Quarenta anos e uma noite de trios que eu nunca deveria contar
Éramos quatro pessoas de quarenta anos que nunca tinham quebrado um prato. Raquel disse que precisávamos fazer algo que não pudéssemos contar a ninguém.
Éramos quatro pessoas de quarenta anos que nunca tinham quebrado um prato. Raquel disse que precisávamos fazer algo que não pudéssemos contar a ninguém.
Quando saí do elevador com a calcinha já encharcada e o vestido colado de suor, soube que aquela tequila não ia ficar só na tequila.
Quando ela chegou à festa com aquele vestido, eu soube que alguma coisa iria acontecer. Ninguém imaginou que acabaríamos os quatro no apartamento dela, ensinando tudo.
Ela escolheu o homem. Eu organizei os encontros. Nenhum de nós sabia exatamente como terminaria aquela noite de primavera em Barcelona.
A pergunta que fiz a ele numa sexta-feira à noite, na cama, era só o começo. O jogo já estava em andamento havia semanas e ele não sabia.
Deixei o carro a meia quadra para não fazer barulho. A porta estava destrancada e as luzes apagadas. O que encontrei no fundo do corredor mudou tudo.
Na tarde em que Diego chegou suado do jogo e tirou a camiseta, tudo mudou. A tatuagem que Carmen tinha ampliado na tela na noite anterior.
Rodrigo me disse sem rodeios numa noite, quando eu achava que era só hora de dormir. A voz dele era tranquila, quase calma demais para o que estava me pedindo.
Ela o olhava como se o conhecesse de toda a vida. Ele sorria demais. E eu, diante dos dois, pensava no que tinha feito com cada um separadamente.
Quando minha colega de casa me disse «me leva com você», eu soube que aquela noite ia me fazer perder mais do que a timidez. O que eu não imaginei foi que ele apareceria.
Eu vinha evitando todos eles havia semanas. Queria a vontade bem acumulada para aquele fim de semana. Ao sair do trabalho na sexta, eu já tinha tudo planejado.
O brinquedo vibrava dentro de Clara enquanto ela dançava com desconhecidos. Andrés a controlava da mesa. Ninguém no bar sabia de nada.
Beijei-o pela primeira vez aos dezesseis anos e não conseguimos terminar. Onze anos depois, encontrei-o no clube do meu namorado, de braço dado com outra mulher.
Quatro homens poderosos mortos da mesma forma. Todos nus, exaustos. Alguém os escolhia, os seduzia e os levava ao limite exato antes do fim.
Eu passava um mês sonhando em reencontrá-lo quando minha colega de quarto confessou que me invejava. Naquela mesma noite a levei comigo para a rave.
Havíamos armado a cilada perfeita. Mas quando Diego me segurou pela cintura com aquela segurança brutal, entendi que já não era eu quem conduzia as rédeas.
Quatro colegas, uma piscina, uma noite inteira. O melhor começo de férias que eu poderia imaginar.
Valentina sempre foi impulsiva. Mas quando trouxe Camila para a nossa vida, nenhum de nós sabia até onde íamos chegar.
Quando abri a porta naquela noite, eles não sabiam que eu já tinha o gosto do amigo deles na boca e um plano calculado em cada movimento dos meus quadris.
Quando ele disse em voz alta, o silêncio durou exatamente três segundos. Senti medo e desejo ao mesmo tempo, e não soube qual dos dois era mais forte.