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Relatos Ardientes

Quatro casais, uma casa senhorial e uma porta entreaberta

Ilustração do conto erótico: Quatro casais, uma casa senhorial e uma porta entreaberta

A borda da piscina ainda conservava o calor do dia quando Renata e Damián trocaram um olhar com Sergio e Camila. Não foi preciso dizer nada. A tensão que havia se acumulado ao longo de toda a tarde, entre risadas, vinho e olhares que duravam um segundo a mais, pedia um lugar com porta. Os dois casais se levantaram quase ao mesmo tempo e caminharam para um dos quartos da casa senhorial.

Lá dentro, a luz de uma única luminária tingia as paredes de um laranja suave. O ar cheirava a cloro e pele morna. Ninguém acendeu a luz principal. Ficaram em pé, os quatro, medindo-se naquele silêncio que só era quebrado pelas respirações.

Renata deu o primeiro passo. Aproximou-se de Sergio, enlaçou o pescoço dele com os braços e o beijou sem pressa, com a segurança de quem sabe exatamente o que quer. Sergio correspondeu, apertando-a contra si, surpreso com a firmeza daquela boca que não era a de sua mulher.

Damián, enquanto isso, pegou Camila pela mão e a puxou devagar. Beijou-a com uma ternura diferente, quase uma pergunta, e ela sorriu contra os lábios dele antes de retribuir o beijo.

—Você está segura? —murmurou ele junto ao ouvido dela.

—Cala a boca e não para —respondeu Camila.

As mãos começaram a se mover. Renata percorria as costas de Sergio por baixo da camisa, cravando um pouco as unhas em seus ombros. Damián descia pelas curvas de Camila, detendo-se em seus quadris, aprendendo um corpo que naquela manhã ele só tinha visto de maiô.

Então as duas mulheres se procuraram. Renata e Camila se aproximaram entre os homens, trocando um olhar cúmplice, e começaram a se acariciar com uma delicadeza que eletrizou o quarto. Renata deslizou as mãos pelo torso de Camila até seus seios; Camila respondeu descendo pelas costas dela até apertar-lhe as nádegas.

Sergio e Damián ficaram imóveis por um instante, observando-as, antes de voltarem às suas parceiras cruzadas.

—Isso vai ser uma noite longa —disse Damián, com a voz rouca.

Ninguém o contradisse.

***

Sergio foi o primeiro a levar as coisas mais longe, e fez isso com Camila, sua própria esposa, como se precisasse daquela âncora antes de se soltar por completo. Tomou o rosto dela e a beijou com uma paixão que ela conhecia de cor. Conduziu-a até a cama e Camila se ajoelhou diante dele. Quando Sergio abriu a calça, ela o tomou nas mãos e começou a percorrê-lo com a língua, devagar, olhando-o de baixo.

A um metro dali, Damián havia sentado Renata à beira do colchão. Ajoelhou-se entre as pernas dela e beijou-lhe os seios, prendendo um mamilo entre os lábios. Renata jogou a cabeça para trás e arqueou as costas, enterrando os dedos no cabelo do marido.

Durante alguns minutos cada um cuidou de sua parceira, mas os olhares continuavam se cruzando por cima dos ombros. Foi Sergio quem fez o gesto. Um olhar para Damián, uma inclinação de cabeça, e a regra tácita mudou.

Sergio contornou a cama até ficar de frente para Renata. Damián se deslocou para Camila. A troca foi silenciosa, quase cerimoniosa, e elevou a temperatura do quarto em vários graus.

Renata recebeu Sergio com um sorriso e o tomou na boca como Camila havia feito minutos antes, mas num ritmo próprio, mais profundo, que arrancou de Sergio um gemido contido. Ele fechou os olhos e respirou fundo, descobrindo uma sensação nova em um terreno conhecido.

Diante de Camila, Damián foi mais paciente. Sustentou o rosto dela entre as mãos e a beijou antes de guiá-la para ele. Camila tentou, mas o tamanho a surpreendeu. Por mais que se esforçasse, não conseguia abarcar tudo, e essa mistura de frustração e desejo lhe incendiou as bochechas.

—Calma —sussurrou Damián, acariciando-lhe o cabelo—. Não tem pressa.

O suor começava a brotar na testa de Sergio enquanto Renata o trabalhava com a boca. Ela cerrava os punhos sobre os lençóis, aproveitando a troca tanto quanto eles. Camila, entre ofegos, seguia empenhada em agradar Damián, que a encorajava com palavras suaves e a deixava marcar o ritmo.

***

Sergio colocou uma camisinha e olhou para Renata com um sorriso carregado de desejo. Ela devolveu o olhar, uma mistura de nervosismo e vontade, e abriu as pernas. Ele entrou devagar, atento a cada reação, e começou a se mover quando a sentiu ceder. Renata respirou fundo e se adaptou ao calor de um corpo que não era o de Damián.

Ao lado dele, Damián também se protegeu e se aproximou de Camila. A diferença de tamanho entre os dois era evidente, e ambos sabiam disso. Beijou-a outra vez, tentando relaxá-la, e pressionou com cuidado contra sua entrada.

Camila sentiu a cabeça do membro empurrando, muito maior do que estava acostumada. Tentou relaxar, mas a estreiteza dificultava a passagem. Damián parou na mesma hora e a beijou no pescoço.

