Exibo minha namorada e os vizinhos não tiram os olhos dela
Ela limpava a varanda de calcinha e quase nada mais, sem saber que dois homens a espionavam do prédio em frente. E, para mim, vê-la desejada me enlouquecia.
Ela limpava a varanda de calcinha e quase nada mais, sem saber que dois homens a espionavam do prédio em frente. E, para mim, vê-la desejada me enlouquecia.
Lorena me vestiu como a mulher mais desejada da noite, disse ao meu ouvido que oito homens esperavam e, pela primeira vez, não quis fugir do que sentia.
Meu dono plantou a ideia como uma semente: dinheiro pelo meu corpo e um desconhecido observando cada detalhe. Numa terça-feira, saí para cumprir isso sem saber como terminaria.
Um desconhecido prometeu me encontrar na última fila, mas acabei nas mãos de todos os outros, oferecida de novo e de novo na escuridão.
Viemos a Formentera para exibi-la. Não imaginei até onde ela estava disposta a ir quando aquele estrangeiro estendeu a toalha a poucos metros de nós.
Ela escolheu a saia mais curta e saiu sem roupa íntima. Naquela hora, o desconhecido da plataforma sempre estava lá, e desta vez ela não pretendia se afastar.
Entrei no terceiro provador, deixei a cortina do jeito que eu gosto e, ao erguer os olhos, peguei ela olhando pra dentro. Uma das minhas, pensei.
Quando o Audi cinza-perolado parou diante da guarita e vi aquelas pernas entreabertas no banco do passageiro, soube que meu turno ia mudar para sempre.
Naquela tarde de abril saí sem sutiã e com uma tanga mínima. Eu não sabia que meu marido ia parar diante do posto abandonado para me fazer aquilo.
Apaguei a luz da lavanderia e olhei para a janela panorâmica do C. Eram três e quinze da madrugada. A garota em frente tinha voltado. E não tinha voltado sozinha.
Fechei os olhos, ergui a bunda e esperei ouvir sua voz. Eu não queria lingerie nem flerte: só me encontrar nua e pronta para que ele cumprisse sua promessa.
Subi no catamarã para me perder do mundo por um instante. Nunca imaginei que terminaria nua, cercada, e que seria eu a não querer que parasse.
Há meses falávamos nisso e nunca criávamos coragem. Até que um casal nos chamou para o spa liberal numa tarde de maio, e Sofía atravessou aquela porta antes de mim.
Atravessei a sala com o coração disparado, me ajoelhei ao lado dela e soube que, depois daquela noite, minha mãe deixaria de me ver como a caçulinha da casa.
Quatro homens, dois buracos na parede e uma única regra: eu não podia saber quem era quem. Só suas picas iam entregá-los.
Quando entrei na cabana, havia apenas trinta homens de terno e uma taça me esperando. Demorei pouco para entender para que me haviam pago tanto.
Passei semanas fingindo medo ao passar por eles. Naquela tarde tirei o sutiã atrás de um arbusto e decidi deixar que aqueles seis homens fizessem comigo o que quisessem.
Descemos da festa às quatro da manhã achando que a noite tinha acabado. Na verdade, naquela casa enorme, ela estava só começando.
Quando ela correu a trava da porta e largou a jaqueta na cadeira, eu soube que aquelas horas na cama estreita não seriam passadas dormindo.
Eu usava sua calcinha preta por baixo da calça justa, caminhando pela avenida mais escura da cidade, esperando que alguém tivesse coragem de parar ao meu lado.