A primeira vez foi com a garota que eu mais odiei
Éramos inimigos declarados desde os cinco anos. Ninguém imaginaria que a garota que me fazia sangrar o nariz seria também minha primeira mulher.
Éramos inimigos declarados desde os cinco anos. Ninguém imaginaria que a garota que me fazia sangrar o nariz seria também minha primeira mulher.
Adrián me ofereceu carona para casa com minha guitarra. Eu deveria ter dito não. Mas havia algo no jeito como ele me olhava que não me deixou responder.
Para o mundo, éramos dois amigos no bar. Só eu sabia que usava uma calcinha fio dental preta por baixo do jogger — e que ele também sabia.
Eu passava anos vendo tudo na tela. A primeira vez que toquei uma garota de verdade entendi que nenhum vídeo te prepara para essa sensação.
Estudávamos havia horas quando o frio ficou insuportável. Sofía me convidou para a cama dela para nos aquecermos. Nenhuma de nós esperava o que veio depois.
Éramos duas mulheres na mesma cama, meu marido dormia no chão, e eu passava anos me perguntando como seria roçar a pele de outra mulher.
Ele me esperava havia anos e eu não percebi até ser tarde demais. Quando me confessou no fim, entendi por que tudo tinha sido tão diferente.
Maquiei-me por vinte minutos, coloquei a peruca castanha e abri a porta do hotel quando bateram. Esperei por aquele momento por anos sem saber que o esperava.
Eram duas da madrugada, era o aniversário do meu casamento morto, e eu chorava no sofá. Marcos me envolveu nos braços e disse que não iria a lugar nenhum.
Passei meses trocando mensagens com ele, sem saber se teria coragem. O dia chegou, e subi no táxi com as mãos tremendo e as meias na mochila.
Vinte anos, zero experiência e uma prima que o olhava como se soubesse exatamente o que ele tinha na cabeça. O verão prometia ser longo.
Eu tinha dezoito anos e nenhuma experiência. Ela tinha marido, uma filha na minha turma e o talento de me tirar o sono desde o primeiro dia.
Quando ela me confessou, já estávamos sozinhos no quarto. A irmã dela tinha me encarregado de cuidar dela por um dia. Ninguém imaginava o que ia acontecer entre nós.
Quando fiquei a sós com Marcos, o vizinho de toda a vida, algo mudou entre nós. Ele se aproximou devagar e me beijou sem pedir permissão nem desculpas.
Daniela enfiou um preservativo no meu bolso antes de ir embora. Eu sabia que era virgem e que Marco também era. Aquela tarde ia mudar tudo isso.
Nunca tinha feito isso. Nunca tinha deixado ninguém entrar por ali. Naquela tarde nas cabines, um desconhecido com creme para mãos mudou tudo.
Aquela semana inteira dormimos mal. Sabíamos o que nos esperava no sábado, e essa certeza transformava cada noite no prenúncio de algo que nenhum dos dois tinha coragem de nomear em voz alta.
A primeira vez que a vi, o marido dela estava no quarto ao lado. Na segunda, os lábios dela estavam em mim. Não consegui pensar em outra mulher por semanas.
Eu a conhecia desde os dezessete. Contava tudo a ela. E naquela tarde, enquanto eu subia o zíper do vestido, entendi que também queria beijá-la.
A primeira vez que fui sozinho à casa dele, meu coração batia forte enquanto eu tocava a campainha. Eu não sabia o que dizer. Ele abriu de robe úmido e sorriso.