Quando ficamos os quatro sozinhos em casa
Saí do banheiro enrolado numa toalha e travei na porta: eles já tinham começado sem mim, e naquela noite não ficou uma única linha por cruzar.
Saí do banheiro enrolado numa toalha e travei na porta: eles já tinham começado sem mim, e naquela noite não ficou uma única linha por cruzar.
Cheguei com duas garrafas de champanhe para quebrar o gelo, mas foi Marina quem assumiu o controle desde o primeiro beijo e deixou claro que, naquela noite, mandava ela.
Marina achava que seria um ménage clássico, ela no centro. Até ver seus dois amigos héteros se olhando de um jeito que mudou tudo.
Tinham se passado duas semanas desde o terraço. Nesta noite ninguém pensava em frear, e o primeiro «verdade ou desafio» mudou tudo.
Naquela tarde, eu só queria corrigir uns esboços num terraço. Acabei bebendo com eles e, semanas depois, muito mais que conversando.
Três gin-tônicos, dois colegas que eu mal conhecia e um sofá. O que começou como uma conversa de escritório virou a noite mais inesperada da minha vida.
Conheciam-no como o velho bonachão da esquina, o que cumprimentava todo mundo e nunca levantava a voz. Bastou uma tarde a portas fechadas para descobrir o homem que ele realmente era.
No primeiro dia de aula, ela se sentou ao meu lado cheirando a baunilha. Eu não fazia ideia de que aquela garota mudaria por completo a forma como eu entendia o desejo.
Acordei ao amanhecer com o barulho vindo do quarto deles. A porta estava entreaberta, e o que vi me deixou paralisado no corredor, nu e sem poder me mover.
Nunca imaginei que a amiga do meu marido me ensinaria algo sobre mim mesma no provador de uma loja. Muito menos que naquela mesma tarde a chamaríamos para perto.
Ela estava tão nervosa que mal sustentava meu olhar. Ele queria me provar pela primeira vez. Eu só precisava cuidar dos dois até o medo passar.
Naquela noite à beira da piscina, pensei que me esperava só uma dança. Não imaginei que Marina guardava há dez anos uma promessa que nos arrastaria aos dois.
Entrei no carro esperando uma tarde com ele, mas no banco de trás havia mais alguém, e entendi na hora para onde aquilo estava indo.
Eu tinha passado vinte horas viajando e só pensava em voltar para os braços dela. Não imaginava que esse reencontro me faria cruzar uma linha que eu jurava nunca cruzar.
Eu já limpava aquela casa enorme havia oito meses. Nunca imaginei o que aquele casamento escondia atrás da fileira de sapatos, nem até onde eu iria pela mensalidade.
Quando ele sussurrou «vai, encosta nele», eu soube que naquela noite não voltaríamos sozinhos para casa. E uma parte de mim desejava isso havia semanas.
Minha mulher sempre fantasiava com outro a tendo diante de mim. Naquela tarde, numa parada solitária da estrada, um estranho pediu fogo e tudo deixou de ser um jogo.
Subi as escadas ainda com o cheiro do hospital na pele. A porta entreaberta, a luz quente, a camisola de seda. Não precisaram de palavras: eu já sabia como a noite terminaria.
Eu dividia o apartamento com duas universitárias que andavam quase nuas pela casa sem nenhum pudor na minha frente. Demorei semanas para entender o motivo.
Aceitei a fantasia dele achando que era um presente para ele. O que ninguém imaginou foi que, naquela noite, eu descobriria exatamente o que queria… e deixaria de me contentar.