O pedreiro que me seduziu enquanto meu marido trabalhava
Tinha quarenta anos, mãos ásperas e um bigode de que eu nunca tinha gostado. Até me encontrar com ele deitado na cama do quarto vazio.
Tinha quarenta anos, mãos ásperas e um bigode de que eu nunca tinha gostado. Até me encontrar com ele deitado na cama do quarto vazio.
O telefone tocou, eu disse que ia correr e dirigi até a casa dele. Quando voltei para a minha rua, as sirenes já me esperavam.
Eu apagava a luz do quarto para vê-lo melhor sem ser vista. Numa madrugada ele virou o rosto para minha janela, sorriu, e entendi que eu nunca tinha sido a única a olhar.
Eu ia consolá-la quando ela chorava. O que eu não sabia é que o choro dela me levaria a cheirar seu pescoço, provar sua pele e entender que eu a queria de outro jeito.
Quando ela tirou o vestido no meio da clareira, com a barriga enorme sob o sol e os três amigos do filho olhando para ela, eu soube que aquela tarde não seria um simples passeio.
Reconheci-a no instante em que cruzou a soleira. Aquela garota de vinte e três anos vinha se despindo para mim na tela havia meses e nem sabia disso.
Tinha 20 anos e nunca tinha sentido um orgasmo de verdade. Numa noite de janeiro, com o calor pegajoso e meio rosé, minha prima francesa decidiu que já era hora.
Desliguei a música e encostei o ouvido na parede. Os gemidos da minha mãe vinham do outro lado, e entendi por que ela se movia em silêncio durante o dia.
Quando as luzes do corredor se apagaram, os gemidos começaram do outro lado da parede, e eu soube que nunca esqueceria aquela semana na casa da minha tia.
Quando os dedos dela roçaram os meus sobre a mesa, soube que naquela noite eu ia recuperar algo que minha namorada vinha me fazendo esquecer aos poucos.
Quando o juiz apitou o fim da partida, eu soube que não havia volta: teria de cumprir a aposta diante da minha amiga, no balcão do bar.
Meu marido passava o dia no congresso e eu me derretia sozinha à beira da piscina. Quando o garçom me perguntou se eu queria algo, eu soube muito bem o que ia pedir naquela tarde.
Amanhã completam oito anos desde aquela última noite com ele, e eu ainda me pergunto se fui corajosa ou só egoísta ao pedir aquilo.
Quando ela chegou para arrumar a casa vazia, eu disse para ir tranquila para o interior. Três horas depois estávamos na minha cama, e minha esposa ainda nem tinha pousado.
Eu era sua assistente. Trabalhávamos doze horas por dia. Numa noite, descalça no sofá dela, ela me olhou como nunca antes e eu soube que algo tinha mudado para sempre.
Trinta e dois anos, unhas vermelhas e um jeito de olhar para as mulheres que parecia um cumprimento e uma pergunta. Eu era uma mulher casada. Até a noite em que esqueci as chaves.
Contei aos caras do bar que gostava de homens e, sem querer, abri uma porta que não poderia mais fechar. Nessa mesma noite, alguém me seguiu ao banheiro.
Quando vi as meias dele jogadas no chão do banheiro do hotel, soube que estava prestes a cruzar uma linha da qual jamais poderia voltar com meu melhor amigo.
Quando propus tomarmos banho juntas para tirar o suor, achei que seria um gesto inocente. O jeito como ela me olhou da porta do banheiro me disse outra coisa.
A porta se abriu quando Carolina atravessava o corredor nua, com outro homem atrás dela. Naquela noite, descobri que meu silêncio teria um preço inimaginável.