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Relatos Ardientes

A milf do surfe voltou sozinha para me buscar

Quando abandonei a faculdade pela metade e fui morar no litoral, não estava procurando aventuras. Procurava silêncio. Depois do acidente e de tudo o que veio depois, o mar era a única coisa que conseguia desligar minha cabeça por algumas horas por dia. Acabei dando aulas de surfe numa escolinha, numa praia onde o inverno era limpo e o verão chegava carregado de turistas com dinheiro, pressa e vontade de se sentir livres durante uma semana.

Eu ganhava bem a vida. Sol, pranchas, água salgada, noites avulsas com alguma cliente ou alguma garçonete dos bares da região. Nada sério, nada que se parecesse com começar de novo. Até que, certa manhã, a recepcionista apareceu com duas alunas novas e tudo saiu do lugar.

A filha entrou primeiro, morena, nervosa, de sorriso fácil e corpo de academia. Atrás vinha a mãe. Alta, loira, serena. Ela não precisou fazer nada para que eu deixasse de ouvir o barulho das ondas por um segundo. Usava uma canga escura, óculos grandes e aquele tipo de elegância que não se compra numa loja.

Elas se chamavam Lucía e Rebeca. A filha era puro impulso; a mãe, controle. Quando Rebeca tirou a canga e ficou apenas com um maiô preto simples, entendi por que não conseguia parar de olhar para ela. Não era apenas porque ela era gostosa. Era o conjunto: pernas firmes, quadris fartos, seios empinados, a barriga macia e real de uma mulher adulta, e um jeito de sustentar meu olhar que não tinha nada de inocente.

— Antes de subir na prancha, é preciso aprender a cair — eu lhes disse, fincando a quilha na areia para que prestassem atenção —. Se quiserem correr antes da hora, o mar vai colocá-las no devido lugar.

Lucía soltou uma risada desafiadora. Rebeca apenas sorriu, como se já soubesse que eu não estava falando só de surfe.

A filha aprendia rápido, mas era desajeitada por ser ansiosa. Rebeca, ao contrário, ia devagar e absorvia cada instrução. Quando entramos na água, precisei ajeitar suas costas, baixar seus ombros e segurá-la pela cintura para que encontrasse o centro do corpo sobre a prancha. O contato durou um segundo e me deixou com uma ereção absurda dentro da roupa de neoprene.

— Assim — eu disse atrás da orelha dela, com a boca perto demais do seu pescoço —. Relaxe os joelhos. Não brigue com a prancha.

— Se continuar me segurando desse jeito, não prometo me concentrar — respondeu em voz baixa.

Não soube se tinha imaginado aquilo até ela se virar um pouco e me encarar com uma calma que deixou claro que não.

Elas voltaram no dia seguinte. E no outro. E no outro também. A filha ia e vinha, mas eu esperava pelos momentos em que Rebeca ficava sozinha comigo entre espuma e vento. Ela me contava coisas soltas: passava o verão num condomínio exclusivo a meia hora dali, ficara viúva algum tempo antes, passava anos cuidando de negócios e de pessoas, e quase nunca fazia algo apenas por prazer.

Não contei de cara por que tinha acabado ali. Com ela, eu sentia uma vergonha estranha, como se não quisesse parecer um garoto quebrado diante de uma mulher que parecia ter aprendido a se reconstruir sozinha.

Quando o curso de surfe terminou, convidei as duas para beber alguma coisa de frente para o mar. A filha respondeu pelas duas que não podiam. Rebeca baixou os olhos com um meio sorriso resignado que me deixou excitado durante a tarde inteira. Pensei que tudo tivesse acabado ali.

Eu estava enganado.

***

Duas semanas depois, ela apareceu sozinha. Eu estava guardando velas e verificando um arnês de kitesurfe quando vi suas pernas se aproximando pela areia. Usava shorts jeans, uma camisa branca amarrada na cintura e o biquíni aparecendo de leve no decote. O cabelo estava penteado pelo vento e pela decisão.

— Hoje sua vigilante não veio — eu disse, tentando parecer tranquilo.

— Ela viajou com o namorado — respondeu —. E eu fiquei pensando num convite pendente.

— O do pôr do sol?

— Esse mesmo.

