O vizinho tímido a quem ensinei a sua primeira vez
Eu o espiei pela janela enquanto ele se tocava, pensando que ninguém o via. No dia seguinte desci com a desculpa de usar a bicicleta, e não ia embora sem prová-lo.
Eu o espiei pela janela enquanto ele se tocava, pensando que ninguém o via. No dia seguinte desci com a desculpa de usar a bicicleta, e não ia embora sem prová-lo.
Eu o vi me observando na academia do hotel e soube que aquele homem, mais velho e casado, não pararia até me ter. O que eu não esperava era o quanto eu desejava que ele conseguisse.
Eu o odiava pelo jeito como me assediava, mas naquela madrugada, sob a luz da geladeira, descobri que o olhar dele me fazia tremer por motivos que eu não queria admitir.
Eu estava com a janela aberta e a mão onde não devia quando ouvi sua voz a três metros. Ao abrir os olhos, ela já estava me olhando.
Eu acreditava ter enterrado a mulher que cobrava pelo próprio tempo. Bastou uma oferta do meu namorado para que ela despertasse e assumisse o controle da noite.
Eu fazia anos que não entrava numa boate, mas naquela noite o amigo do meu filho me olhou de um jeito que nenhum homem me olhava fazia tempo.
Nessa noite, quando todos dormiam, minha tia largou a taça na areia, tirou as sandálias e me disse que a água era melhor sem nada por cima.
Eu só queria conectar as câmeras ao celular. Em vez disso, encontrei gravado e datado o que minha mãe fazia toda vez que meu pai saía para trabalhar.
De dia ela me humilhava na frente das amigas; de noite me implorava para colocá-la no lugar. Ninguém imaginava o que acontecia dentro daquele carro.
Desci do carro para sentar na frente e, assim que vi o volume na calça dele, soube que aquele táxi não ia me levar direto para casa.
Ele abriu a porta só de jeans e eu soube que não íamos ver filme nenhum. Olhei para ele de cima a baixo e a boca se encheu de água.
Eu tinha quarenta e um anos e passava meses fingindo que nada acontecia sempre que ele me olhava. Naquela madrugada, parei de fingir.
Parou o carro diante do prédio com as mãos trêmulas. Ela o esperava junto à janela, e os dois sabiam que aquela taça de vinho era apenas o começo.
A amizade com aquele velho bruto e bonachão saiu dos trilhos numa tarde de vinho, quando ele me disse ao ouvido o que faria comigo.
Ela subiu na escadinha na minha frente, sem nada por baixo da camisola, e eu soube que daquela casa eu não sairia sendo o mesmo de antes.
Estava há cinco anos em seca e meu marido acabava de me propor um ménage em que ele participaria vestido de mulher. O mais louco: eu já sabia quem convidar.
Encontrei-o escondido na garagem, morrendo de frio. Nunca imaginei que, um ano depois, seria eu quem o convidaria a entrar na minha cama e no meu casamento.
Eu vinha cruzando com ela na garagem havia semanas, com aquele sorriso. No dia em que ela se apertou contra mim no elevador, soube que aquilo não ficaria num simples oi entre vizinhos.
Ela cruzou as pernas, me olhou por cima do livro e eu soube que aquela mulher estava há anos sem pedir permissão para nada. A hora morta do metrô virou outra coisa.
Entrei naquela sala cinzenta disposta a implorar por um documento. Saí sabendo que, naquela noite, quem imploraria seria ele, de joelhos e na própria casa.