Voltei a ficar com minha cunhada dez anos depois
Conheci-a muito antes da irmã dela, minha esposa. Dez anos depois daquele hotel, vi-a sair do mar na praia e soube que a história não tinha acabado.
Conheci-a muito antes da irmã dela, minha esposa. Dez anos depois daquele hotel, vi-a sair do mar na praia e soube que a história não tinha acabado.
Eram onze da manhã e a enseada estava vazia, salvo por um rapaz que fingia não me olhar. Meu marido nadava e eu sentia os olhos dele cravados em cada centímetro da minha pele.
Dei de cara com um turista na orla e ele me deixou um número com uma proposta impossível de ignorar. Naquela mesma tarde, liguei.
Conheci-a entre pixels e promessas à distância. Ela nunca soube que, toda noite, sozinha no meu quarto do hotel de frente para o mar, eu a imaginava ao meu lado.
Naquela tarde na praia, eu só queria me desligar. Quando a loira de biquíni se aproximou para pedir fogo, soube que meus planos de solidão tinham acabado de mudar.
Quando descobri o vizinho espiando por cima do muro, não me cobri. Baixei o sutiã no chuveiro do quintal e deixei que ele visse tudo.
Desceu para o restaurante sem calcinha e sem sutiã. Dizia que não sabia o que estava acontecendo com ela, mas eu começava a entender: naquele dia, iria cruzar todos os limites.
Desci ao banheiro às três da manhã e ouvi a risada da minha tia atrás da cortina. Meu pai apareceu atrás de mim com o mesmo sorriso cúmplice.
Quando ela arrancou a toalha do meu corpo no alpendre e os vizinhos pararam de jantar para me olhar, entendi que aquele verão seria muito diferente do que eu havia imaginado.
Achei que já sabia o que era prazer até que, naquela noite, descalça na areia, uma mão desconhecida afastou meu cabelo da nuca.
Às três da manhã, pedi que ela abrisse a porta da barraca. Nunca pensei que ela diria sim, muito menos o que viria depois na praia.
Quando vi o corpo nu dele sobre a toalha azul, soube que não iria embora sem cumprir teu pedido. Ainda não o tinha tocado e ele já começava a reagir ao meu olhar.
Nós o vimos entre os lírios, nos olhando da sombra. Daniela se ajoelhou sem avisar e eu soube que aquela noite mudaria tudo o que éramos como casal.
Por trás dos óculos escuros, ninguém sabe para onde um homem olha — e naquela tarde de julho ele decidiu olhar muito além da linha do guarda-sol.
Saí para fumar no escuro e vi: agachado atrás da palmeira, com o olhar cravado na janela onde ela se despia sem saber que estava sendo olhada por dois.
Os óculos escuros nos deram a permissão perfeita: ele olhava as garotas de topless, eu olhava os homens, e os dois sabíamos o que viria depois.
A cerveja tinha nos deixado carinhosos e o terraço parecia vazio. Até eu ver o brilho de uns binóculos nos mirando do morro.
Passei o verão inteiro esperando a enseada esvaziar. Encontrei-a deserta, sim, mas o vento me trouxe uns gemidos atrás das dunas que precisei ir buscar.
Quando me pediu que eu arrumasse homens para ela durante o verão, eu soube que a viagem à costa ia nos mudar para sempre.
Achei que a sesta deixaria a praia vazia. Quando voltei do mar, ela tinha uma mão dentro do biquíni e os olhos fechados, sem notar que eu a observava.