A massagem na cabina 7 que pedi em Lisboa
Deitei nu na maca de propósito, sem me cobrir, só para ver o que ele faria quando entrasse com o óleo quente.
Deitei nu na maca de propósito, sem me cobrir, só para ver o que ele faria quando entrasse com o óleo quente.
A persiana estava meio abaixada e a chave girou duas vezes atrás de mim. Vim sem a aliança e com doze anos de silêncio na língua.
Segui a moça para a rua convencido de que seria só mais uma noite. Não imaginava o que ela escondia sob aquele vestido colado nem até onde iria me levar.
Vinte anos casados e cada um escondia seu próprio segredo: ele em banheiros alheios, eu ainda sem saber o que aquela mulher da ioga estava prestes a despertar em mim.
Só queria sol e silêncio. Não procurava ninguém, muito menos um homem que me esperou na beira do mar só para dizer que não pretendia me deixar ir.
Quando segui o som da música até o velho armário do meu escritório, não esperava encontrar frestas apontando direto para o vestiário onde ela se despia.
Subi para pegar ar porque não aguentava o calor. Ouvi os passos dele na escada e soube, antes de me virar, que aquela noite eu não ia conseguir dormir.
Pedi que ela abrisse as pernas no posto e o frentista quase arregalou os olhos. Naquela manhã entendemos que o tesão de ser observados podia com a gente.
Essa madrugada eu vesti a tanga vermelha, as meias arrastão e a peruca diante do espelho do hotel, e pela primeira vez não reconheci o garoto de sempre.
Minha sobrinha entrou na minha cama com uma proposta indecente, e eu não imaginei que meu filho estaria nos espionando da porta do corredor.
Ninguém sabe. Nem mesmo a pessoa com quem durmo todas as noites. Mas, quando fecho os olhos, me vejo diante do espelho, transformado em outra, pronta para ele.
Eram seis e quarenta. Ela olhou o relógio, pediu que eu parasse junto ao beco e, antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa, já estava me beijando.
Eu brinquei dizendo que ela dormisse comigo naquela noite. Não imaginava que, depois da meia-noite, a porta do meu quarto se abriria de verdade.
Com a maquiagem borrada de tanto chorar, ela pegou minha mão e me guiou escada acima, decidida a fazer o que sentíamos deixar de ser segredo.
Disse a ele que eu só queria praticar umas fotos. Era mentira. O que eu queria era que ele me olhasse de uma vez como eu vinha olhando para ele há semanas.
Eu estava de quatro, tremendo, com o cu empinado e meu próprio pau pingando sozinho. Ele mal tinha enfiado a ponta e eu já implorava para ele me arrebentar inteira.
Quando Valeria me disse que as três primas dela me esperavam para comemorar, eu não imaginei que a comemoração fosse descobrir se eu servia para algo além de cuidar das contas delas.
Eu a desejava em segredo havia meses. Naquela tarde, durante a aula, ela ergueu os olhos do livro e me disse: você precisa ser mais cuidadoso com a porta do banheiro.
Ninguém naquela casa sabia o que eu escondia sob o vestido preto. Ninguém, exceto ele, o desconhecido de máscara a quem eu entreguei isso num corredor escuro.
Na primeira tarde em que fui ajudá-lo, achei que faria apenas os exercícios dele. Não imaginei que acabaria descobrindo com ele tudo o que me negavam em casa.