairro veio bem servido.

—Vem e confere.

Ela se aproximou dois passos, ajoelhou no tapete e abaixou minha cueca com as duas mãos. Minha rola bateu no rosto dela e ela soltou uma risadinha rouca antes de segurá-la com a mão. Era uma mão firme, treinada, que sabia apertar no lugar certo. Me olhou de baixo para cima e, sem interromper o contato visual, colocou a ponta na boca.

Foi quente, úmido, perfeito. A língua dela contornou a glande, puxou o prepúcio para trás e depois começou a descer pelo corpo até eu sentir a ponta tocar o fundo da garganta. Ela não teve ânsia. Ficou ali um segundo, engolindo, e depois subiu devagar, com as bochechas afundadas pela sucção. Um fio de saliva pendia do lábio dela quando chegou à ponta.

—Mierda, Vanessa... —soltei, e minha mão foi sozinha ao cabelo loiro.

—Chsss —disse, com a rola entre os lábios. —Cala a boca e olha.

E voltou a enfiá-la toda. Começou a subir e descer num ritmo constante, me chupando com uma fome que não combinava com a mulher distante do restaurante. A outra mão subiu e agarrou meus ovos, apertando-os com delicadeza enquanto sugava. A saliva escorria pelo comprimento e ela a usava para me acariciar com a mão o que não cabia na boca. Toda vez que chegava embaixo, fazia uma volta com a língua que me fazia cerrar os dentes.

Deixei-a assim por bastante tempo. Olhei o rosto dela: os olhos semicerrados, o rímel borrando de leve, a mandíbula trabalhando. Uma atriz reconhecida no mundo inteiro, de joelhos, chupando minha rola na própria suíte. Esse pensamento quase me fez gozar na boca dela.

Eu a parei com uma mão no cabelo. Tirei-a devagar.

—Para cima —disse.

Ergui-a pelos braços e a depositei na cama. Ela soltou uma risada curta, surpresa. Tirei a camisa e me ajoelhei sobre ela, com os joelhos de ambos os lados das coxas dela. Comecei pelo pescoço: beijos lentos, mordendo a pele de leve. Ela arqueou as costas e um gemido baixo saiu da garganta dela. Não era atuação. Era o som de alguém que fazia tempo que não deixava de pensar.

Desci pela clavícula, pelo espaço entre os seios. Abri o sutiã com dois dedos e o afastei. Os seios saltaram livres, maiores do que a renda deixava imaginar, com os mamilos duros e escuros. Levei um deles à boca e chupei forte, puxando com os dentes enquanto minha mão apertava o outro com firmeza, beliscando a ponta entre o polegar e o indicador. Os dedos dela se enroscaram no meu cabelo e me pressionaram contra ela.

—Isso... assim... mais forte —murmurou.

Mordi o mamilo com mais vontade e ela soltou um gritinho. Passei a língua em volta, desenhando círculos, e depois suguei com a boca inteira. Passei para o outro e repeti. Os dois mamilos ficaram vermelhos, brilhando de saliva, apontando para o teto.

Segui descendo. A barriga lisa, o umbigo. Ela se movia sob minhas mãos, os quadris se erguiam num movimento que não parecia consciente. Tirei a calcinha com os dentes, devagar, sem desviar os olhos dos dela. O tecido saiu encharcado. Abri suas pernas e me ajoelhei entre elas.

Sua boceta estava cuidadosamente depilada, brilhando de umidade, os lábios já inchados e separados. Passei a língua inteira, de baixo para cima, em um único movimento longo, e provei o gosto de uma mulher que passou a noite inteira esperando por isso.

—Fuck —sibilou, arqueando-se toda.

Enterrei o rosto nela sem aviso. Minha língua encontrou seu clitóris e comecei a movê-la em círculos lentos, sem nenhuma pressa. O som que ela fez foi um grito contido. As pernas dela se fecharam ao redor da minha cabeça, os calcanhares cravados nas minhas costas. Chupei com a boca inteira, fechando os lábios sobre o clitóris e sugando, para depois soltá-la e voltar a lamber. Toda vez que eu mudava, ela sacudia o corpo.

—Você é um filho da puta —ofegou em espanhol, rindo sem ar—. Onde aprendeu isso?