Dez minutos depois, estávamos no quadriciclo da escola atravessando a praia. Ela segurou minha cintura desde o primeiro solavanco e não me soltou durante todo o trajeto. Cada vez que o veículo quicava, seus seios roçavam minhas costas e eu cerrava a mandíbula para não pensar nela se abrindo sobre mim. O cheiro do protetor solar misturado ao sal estava me deixando idiota.

Paramos num quiosque afastado, de madeira desgastada e luzes quentes. Pedimos vinho branco, peixe frito e depois outra garrafa. O sol caía devagar e, com ele, a distância entre nós dois. Conversamos o suficiente sobre tudo para parar de fingir.

— Você não parece alguém que escolheu esta vida por acaso — ela me disse, girando a taça entre os dedos.

— Não a escolhi pelos motivos certos.

Então contei tudo. Falei do acidente, da culpa, da cidade que eu já não suportava, da minha fuga disfarçada de liberdade. Ela não me interrompeu uma única vez. Apenas colocou a mão sobre a minha e deixou que eu terminasse.

— Eu também sei o que é continuar viva por inércia — disse ao final —. E já cansei.

A música do bar mudou para algo mais suave. Lá fora, vários casais caminhavam pela beira da água. Rebeca tirou as sandálias e me olhou com aquela expressão que eu já não podia confundir.

— Vamos caminhar — disse.

Caminhamos descalços, com a água lambendo nossos tornozelos. Falamos menos. Olhávamos mais. Eu sabia que, se a beijasse, não haveria volta, e mesmo assim o fiz. Segurei sua nuca e encostei minha boca na dela. No início, ela respondeu com um tremor. Depois se colou a mim com fome, enfiando a língua na minha boca, agarrando minha camiseta com as duas mãos.

— Porra — sussurrei contra seus lábios.

— É nisso que venho pensando há dias — confessou, respirando ofegante.

Beijei-a outra vez, com mais força. Apertei sua bunda por cima do short e ela soltou um gemido curto, surpresa com a própria reação. Mordi seu lábio, desci até o pescoço e senti seu corpo se arquear.

— Não me olhe desse jeito, porque vou perder o pouco controle que me resta — disse.

— Então perca.

Ela se afastou apenas o suficiente para tirar a camisa. Por baixo, usava o biquíni úmido de suor e brisa. Tirei minha camiseta e ela passou a palma da mão pelo meu peito, pelo abdômen, pela borda da sunga. Ao tocar minha ereção, soltou o ar pelo nariz e sorriu como uma mulher que gosta de comprovar o efeito que provoca.

— Você não estava exagerando em nada — murmurou.

— Você também não.

Entramos na água à noite, até que ela nos cobrisse as coxas. Ali, com a praia quase vazia e o rumor do mar abafando qualquer som, nos beijamos como dois adultos que já não estavam dispostos a perder tempo. Enfiei uma mão por dentro da calcinha do biquíni e encontrei sua boceta quente, já molhada. Muito molhada.

— Merda, Rebeca...

— Não me faça falar — interrompeu —. Toque em mim.

Enfiei dois dedos nela e ela fechou as pernas por reflexo. Depois as abriu mais. Gemia contra meu pescoço, numa mistura de pudor e fome que deixou meu pau duro até doer. Movi os dedos devagar, procurando o ritmo, e ela se agarrou aos meus ombros.

— Faz muito tempo que não fico assim — disse, ofegante —. Muito tempo.

Beijei a base do seu pescoço, o maxilar, a boca outra vez. A água batia em nossos quadris e eu continuava metendo os dedos nela, sentindo-a relaxar por dentro, molhando cada vez mais minha mão.

— Quero continuar — disse —, mas não aqui. Não na areia. Leve-me para sua casa.

Não foi preciso repetir.

***

Assim que fechei a porta do meu apartamento, voltamos a nos beijar como se devêssemos um ao outro semanas de contenção. Ela foi ao banheiro tirar o sal e fiquei no quarto ouvindo a água cair, com a cabeça em chamas. Quando saiu, vestia uma camiseta minha e mais nada. O algodão chegava até a metade das coxas e, sob o tecido, era possível adivinhar os mamilos marcados.

— Não se acostume com o espetáculo — disse ao me ver olhando —. Ainda sinto um pouco de vergonha.

— Comigo isso vai passar rápido.