—Se quiser, a gente para —ofereceu.

—Não. Continua. Devagar —pediu ela, cravando as unhas no antebraço dele.

Com uma paciência infinita, centímetro por centímetro, Damián foi entrando. Camila ofegava e cerrava os dentes, sentindo a pressão e o estiramento, uma sensação entre a dor e o prazer que lhe nublava a cabeça. Quando enfim ele estava dentro, os dois ficaram imóveis por alguns segundos, respirando no mesmo compasso.

As mãos de Sergio percorriam o corpo de Renata enquanto ele se movia dentro dela, detendo-se em seus seios e quadris. Damián beijava o pescoço de Camila e sussurrava que ela estava fazendo tudo perfeito. Camila apertava as mãos dele com força, presa na intensidade do momento.

Entre uma investida e outra, Renata e Camila voltavam a se procurar com o olhar. Havia uma comunicação silenciosa entre as duas, um entendimento que não precisava de palavras. Em certo momento, Camila estendeu a mão e Renata a tomou. Seus dedos se entrelaçaram e, quase sem pensar, aproximaram os rostos e se beijaram. Começou suave; terminou em um beijo úmido e apaixonado enquanto seus maridos emprestados continuavam a se mover dentro delas.

***

Os gemidos atravessaram a porta e chegaram ao jardim, onde Andrés conversava com Noelia, Iván e Tomás. O som arrepiou sua pele. Uma mistura de curiosidade e nervosismo percorreu-o de cima a baixo. Ele se desculpou num murmúrio e caminhou até a porta do quarto, tentando escutar melhor.

Lá fora, o clima era outro. Mais leve, mais lento. Tocava música suave entre as plantas e a luz da lua caía sobre os ladrilhos ainda úmidos.

Noelia, levada pelo ritmo, começou a dançar. Movia os quadris com uma fluidez que ninguém tinha visto antes, as mãos percorrendo o próprio corpo, o cabelo caindo sobre os ombros. Não estava se exibindo para ninguém; dançava para si mesma e, por isso, era impossível desviar o olhar.

Tomás, que até aquele momento estava atento aos ruídos do quarto, desviou a atenção para ela e ficou hipnotizado. Nunca a tinha olhado assim. Seus olhos percorriam os quadris que balançavam, as pernas, a curva das costas quando ela se inclinava para a frente. Uma onda de desejo o empurrou um passo adiante, e mais outro.

Havia algo diferente naquela excitação. Não era a urgência mórbida que os sons do quarto despertavam, mas algo mais limpo, ligado à beleza e à naturalidade de Noelia se movendo sob a lua. Um rubor subiu-lhe às bochechas sem que pudesse evitar.

Iván, de lado, sorria olhando a mulher dançar e Tomás se derreter, aproveitando o jogo sem pressa de interferir.

***

Na porta, Andrés hesitou por um instante. A tentação venceu. Empurrou com cuidado até abrir uma fresta suficiente para ver, e o que viu o deixou sem fôlego.

Camila estava deitada de barriga para cima, os seios à mostra subindo e descendo com sua respiração ofegante. Damián a penetrava com movimentos lentos e profundos. E sobre ela, montada, Renata se inclinava para lamber o clitóris com uma dedicação que tornava a cena quase insuportável de olhar.

Andrés sentiu o calor subindo pelo corpo. Abriu bem os olhos, a respiração entrecortada, incapaz de acreditar no que tinha diante de si. A imagem das duas mulheres entrelaçadas, os rostos contorcidos de prazer, os corpos brilhando de suor, atingiu-o em algum lugar profundo.

Lá dentro, Camila vivia uma dupla estimulação que a levava à beira. Sentia as investidas de Damián abrindo caminho em seu interior e, ao mesmo tempo, a língua de Renata trabalhando-a com uma pressão suave e constante. Cada impulso a aproximava um pouco mais do limite; cada carícia a mantinha suspensa ali, sem deixá-la cair.

Os seios de Camila balançavam no ritmo de Damián. Renata concentrava toda a atenção no ponto exato, lendo nos gemidos da amiga quando apertar e quando afrouxar. Sergio, já recuperado, acariciava as costas de Renata enquanto a via se entregar, esperando sua vez.

***

O quarto chegou ao auge quase de repente. O quarteto, impulsionado pela paixão e por aquela cumplicidade recém-descoberta, deixou-se arrastar a um clímax compartilhado. Os gemidos, os ofegos e os suspiros encheram o ar e se infiltraram pela fresta da porta até o jardim.

Os corpos de Camila, Renata, Sergio e Damián se moviam numa coreografia frenética, buscando o último degrau do prazer. As carícias, os beijos e as investidas se aceleraram até que a tensão acumulada explodiu. Os gemidos se transformaram em gritos abafados, os músculos se tensionaram e depois se renderam em ondas longas e trêmulas.

Quando tudo cedeu, ficaram os quatro enredados, as respirações ainda agitadas, rindo baixo do que acabavam de atravessar. Do outro lado da porta, Andrés se afastou devagar, com o coração martelando no peito, e voltou ao jardim bem a tempo de ver Tomás dar o primeiro passo em direção a Noelia. A noite, evidentemente, estava apenas começando.

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