Quando levei minha namorada para conhecer minha família
Empurrei a cortina sem fazer barulho. Sofia estava de costas, com a água caindo pelos ombros, sem saber o que estava prestes a acontecer com ela.
Empurrei a cortina sem fazer barulho. Sofia estava de costas, com a água caindo pelos ombros, sem saber o que estava prestes a acontecer com ela.
Quando Rodrigo abriu a porta, eu soube que não havia volta. Minha vida estava prestes a mudar de um jeito que eu nunca tinha imaginado.
Estava apaixonado por Andrés havia meses quando ele me disse que o ex viria jantar. Não imaginei que aquela noite terminaria com nós dois o proclamando nosso rei.
Passei duas horas na sala dela respondendo a perguntas como se fosse uma entrevista de emprego. De certa forma, era mesmo.
Quando voltei da cozinha e vi a mão de Marco sobre a coxa de Rodrigo, senti um ciúme que não soube se queria apagar ou alimentar.
Natalia nunca tinha dormido comigo no mesmo quarto. Nessa noite em Cartagena, descobri que também não ligava de ficar nua na minha frente.
Eu tinha vinte anos e nunca tinha estado com um homem. Naquela noite, fechando a academia, o único associado que restava entrou nos chuveiros ao mesmo tempo que eu.
Ele estava sentado à parte, olhando a água com resignação. Era tímido, era virgem e era perfeito para o que eu e minha amiga pensávamos há horas.
Passamos de cliente e prostituto a algo que não tinha nome. Numas férias na praia, ela rompeu os tabus que carregara a vida inteira.
Estávamos construindo algo sem nome havia meses. Na tarde em que finalmente tive coragem de perguntar, soube que não havia mais volta.
Faziam meses que eu não a via. Quando a vi na entrada do restaurante com a barriga redonda e aqueles olhos escuros, entendi que eu ainda a desejava tanto quanto antes, talvez mais.
A encarregada do armazém nunca lhe deu nem meio sorriso. Nessa noite, ele a encontrou sozinha no ponto, sem ônibus e sem escapatória.
Ele passou uma pedra pelas minhas costas, murmurou algo que eu não entendi e, de repente, eu só queria uma coisa: que aquele homem me tomasse. Não sei se foi feitiçaria. Sei que não resisti.
Durante anos carreguei uma curiosidade sem nome. Quando Diego apareceu na enseada, sozinho e livre, algo mudou antes mesmo de a noite acabar.
Fiquei na soleira com a taça de vinho na mão e o olhei de longe. Ele ergueu a vista. Eu sorri. Não foi preciso dizer mais nada.
Quando cheguei ao apartamento dele naquela tarde de sábado, eu tinha me depilado por inteiro e não usava roupa íntima. Sabia exatamente a que ia. Ou achava que sabia.
A porta da sala dele estava entreaberta. O que vi ao espiar não me deu ciúme. Me deu vontade de algo que eu não esperava.
Voltamos do trabalho, trancamos a porta e esquecemos o mundo. Até que a mensagem da prima da Vale apareceu e mudamos de conversa.
Todos dormiam a metros dali quando me encostei na parede fria do quintal. Naquela noite, meu cunhado faria comigo o que nenhum homem tinha conseguido antes.
Natalia e eu dividíamos o quarto. Só isso. Mas quando apagamos a luz e nossos corpos ficaram a centímetros, os planos mudaram.