Não respondi. Introduzi dois dedos enquanto continuava com a boca, buscando o ângulo que a fazia se mexer mais. Curvei os dedos para cima, em direção àquela região esponjosa que me ensinaram a encontrar anos atrás, e comecei a movê-los com um vai-e-vem lento, mas insistente. Encontrei logo. Os músculos dela se contraíram ao redor dos meus dedos e a respiração se interrompeu de repente.

—Aí... aí, não para...

Acelerei a língua sobre o clitóris enquanto os dedos mantinham o ritmo lá dentro. Acrescentei um terceiro dedo e a senti se abrir para acomodá-lo. A boceta dela escorria, e o som úmido que fazia toda vez que eu entrava e saía com os dedos enchia o quarto. Olhei para ela: uma mão apertava o seio, a outra agarrava o lençol, a cabeça jogada para trás e o pescoço esticado.

—Vou gozar na sua boca —avisou, com a voz quebrada—. Não para, não para, não pa...

Ela gozou com um grito longo, os quadris empurrando contra meu rosto, a boceta me apertando os dedos em espasmos que eu sentia por todo o braço. Lambi o clitóris mais devagar enquanto ela terminava, arrancando dela até o último tremor. Quando finalmente ela me afastou a cabeça com uma mão mole, meu rosto estava pegajoso dela, e eu limpei com o dorso da mão.

—Agora —exigiu, ofegante—. Quero você dentro de mim agora. Já.

Me coloquei sobre ela. Encostei a rola na entrada e passei a ponta por seus lábios encharcados algumas vezes, me molhando bem. Ela se contorceu.

—Não brinca comigo, Sebastián.

E a penetrei de um só movimento, até o fundo. Ela soltou um gemido longo e grave, mistura de dor e prazer. Fiquei imóvel por um segundo, sentindo como pulsava ao meu redor, como me apertava com aqueles músculos que ainda tremiam do primeiro orgasmo. Ela estava quente, molhada, tensa. Então comecei a me mover.

Lento no começo, cada investida deliberada, saía quase inteiro e voltava a entrar até o fundo. As pernas dela se enrolaram na minha cintura. Nossos corpos colidiam num ritmo que foi acelerando sozinho. Os gemidos dela eram constantes, uma cadência que me encheu de um orgulho que não tinha nada a ver com futebol. Agarrei os dois pulsos dela com uma mão e os prendi acima da cabeça contra o colchão.

—Mais forte —pediu, arranhando minhas costas com a mão livre—. Mais forte, caralho.

Comecei a comer ela de verdade. Cada investida fazia a cama bater na parede e os seios dela quicarem entre nós. Baixei a cabeça e mordi um dos mamilos sem parar de me mover. Ela gritou e cravou as unhas mais fundo.

—Assim, assim, assim...

Soltei as mãos dela e a agarrei pela cintura para entrar mais fundo. Levantei uma perna e a coloquei sobre meu ombro. O ângulo mudou e ela soltou um grito diferente.

—Aí! —gritou—. É aí, não sai daí.

Comi-a nessa posição até ela começar a tremer de novo. Eu sentia o segundo orgasmo se armando, os músculos internos me apertando em ondas cada vez mais rápidas.

Antes que ela gozasse, saí. Ela soltou um gemido de protesto.

—Vira de costas —ordenei.

Ela se virou num segundo, ficando de quatro na minha frente. A bunda empinada no ar, as costas arqueadas, o cabelo loiro caindo de lado. Passei uma mão pela nádega e dei uma palmada seca. Soou forte, e ela soltou uma risada rouca.

—Outra —pediu.

Dei outra, mais forte. A nádega dela ficou marcada de vermelho, e ela empinou mais a bunda para mim.

Agarrei suas coxas e a penetrei por trás com uma força que fez as mãos dela procurarem a cabeceira para se apoiar. Daí eu podia ver toda a sua costas, o arco do pescoço, a forma como ela se perdia no que estava acontecendo entre nós. Comi-a num ritmo brutal, sem baixar a intensidade nem por um segundo, meus ovos batendo no clitóris dela a cada investida. Agarrei o cabelo dela com uma mão e puxei para trás, obrigando-a a se arquear mais. Com a outra, busquei o seio que pendia e o apertei com força.

—Isso! —gritou—. Assim! Vou gozar, vou gozar!

—Goza, goza na minha rola —rosnei no ouvido dela, inclinando-me sobre suas costas sem parar de meter.

