Uma confissão de verão que nunca esqueci
Debaixo da jaqueta dele, algo se movia. Eu devia ter ido embora. Em vez disso, deslizei a mão e o que veio depois mudou aquele verão para sempre.
Debaixo da jaqueta dele, algo se movia. Eu devia ter ido embora. Em vez disso, deslizei a mão e o que veio depois mudou aquele verão para sempre.
Eu estava há meses sem abrir aquela pasta oculta no celular. Nessa noite, a insônia e o desejo decidiram por mim.
Eu o adicionei sem pensar. Li tudo o que ele publicou. Nunca dei um like. Três anos depois, ainda não ouso escrever para ele, mas penso nele toda noite.
O corredor estava em silêncio, a porta dele entreaberta. Eu sabia que não devia entrar. Entrei mesmo assim.
Ela mentiu na frente de todo mundo no estacionamento para subir no meu carro. Antes de sair da cidade, já tinha procurado minha mão. E eu também não queria voltar pra casa daquele jeito.
Reconheci ela no topo do morro. Sete anos sem ver, e ela me olhou como se soubesse que naquele sábado eu estaria lá. O que veio depois eu não devia ter deixado acontecer.
Quatro semanas sem vê-lo. Quatro semanas tentando apagar a lembrança de outras mãos. Nessa noite, Abril se tornou alguém que não reconhecia.
Depois que meu pai e meu irmão terminaram comigo, minha mãe se aproximou da cama com um sorriso que eu não conhecia. Nessa noite, tudo mudou.