O verão em que compartilhei minha mulher com nosso amigo
Cada manhã, eles iam juntos para a aula de surfe e voltavam unidos demais. Eu só observava, até que uma noite no alpendre parei de querer olhar.
Cada manhã, eles iam juntos para a aula de surfe e voltavam unidos demais. Eu só observava, até que uma noite no alpendre parei de querer olhar.
Éramos quatro em uma barraca, dois casais que mal se conheciam, e bastou um toque na escuridão para ninguém querer mais fingir que dormia.
Baixei a voz para contar como um austríaco me fotografou nua na praia, sem imaginar que essa história nos levaria a viver o mesmo as duas juntas.
Minha mulher sempre cortava a fantasia quando ficava séria. Desta vez, quando confessei o que tinha reservado, ela mordeu o lábio e me perguntou: e se não se contentarem em olhar?
Minha esposa sonhou que eu estava com outra mulher enquanto ela assistia. Dias depois, no hotel, essa fantasia deixou de ser sonho.
Enquanto eu passava o protetor, ela movia os quadris devagar contra a areia. Eu só pensava em como convencê-la a cruzar a porta do outro hotel.
Estávamos há vinte anos casados e nunca tínhamos feito algo assim. Mas naquela noite, no hotel só para adultos, minha mulher me encarou fixamente e começou a se despir.
Eu estava com três potes de aloe vera no corpo e nem um centímetro de pele sem queimadura quando o namorado da minha colega entrou com a chave e me encontrou nua no sofá.
Fazíamos anos que íamos nus à mesma praia com Rubén e Elena. Uma conversa entre homens acendeu o pavio: queríamos investigar o que nunca tínhamos visto no outro.
Estávamos sozinhas na areia, nuas e excitadas, quando descobri que dois rapazes nos espiavam das pedras. Romina só me perguntou se eu queria continuar.
Conversamos por semanas por mensagens, mas nada me preparou para tê-los diante do mar, com todas as regras prontas para serem quebradas.
Só recebi duas fotos naquela manhã: ela nua diante do mar e, uma hora depois, a embalagem de uma camisinha aberta. O resto ela me contou na cama.
Desci para a piscina pensando que só buscava academia e sol. Não imaginava que elas já tinham decidido o que fazer comigo quando os maridos fechassem os olhos.
Eles iam há dez anos a praias de nudismo sem que nada acontecesse. Numa tarde, um homem se sentou diante deles e ela fez o que o marido jamais ousou imaginar.
Depois daquele domingo na praia, nenhum dos meus colegas podia me olhar do mesmo jeito. E minha mulher sabia disso: era ela quem movia cada fio.
Quando o vi sair nu da água gelada de fevereiro, soube que aquela manhã não ia terminar diante do cavalete.
Desci até a enseada mais isolada para aproveitar o sol, mas atrás daquele guarda-sol tombado havia algo que eu não devia ver. E então tive uma ideia.
Tirei a aliança antes de entrar na água. Não queria que nenhuma foto me denunciasse, nem que ele começasse a se fazer ideias erradas.
«Bem-vinda à minha praia», disse a voz dele atrás de mim. Eu estava completamente nua sobre a toalha, e ele era a última pessoa que eu esperava ver ali.
Comprei um biquíni minúsculo sem que ela escolhesse, contei as horas até a madrugada e me deitei no colchão pequeno, rezando para que ela ficasse a sós com ele.