A noite em que minha amiga me confessou que era virgem
Trabalhávamos juntos havia meses, conversávamos até de madrugada por mensagem. Mas naquela noite, pela primeira vez, ela bateu à porta do meu quarto com uma sacola na mão.
Trabalhávamos juntos havia meses, conversávamos até de madrugada por mensagem. Mas naquela noite, pela primeira vez, ela bateu à porta do meu quarto com uma sacola na mão.
Do sofá, ela vigiava as quatro câmeras do andar dos pais como se fossem um reality show. Naquela tarde, uma das telas lhe mostrou algo impossível.
Aos 21, achei que daria conta de qualquer situação. Mas quando Esteban pôs as mãos nas minhas costas e meu corpo respondeu, já não tinha tanta certeza de nada.
Vesti a lingerie mais provocante que tinha e caminhei sozinha até a beira do rio. Nessa noite descobri que o corpo sempre sabe o que quer.
Quando chegamos à casa de Pablo e Vera, o champanhe já estava gelado. Eu tentei parecer calma. Meu corpo vinha me traindo havia semanas cada vez que ele tocava no assunto.
Valeria me ligou para contar que o marido queria um ménage. Desliguei pensando que era problema dela. Naquela noite, eu estava na sala dela.
Naquele verão, alugamos a casinha de sempre e ela desceu do carro com um sorriso novo. Minha prima. Proibida. E ainda assim, tudo o que eu queria.
Uma noite de chuva, o apagão e o abraço que começou por medo. Com minha colega de quarto descobri algo que eu não esperava sentir.
Cheguei com meu gravador e minhas perguntas preparadas. Ela me recebeu com uma xícara de café e um sorriso que não era exatamente profissional.
Quatro amigas, uma casa perto da praia e uma garrafa de vodca. O que começou como um jogo virou a noite mais intensa da minha vida.
Ele lembra pouco daquela noite. Só da dor ao acordar e da certeza de que algo tinha mudado para sempre dentro dele.
Quando Marcos me falou do cara que se banhava nu na beira do rio, eu não consegui tirar isso da cabeça. Naquela noite, fui vê-lo com meus próprios olhos.
As meninas tinham ido embora, o quarto estava em silêncio e Rodrigo soltou uma brincadeira que nós dois sabíamos que não era só brincadeira.
Havia algo no jeito como ele me olhou da plataforma. Não era um olhar qualquer. Eu soube que, se o seguisse, não voltaria a ser o mesmo.
Os dois estavam no vão da porta do meu quarto, me olhando dormir. Ela se tocava. Ele também. E, quando abri os olhos, nenhum dos dois parou.
A primeira vez que vesti sua lingerie e me vi no espelho, não soube se o que senti foi vergonha ou algo completamente diferente.
Eles eram um tio e seu sobrinho, dois brutamontes da academia que vinham me olhando havia semanas. Naquele domingo, algo no ar mudou para sempre.
Aos dezenove anos, depois de uma vida inteira em colégios femininos, naquela noite aprendi mais do que poderia imaginar.
Eu vinha preparando aquele dia havia meses: a peruca, o vestido, o lubrificante. Achava que estava sozinha no mirante abandonado. O guarda tinha outra ideia.
Eu guardava essa curiosidade havia anos. Quando estávamos no escuro e ele estava a um metro, senti que, se eu não pedisse naquela hora, nunca pediria.