O que eu não entendi sobre minha mãe e sua melhor amiga
Eu tinha quinze anos quando as surpreendi pela primeira vez. Hoje, com vinte e dois, já não consigo olhar aquelas lembranças da mesma maneira.
Eu tinha quinze anos quando as surpreendi pela primeira vez. Hoje, com vinte e dois, já não consigo olhar aquelas lembranças da mesma maneira.
Eu vinha fantasiando com ela havia meses. Quando ela desceu do palco e pôs a boca na minha, entendi que aquela fantasia nunca ia desaparecer.
Quando os vi na laje, tudo mudou. Meu primo me olhava da escuridão e me perguntou algo que eu não esperava ouvir naquela noite.
Ele vinha me pedindo há meses. Quando vi aquele celular na vitrine, soube exatamente o que podia oferecer em troca dele.
Eu era o pai protetor, o marido fiel, o tipo que rejeitava tudo que saía do normal. Até aquela noite na casa de campo.
Quando ele me abraçava por trás e eu sentia o corpo dele contra o meu, os dois sabíamos que aquilo tinha um nome que ninguém ousava pronunciar.
Nadia chegou naquela manhã com uma sacola de refrigerantes e um jeans curtíssimo. Fazia anos que não ficávamos sozinhas de verdade. Eu não sabia que isso ia mudar.
Não tinha sido planejado. Mas quando ele entrou no local com os outros e cravou os olhos em mim, eu já sabia que aquela noite terminaria de um único jeito.
Saímos do café dizendo que íamos pegar um ar, mas quando ele tomou minha mão e me guiou entre as árvores, eu já sabia como aquela noite terminaria.
Ela chegou com a mochila no ombro e uma chupeta vermelha entre os lábios. Tinha acabado de fazer vinte e dois e ria como se soubesse exatamente o que viria depois.
Rodrigo me olhava a bunda todos os dias no escritório sem se atrever a nada. Até que li o que a esposa dele pensava de mim e decidi que ela tinha razão.
Eu não tinha sono. Ele chegou por trás, beijou meu pescoço e pôs as mãos onde eu não podia me permitir gemer. A porta do quarto seguia fechada.
Quando aquele garoto de vinte anos apareceu no batente da minha porta pela segunda vez, com as mãos trêmulas e a voz cortada, eu soube que a noite mudaria.
Eu estava há duas horas me revirando na cama. Sabia que ele dormia a três portas da minha e que aquela noite, pela primeira vez, eu não ia conseguir fingir.
Debaixo da água do chuveiro, os dedos dela terminaram o que ele tinha começado naquela sala. E ela soube que três dias não seriam suficientes.
Quando passei pelo ponto, Seu Rodrigo me viu do ônibus. O que começou como cervejas de aniversário terminou de um jeito que eu não esperava.
Acordei no quarto dele sem lembrar como cheguei. Ele estava na cozinha, seminu e tranquilo, como se tudo fosse completamente normal.
Eu aguentava as olhadas dele no escritório havia meses. No dia em que li as mensagens privadas, tomei uma decisão que a esposa dele nunca deveria ter provocado.
Naquela noite, entendi que ensinar alguém a sentir o próprio corpo pode ser o ato mais íntimo de todos.
Rodrigo me disse que seriam seis. Eu me levantei e fui embora. Nove dias depois, liguei de volta para dizer que tinha pensado e que sim.