Enquanto minha esposa rezava, eu estava com a veterinária
Passou meses dormindo ao lado de uma mulher que rezava em vez de tocá-lo. Então entrou no consultório da veterinária, e ela trancou a porta.
Passou meses dormindo ao lado de uma mulher que rezava em vez de tocá-lo. Então entrou no consultório da veterinária, e ela trancou a porta.
Entrei na clínica com as costas destruídas pelo trabalho. Saí com os mamilos duros, o desejo transbordando e um endereço anotado no celular.
Mulher pequena, religiosa, casada numa cidade onde todo mundo fala. Jamais imaginei que as fotos que meu marido guardava em segredo acabariam rodando a região inteira.
Recebi a mensagem às dez da manhã e soube que naquela tarde, com a casa vazia, lhe daria justamente o que a namorada jamais permitiria.
Quando entrou naquele clube oculto atrás de uma livraria de teologia, Marlene soube que a liberdade do marido seria paga com cada peça de roupa que deixasse cair diante do juiz.
Subiu aqueles cinco andares para discutir com a mãe da namorada. Não imaginava que o marido estivesse em casa, nem a proposta que sairia da boca dele naquela tarde.
Minha mulher saiu para trabalhar e eu fiquei sozinho com meus relatórios. Então ouvi a chave na fechadura e ela entrou, sem avisar, com aquela minissaia vermelha.
Quando roçou o antebraço dela ao sair do restaurante, Marina soube que aquilo não tinha acabado na mesa. Ele era o melhor amigo do marido dela.
Saí molhado do banho pensando que era minha mãe quem tocava a campainha. Mas, ao abrir a porta, estava ela: a única mulher que nunca consegui tirar da cabeça.
Encontrei-o meio nu na penumbra da cozinha e seu olhar percorreu minha camisola. Naquele instante, soube que não haveria mais volta.
“Você sabe que fiquei pensando e me ocorreram várias invenções”, ele escreveu. Três horas depois, havia um desconhecido tocando a campainha da nossa casa.
Quando a porta do camarim se abriu, eu soube que não era minha assistente. Era ele, e trazia aquele olhar que me obrigava a escolher entre o desejo e a culpa.
Ela só queria entender o próprio corpo antes de casar. Nunca imaginou que aquela terapia a levaria a trair tudo em que acreditava sobre si mesma.
Eu sustentei o olhar enquanto mentia, com a mão que ainda lembrava a pele dele tremendo contra a xícara, rezando para que ela não ligasse os pontos.
Eu disse a Andrés que a terapia me ajudava a clarear a mente. Não contei que cada sessão me deixava com o corpo tremendo e a consciência dividida ao meio.
Às três da madrugada, mandei meu número pessoal para a cliente. Quando o nome dela apareceu no meu celular, eu soube que já tinha cruzado uma linha sem volta.
Cada desculpa que eu dava ao meu noivo era mais elaborada que a anterior. Saía daquele consultório tremendo, dolorida e com um sorriso que não sabia esconder.
—Preciso que você transe com a minha noiva —ele me disse, tão calmo como se pedisse as horas. E eu ainda não sabia que a viagem mudaria mais a mim do que a eles.
Subi os catorze degraus com o frio colado à roupa e o segredo colado à pele: ninguém no prédio imaginava o que acontecia um andar abaixo.
Marisol esperava na poltrona, de robe. Tinha acabado de filmar sua vingança com o homem que o marido mais desprezava e já não havia como voltar atrás.