Fiz com que se sentasse na cama e me ajoelhei entre suas pernas. Beijei seus joelhos, a parte interna das coxas, e fui levantando a camiseta aos poucos. Ela tentou fechá-las por instinto, mas impedi, abrindo suas pernas com firmeza. Vê-la daquele jeito, madura, nervosa, molhada, oferecendo-se pela metade e desejando por inteiro, me deixou louco.

— Olhe para mim — pedi.

Ela obedeceu. Respirava curto e tinha as bochechas coradas.

Passei a língua pela boceta dela, de baixo para cima, e ela deu um solavanco. Fiz de novo, dessa vez abrindo-a mais com os polegares. Ela gemia baixo, como se tentasse se conter, e eu não queria contenção. Queria que se soltasse. Chupei-a devagar no começo, saboreando o modo como ficava mais molhada a cada lambida, e depois comecei a trabalhar seu clitóris com a língua enquanto enfiava um dedo, depois dois.

— Porra... assim... assim... — balbuciou.

Ela se apoiou para trás sobre os cotovelos. A camiseta subiu até os seios e me deixou ver os mamilos duros. Soltei sua boceta por um instante para agarrar um seio e chupar o mamilo, alternando a boca entre cima e baixo até que ela começou a se mover desesperada.

— Não pare — ordenou, já sem nenhum pudor —. Chupe minha boceta direito, por favor.

Foi o que fiz. Abri mais suas pernas e enterrei o rosto entre elas. Chupei-a com fome, enfiando a língua, sugando seu clitóris, brincando com a pressão até ela deixar de formar frases. Só soltava gemidos, palavrões e súplicas quebradas. Sua mão agarrou meu cabelo e me puxou ainda mais para perto.

— Vou gozar... não... espera... sim... porra, sim...

Ela gozou apertando minha cabeça entre as coxas. Senti o tremor nas pernas, a boceta se contraindo em torno dos meus dedos, o líquido quente na língua. Continuei lambendo-a um pouco mais, porque adoro como elas se contorcem depois de ultrapassar o limite, e ela reclamou com uma risada abafada.

— Você é um animal.

— E você está encharcada.

Tirei o short e a camiseta de uma vez. O olhar dela desceu direto para o meu pau. Não fingiu surpresa nem escândalo. Segurou-o com uma mão e o acariciou da base à ponta, devagar, testando seu peso.

— Passei dias demais imaginando isso — disse.

Ela se inclinou e chupou meu pau sem cerimônia. Primeiro a ponta, com a língua bem plana, recolhendo o que já escorria. Depois colocou mais dele na boca, apertando com os lábios, subindo e descendo enquanto me olhava de baixo. Aquela imagem explodiu minha cabeça: uma mulher da idade dela, tão elegante vestida e tão descarada de joelhos, chupando meu pau com fome de verdade.

— Não brinque comigo ou não vou durar — avisei.

Ela tirou meu pau da boca com um som úmido.

— Então me foda de uma vez.

Deitei-a de costas e subi sua camiseta até o pescoço. Afastei suas pernas e passei a ponta pelo interior de sua boceta, deixando-me ainda mais molhado. Ela ergueu os quadris, procurando minha entrada, impaciente.

— Devagar no começo — disse, embora sua voz estivesse quebrada de tesão —. Quero sentir tudo.

Entrei aos poucos. Ela apertou meus ombros e abriu a boca ao sentir como eu a preenchia. Quando estive dentro até o fundo, ficamos imóveis por um segundo, respirando juntos, sentindo nossos corpos se acomodarem à realidade de finalmente estarmos transando.

— Merda... — sussurrou —. Você entra tão bem.

Saí quase todo e voltei a entrar. De novo. E outra vez. Comecei num ritmo lento e profundo, aproveitando a maneira como ela me recebia, como ficava ainda mais molhada, como cada estocada arrancava um gemido mais nítido. Ela me envolveu com as pernas e agarrou minha bunda para me puxar com mais força.

— Não me trate como se eu fosse de cristal — disse de repente.

— Ah, não?

— Foda-me como você vem querendo desde que me viu na praia.

Isso bastou. Segurei uma de suas coxas, empurrei-a contra o peito e comecei a fodê-la com mais força. A cama batia na parede no ritmo dos meus quadris. Seus seios balançavam a cada estocada e eu não parava de olhá-los, tocá-los, apertá-los enquanto metia meu pau até o fundo. Ela já gemia sem medo, aberta, vermelha, descomposta.

