A noite em que realizamos a fantasia dos dois
Naquela tarde na praia, soube que os quatro estavam nos olhando. O que eu não sabia era que, naquela noite, tudo o que Roberto e eu tínhamos imaginado iria acontecer.
Naquela tarde na praia, soube que os quatro estavam nos olhando. O que eu não sabia era que, naquela noite, tudo o que Roberto e eu tínhamos imaginado iria acontecer.
Propus que ela dormisse no meu quarto para não ficar sozinha com o medo. Não imaginei o que aconteceria quando ela se deitou na minha cama.
Ele voltou da corrida no fim da tarde e a encontrou nas dunas. Ela não estava sozinha. Nunca esteve.
Valéria fazia 26 anos quando fomos juntos de férias. Eu já não conseguia parar de olhá-la havia dias, e nenhum de nós sabia o que ia acontecer.
Três meses sem nos vermos e, assim que ela desceu do avião, eu soube que algo ia acontecer. O que não calculei foi a testemunha na praia.
Eu vinha olhando para minha cunhada há dois anos como não deveria. Nessa noite na boate, ela me perguntou se eu queria que ela contasse ou mostrasse.
Minha mãe abriu a porta do provador sem avisar. O que encontrou do outro lado mudou tudo entre nós, embora nenhum de nós soubesse nomear aquilo naquela tarde.
Chegamos ao hotel como mãe e filho, fingindo ser amantes. No domingo, já não era fingimento.
Eu o vi pela primeira vez do outro lado da piscina, enquanto Marcos assinava papéis. Algo no jeito como ele me olhou me disse que aquela noite não terminaria como as outras.
Ele estava sentado à parte, olhando a água com resignação. Era tímido, era virgem e era perfeito para o que eu e minha amiga pensávamos há horas.
Passamos de cliente e prostituto a algo que não tinha nome. Numas férias na praia, ela rompeu os tabus que carregara a vida inteira.
Entrei para pegar o telefone e o encontrei ali, em silêncio, me olhando daquela forma que eu sabia exatamente o que significava.
Durante anos carreguei uma curiosidade sem nome. Quando Diego apareceu na enseada, sozinho e livre, algo mudou antes mesmo de a noite acabar.
Ela tinha 59 anos, era loira, com curvas que não pediam desculpas. Eu era o sobrinho favorito, e passava dias olhando de lado sem conseguir evitar.
Eu os conhecia desde a época em que saía com a filha deles. Anos depois, reencontrei o casal na costa, e algo no olhar de Valeria me disse que aquele verão seria diferente.
Vi ele sair do banheiro com a toalha na cintura e tudo mudou num instante: parei de vê-lo como meu filho e comecei a planejar como fazê-lo me desejar.
Cheguei um dia antes que minha irmã ao hotel em Cancún. Quase dois dias sozinha com o marido dela: praia de nudismo, provador de lingerie, tequilas. Algo ia acontecer.
Da última vez que a vi, tínhamos doze anos. Agora ela dançava colada a mim, de saia vermelha, e com um olhar que não era de prima.
Quando ela se agarrou a mim dentro d’água e notei sua respiração mudar, soube que o verão dos nossos dezoito anos não terminaria como nenhum outro.
Quando abri os olhos sobre a pedra úmida e a vi tirando o maiô, soube que aquela pancada na cabeça me levara a um lugar de onde eu não sairia o mesmo.