Senti os espasmos antes de ela terminar de dizer. Um tremor longo, incontrolável. Um grito rouco que se abafou contra o travesseiro. A boceta dela se fechou em pulsos sobre mim que quase me fizeram gozar ali mesmo. Mantive-a assim até o último solavanco percorrer o corpo inteiro dela, comendo-a devagar enquanto ela gozava, arrancando dela até a última onda do orgasmo.

Quando terminou, ela se largou de bruços, respirando entrecortado. Mas eu ainda estava duro e ela sabia.

—Vem —murmurou contra o travesseiro, virando o rosto—. Goza no meu rosto. Quero te ver.

Subi a cavalo sobre o peito dela e ela se acomodou contra a cabeceira. Agarrou minha rola com as duas mãos e começou a masturbá-la com a saliva dela e o gozo que a cobria inteira. Meteu a cabeça na boca e chupou forte, me olhando de baixo com aqueles olhos claros agora acesos.

—Goza —exigiu, tirando-a da boca por um segundo—. Goza onde quiser. No meu rosto, nos meus peitos. É toda tua.

Ela voltou a chupar e esse foi o fim. Senti o puxão subindo dos ovos e mal tive tempo de tirar da boca dela. A primeira jorrada caiu na bochecha dela e desceu até o cabelo. Ela fechou os olhos e pôs a língua para fora. A segunda caiu no lábio e no queixo. As seguintes mancharam o pescoço e os seios. Minha rola ficou pulsando na minha própria mão e ela a pegou de novo para me arrancar até a última gota, apertando da base à ponta com uma firmeza que me fez tremer as pernas.

Quando abri os olhos, vi-a deitada sob mim, coberta de sêmen, sorrindo com uma mistura de saciedade e arrogância que eu não tinha visto nela a noite inteira.

—Mierda —disse eu. —Desculpa pelo cabelo.

—Nem pense em pedir desculpas —respondeu, passando um dedo pela bochecha e levando-o à boca—. Fazia anos que ninguém me fazia gozar assim.

Ela se levantou devagar e desapareceu no banheiro. Ouvi o chuveiro ser aberto. Quando voltou, enrolada numa toalha branca, a cama cheirava a sexo e os lençóis estavam arruinados. Joguei-me para um lado e ela se aninhou contra meu peito, ainda com o cabelo molhado.

Depois de um instante, virou o rosto para mim e me deu um beijo lento, sem pressa. Um beijo diferente de todos os outros da noite.

—Nada mal para um moleque de bairro —sussurrou contra minha boca.

—E você nada mal para uma senhora com Globo de Ouro —respondi.

Ela sorriu. Dessa vez era um sorriso sem camadas, sem cálculo.

***

Adormeci com a luz da cidade entrando pelas janelas. Quando acordei, a cama estava vazia e ainda morna. Sobre o bar havia um cartão do hotel com uma caligrafia impecável: «Tive que ir embora. Uma ligação de trabalho. Obrigada pela noite. V.»

Vesti a roupa do dia anterior, que agora cheirava a perfume alheio e a algo meu. Desci, peguei o carro e fui embora. No caminho, não pensei no treino nem na próxima partida. Pensei na maneira como ela tinha me olhado no fim, quando já não havia mais nada a provar.

Naquela noite, escrevi para ela.

—Bom dia, estrela. Espero que o trabalho não seja tão chato a ponto de te fazer esquecer a noite passada. Quando quiser repetir, o moleque de bairro ainda está disponível.

Os tiquezinhos azuis nunca apareceram. Uma semana depois, procurei o nome dela nos portais e encontrei a nota: ela havia deixado o país rumo a Los Angeles para uma pré-produção. Sem declarações. Sem fotos da viagem.

Nunca mais soube de Vanessa. O Instagram dela continuava ativo: filmagens, tapetes vermelhos, prêmios internacionais. Nenhuma foto nem menção à passagem dela por aqui. Era como se a noite na suíte não tivesse existido, como se eu tivesse sido só mais uma escala numa agenda sempre cheia.

A vida seguiu. Meu rendimento disparou. Passei de irregular a promessa confirmada. Melhores contratos, mais dinheiro, mais fama. Saí com outras mulheres, modelos, atrizes locais. Nenhuma me desafiava da mesma forma. Nenhuma me fazia sentir a rola tão viva como naquela noite na suíte do porto.

Guardo a conversa no telefone. Às vezes a abro, leio minhas mensagens sem resposta e rio sozinho. Ela foi uma turista de emoções e eu fui a atração do dia. Não me arrependo. Foi uma noite fora da minha liga, e a verdade é que joguei bem.

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