— Assim... assim... porra... mais... — repetia.

Inclinei-me para beijá-la e ela mordeu meu lábio. Desci uma mão entre nossos corpos e esfreguei seu clitóris enquanto continuava penetrando-a. A combinação fez com que ela perdesse o fio.

— Vou gozar de novo — disse quase gritando —. Não pare, não pare, não pare.

Ela gozou, apertando-me por dentro com tanta força que precisei fechar os olhos por um segundo para aguentar. Senti a boceta pulsando em volta do meu pau, seu corpo inteiro tremendo, as unhas cravadas nas minhas costas. Continuei fodendo-a durante o orgasmo até que ela mesma empurrou meu peito, saturada.

— Espera... espera um segundo...

— Nem pensar.

Fiz com que se virasse e ficasse de quatro. A camiseta terminou no chão. Abri suas nádegas com uma mão e fiquei olhando sua boceta inchada, molhada, aberta para mim. Cuspi um pouco entre suas pernas por puro tesão, esfreguei a ponta para cima e para baixo e voltei a entrar. De costas, ela gemia de um jeito diferente, mais grave, mais sujo.

— Porra, sim... aí... eu não sabia que precisava disso — dizia, com o rosto enterrado no travesseiro.

Agarrei seu cabelo para arquear suas costas e comecei a meter mais forte. O som molhado de cada estocada encheu o quarto. Uma das minhas mãos segurava seu quadril; a outra amassava um seio quando eu conseguia fazê-la se erguer um pouco. Ela começou a rebolar contra mim, encontrando o ritmo, buscando mais profundidade.

— Diga como você gosta — pedi.

— Duro. Bem fundo. Quero que encha minha boceta com esse pau e não tenha pressa.

Dei exatamente isso a ela. Fodi-a por muito tempo, sem gozar, deixando-a subir e descer várias vezes. Quando a senti perto de novo, fiz com que se virasse e se sentasse sobre mim. Ela mesma segurou meu pau e o posicionou. Desceu devagar, de olhos fechados, até engoli-lo inteiro. Depois começou a cavalgar.

Vê-la por cima foi outra loucura. O cabelo ainda úmido caía pelas costas, os seios subiam e desciam diante de mim, e sua boceta me apertava a cada descida. Uma mão estava no meu peito e a outra entre as pernas, esfregando o clitóris enquanto me montava.

— Não me olhe assim ou vou gozar de novo — disse.

— Quero ver você gozar mais duas vezes.

— Convencido.

Segurei sua cintura e comecei a impulsioná-la. Ela se deixou levar, ofegando cada vez mais alto, perdendo o decoro que mantivera durante toda a noite. Já não era a empresária, nem a mãe controladora, nem a mulher prudente da praia. Era uma fêmea quente montando no meu pau, de boca aberta e olhos vidrados.

— Eu vou... eu vou... — balbuciou.

Belisquei um mamilo e, com a outra mão, esfreguei seu clitóris. Ela gozou sentada sobre mim, tremendo, apertando minhas coxas com força enquanto continuava descendo em espasmos curtos. Vê-la daquele jeito terminou de me enlouquecer. Segurei seus quadris e a ergui um pouco para fodê-la por baixo, cada vez mais rápido.

— Vou gozar — avisei.

— Dentro — disse sem hesitar —. Goze dentro.

Abracei sua cintura e gozei enterrado até o fundo, jorrando em vários espasmos enquanto ela continuava se movendo devagar sobre mim, espremendo até a última gota. Ficamos assim por um tempo, colados, suados, respirando como se tivéssemos saído de uma briga.

— Agora sim estou sentindo as pernas de gelatina — murmurou por fim.

— Eu sinto que você vai me matar.

Ela riu e caiu ao meu lado na cama.

***

Pensei que dormiríamos, mas meia hora depois ela voltou a me procurar com o pé entre minhas pernas. Eu continuava sensível, meio exausto, mas bastou sentir a mão dela descendo pelo meu abdômen para eu despertar outra vez.

— Não me olhe com essa cara — disse —. Você me deixou aberta demais para agora querer dormir.

— Isso é uma reclamação?

— É um convite.

