O que aconteceu com minha irmã quando os tios foram embora
Há quatro anos nos beijávamos escondidos como dois namorados secretos. Quando os tios fecharam a porta rumo ao aeroporto, eu soube que naquela noite já não haveria volta.
Há quatro anos nos beijávamos escondidos como dois namorados secretos. Quando os tios fecharam a porta rumo ao aeroporto, eu soube que naquela noite já não haveria volta.
Era quinta, o dia da minha mãe, mas minha irmã postiça me arrastou para o banho antes do café da manhã. As regras do harem que elas inventaram começaram a se quebrar de novo.
Uma câmera escondida atrás dos livros, dois irmãos dispostos a compartilhar tudo e uma namorada com um sorriso franco demais para parecer inocente.
Pensei que fosse o vinho, aqueles toques tímidos na pista de dança. Mas, ao deixá-la na porta do hotel, ela segurou o cartão sem encaixá-lo e sussurrou: «Fica um pouco».
Encontrei minha mãe chorando no sofá com o robe azul mal fechado. Quando eu disse que ela era linda, já sabia que naquela noite eu deixaria de ser só seu filho.
Quando abriu os olhos, ela ainda dormia ao seu lado, nua. Bruno soube naquele instante que a noite não tinha terminado, não de verdade, e que só lhes restavam algumas horas.
Naquela manhã pensei que estava sozinho em casa. Cruzei o corredor nu e, ao virar a esquina, lá estava ela, com um olhar que não era de mãe.
Fazia anos que eu não a via. Quando desceu do ônibus, já não era a menina que eu lembrava, e naquela noite dividimos muito mais do que o lençol.
Eu me masturbava pensando nela quando ela empurrou a porta sem avisar, recém-saída do banho e sem uma única peça de roupa. O que veio depois não deveria ser contado.
Deixei as chaves sobre a mesa sem fazer barulho. A luz fraca saía do quarto do meu irmão e, antes de espiar, eu já sabia que aquela noite ia mudar tudo entre os três.
Quando a câmera se conectou naquela tarde, Camila estava sentada no escritório com uma saia muito curta e um segredo grande demais para caber ali.
Quando ela bateu na minha porta à meia-noite, achei que precisava de alguma coisa. O que eu não esperava era vê-la tirar a camisola e deslizar para a minha cama com aquele sorriso.
Uma proposta entre risadas, diante da TV da cabana, abriu uma porta que minhas irmãs e eu nunca mais conseguiríamos fechar.
Quando chegamos à casa do meu sogro, achei que a despedida seria como qualquer outra, até ver minha sogra descendo as escadas com aquele olhar que eu já conhecia.
Naquela tarde na mansão, meus pais me fizeram escolher entre meus privilégios e uma fantasia que eu jamais imaginei pagar com o meu próprio corpo.
Eu estava nua na varanda, fumando diante do mar, quando vi o desconhecido no banco da frente. E, em vez de me cobrir, decidi deixá-lo olhar.
Ela chegou ao meu apartamento com a bochecha ainda roxa. Na mesma noite entrou no banheiro enrolada numa toalha e a deixou cair ao me ver.
O robe mal cobria as pernas dela quando se aproximou do sofá. Tobías já não fingia dormir, e em mim transbordava tudo o que eu vinha calando há meses.
O sofá da sala já tinha visto coisas demais, mas nada como o sorriso lento com que minha cunhada me esperou naquela tarde enquanto meu sogro fingia não perceber.
Quando Carolina saiu do banheiro, a mãe dela ainda tinha minha mão debaixo da saia. Não retirou a dela. Só fechou os olhos e me olhou de algum lugar muito mais escuro.