Ela se virou de lado e guiou meu pau ainda duro até sua boceta. Entrei mais facilmente que antes, porque ela continuava molhada e quente. Dessa vez transamos mais devagar no começo, como se saboreássemos o desgaste. Ela me beijava entre uma frase e outra, confessando o que vinha imaginando havia semanas.

— Eu via você tocando minha cintura na água e passava o dia pensando nas suas mãos — disse.

— Eu me masturbava pensando no seu maiô preto.

— Que bruto.

— E você é uma mentirosa se disser que não gosta.

Ela sorriu e apertou minhas pernas entre as suas.

Coloquei-a de bruços, levantei seus quadris com um travesseiro e voltei a penetrá-la por trás, mais devagar, mais fundo. Daquele ângulo, eu podia ouvir sua respiração se quebrar a cada estocada, ver sua bunda se abrir um pouco e sua boceta me engolir uma vez após outra. Desci uma mão e enfiei dois dedos na boca dela para que os chupasse; quando os tirei, segurei seu queixo.

— Quero ouvir você pedir.

— Foda-me — disse sem problema.

— Mais claro.

— Foda-me com força. Quero mais pau.

Dei-lhe mais. A cama voltou a bater na parede. Ela já gemia sem controle, com aquela voz rouca de mulher realmente excitada, não de filme. Gozou outra vez com o rosto enterrado no lençol, e não demorei a acompanhá-la, dessa vez tirando meu pau a tempo para gozar sobre sua bunda e a parte baixa de suas costas. Ela levou os dedos até a própria boceta, tocou-se e então me olhou por cima do ombro.

— Não pensei que fosse me sentir tão puta com você — disse.

— Adoro essa sua versão.

— Então se acostume.

Limparamo-nos entre risadas cansadas e, no fim, finalmente desabamos.

***

De manhã, acordei primeiro. Vi-a dormindo de lado, com o cabelo despenteado sobre o travesseiro e uma expressão de paz que eu nunca tinha visto quando estava acordada. Deixei um bilhete na cozinha antes de ir trabalhar: Espero você na escola. Hoje é sua primeira aula de kitesurfe. E esta noite, se ainda estiver de pé, vou comer você inteira de novo.

Passei a manhã distraído, lembrando do corpo dela sob o meu, da maneira como dissera «dentro», do jeito como gozara mordendo o lábio. Quando chegou à praia, usava uma das minhas camisetas e um short minúsculo. Beijou-me como se não houvesse ninguém por perto.

A aula foi um desastre divertido. O vento a arrastou, ela caiu, se enrolou nas linhas e riu de si mesma como uma adolescente — não, como uma mulher finalmente libertada da obrigação de desempenhar sempre o papel certo. Cada vez que eu ia corrigir seu arnês ou reposicionar suas mãos na barra, ela aproveitava para roçar meu pau por baixo da lycra.

— Comporte-se — falei entre os dentes.

— Ontem à noite você gostava mais quando eu não me comportava.

Depois fomos para uma área afastada da praia. Quase não havia ninguém. Estendemos as toalhas, bebemos água e nos deitamos ao sol. Eu continuava olhando para ela com fome. Ela percebeu, porque desamarrou a parte de cima do biquíni e deixou os seios à mostra, como quem deixa uma taça sobre a mesa.

— O quê? — perguntou ao ver minha expressão.

— Que não vou sobreviver assim por muito tempo.

Ela se sentou, olhou ao redor e baixou minha sunga o suficiente para tirar meu pau. Ele já estava duro. Segurou-o com a mão e deu uma chupada curta e provocadora, apenas na ponta, antes de voltar a me olhar.

— Então não sobreviva.

Não esperei mais. Levei-a para a água, até que nos cobrisse a cintura. Ali, ergui-a pelas coxas e ela me envolveu com as pernas, colando-se a mim. A ponta encontrou sozinha a entrada de sua boceta, ainda sensível por causa da noite. Entrei de baixo para cima enquanto as ondas nos golpeavam.

— Ah... merda... — gemeu, apertando os braços em volta do meu pescoço.

Fodi-a segurando-a no mar, levantando-a e baixando-a sobre meu pau. Cada estocada vinha acompanhada pela água espirrando em nossos quadris. Era desconfortável e perfeito ao mesmo tempo, porque ela estava quente de um jeito quase juvenil e eu adorava senti-la perder a cabeça em plena luz do dia.

— Mais — sussurrou no meu ouvido —. Não seja tão cuidadoso comigo.

Mordi seu ombro e empurrei com mais força. Sua boceta me apertava brutalmente, e ela não parava de se mexer, procurando o ângulo, gemendo sem disfarçar. Gozou abraçada a mim, com a testa encostada na minha, e eu a acompanhei segundos depois, tirando meu pau a tempo de gozar na água e sobre a parte baixa de sua barriga.

Voltamos à areia quase sem forças, rindo como dois idiotas. Deitamo-nos na areia molhada para recuperar o fôlego, e ela acariciou meu rosto com uma ternura que contrastava com a safadeza de um minuto antes.

— Não lembrava que o sexo podia ser assim — disse.

— Assim como?

— Livre. Sujo. Terno. Tudo junto.

Eu não tinha uma resposta elegante. Beijei-a, e pronto.

***

Naquela noite, convidei-a para jantar na cidade. Caminhamos por ruas estreitas, jantamos tarde, bebemos mais do que devíamos e voltamos ao meu apartamento com o corpo aceso outra vez. Enquanto ela tomava banho, enchi o quarto com velas pequenas que havia comprado naquela tarde num mercado. Quando saiu nua e viu o quarto iluminado, ficou parada na porta.

— Você sabe mesmo preparar uma armadilha — disse.

— Deite na cama e eu mostro a segunda parte.

Ela se deitou sem uma gota de vergonha dessa vez. Fui buscar o óleo corporal que usava depois do surfe e o aqueci entre as mãos. Comecei pelos pés, massageando seus tornozelos, panturrilhas e coxas. Queria fazê-la arder devagar. Queria ouvir como uma mulher acostumada a mandar se entregava apenas por prazer.

— Assim eu poderia ficar viciada em você — murmurou.

Massageei seus seios, sua barriga, seus quadris. Depois fiz com que abrisse as pernas e deslizei as mãos untadas por toda a sua boceta. Ela já estava molhada, mas o óleo deixou a pele brilhante e mais sensível. Enfiei um dedo, depois dois, e com o polegar trabalhei seu clitóris em círculos precisos. Ela começou a se contorcer imediatamente.

— Não me faça esperar demais — pediu.

— Hoje faço com você o que bem entender.

— Então se apresse.

Inclinei-me e comi sua boceta outra vez. O óleo, sua lubrificação e minha saliva se misturaram até transformar aquilo numa desordem deliciosamente obscena. Eu chupava, lambia, enfiava a língua, e ela não parava de dizer meu nome. Quando a senti à beira do orgasmo, subi por sua barriga e enfiei meu pau de uma vez. O grito que ela soltou deixou claro que eu entrara exatamente como queria.

Fodi-a olhando em seus olhos, com as velas refletidas na pele suada. Ela me recebia com as pernas escancaradas, agarrando os seios, oferecendo-se por inteira. Depois quis ficar por cima, depois quis ficar de quatro, depois quis me chupar até quase me fazer gozar e então voltou a se abrir para me sentir dentro dela uma última vez antes de dormir.

Gozamos juntos outra vez, dessa vez com menos pressa e mais fome de repetir. Ela ficou deitada de costas, com o peito subindo e descendo com força.

— Não pensei que um professor de surfe fosse me foder desse jeito — disse, com uma risada rouca.

— Eu não pensei que uma mulher como você fosse me pedir tanto pau.

— Então vá se acostumando.

Ela se aconchegou ao meu lado e ficamos em silêncio por um tempo. Depois falou da sua vida, da empresa, da filha, do medo de voltar a viver pela metade. Falei de Madri, do que havia deixado pendente e de como mal conseguia me imaginar voltando.

— Você não pode se esconder aqui para sempre — disse ao amanhecer, sem parar de acariciar meu peito —. Você tem talento e ainda tem muita vida pela frente.

— E isso lhe parece uma maneira elegante de me expulsar da praia?

— Não. Parece uma maneira honesta de dizer que me importo com você.

Olhei para ela em silêncio. Depois ela sorriu, baixou a mão até meu pau outra vez e o apertou com firmeza.

— Mas não hoje — acrescentou —. Hoje você ainda é meu.

E, enquanto voltava a colocá-lo na boca com aquela calma obscena que eu já conhecia, soube que ainda nos restavam vários dias de mar, vinho e putaria antes que a realidade viesse pedir explicações.

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