O segredo que deixei para o desconhecido da festa
Ninguém naquela casa sabia o que eu escondia sob o vestido preto. Ninguém, exceto ele, o desconhecido de máscara a quem eu entreguei isso num corredor escuro.
Ninguém naquela casa sabia o que eu escondia sob o vestido preto. Ninguém, exceto ele, o desconhecido de máscara a quem eu entreguei isso num corredor escuro.
Achei que estava sozinho entre as árvores, até que um estalo mudou tudo e eu entendi o quanto desejava ser encontrado assim, nu e entregue.
Pedi meu primeiro brinquedo pela internet para não morrer de vergonha na loja. O que eu não imaginava era a cara do entregador ao me entregar aquela caixa.
A menos de cem metros da música e do champanhe, ela abriu as pernas ao sol sem saber que alguém vinha pelo caminho. E, quando o viu, já era tarde demais para fechá-las.
Em frente ao espelho do camarim, Daniela escolheu o vestido vermelho que não admitia roupa íntima. Não sabia que essa decisão a tornaria a obsessão de todo o canal.
«Aqui podemos fazer o que quisermos. Ninguém nos conhece, ninguém nos julga.» Ela disse isso com uma taça na mão, e eu soube que o verão ia mudar tudo.
Nunca tinha usado uma tanga, mas naquela tarde decidi estreá-la no canto mais movimentado do mercado, justamente onde ninguém podia deixar de me olhar.
Eles achavam que a enseada estava vazia. Eu seguia atrás da pedra, sem respirar, vendo ela se mover sobre ele enquanto o céu ficava laranja.
Ele passou o verão inteiro passando a mão onde não devia. Naquela tarde, à beira da piscina, descobriu que alguém o observava e que sua sorte tinha acabado.
Ele fechou o estanco mais cedo, subiu na minha moto e me abraçou pela cintura. Os dois éramos casados, e os dois sabíamos que aquele passeio não ia terminar no mirante.
Tenho 55 anos, um marido tranquilo e sonhos que me deixam o corpo em chamas. Numa festa, no depósito de um restaurante, entendi que não dava mais para fingir.
Nunca tinha feito algo assim, mas naquela noite o decote, a música e dois olhares insistentes me empurraram para além de uma linha que não quis mais cruzar de volta.
Abri as cortinas às duas da tarde com o cabelo ainda molhado e pensei que ninguém no meu povoado ousaria olhar para a minha janela ao meio-dia.
Saí daquela reunião com o sangue fervendo. Nessa noite eu não queria brincar de leve: queria destruir os dois meninos que me esperavam de joelhos no colchão.
Entrou no provador em frente a mim com sete biquínis. A cortina não fechou direito, e a partir do terceiro ela soube que eu a estava olhando.
Quando atravessei a cortina com a placa de «só machos», não imaginava que acabaria segurando um pau enquanto o dono dele era fodido na minha frente.
Encontrei ela de biquíni gravando vídeos ao lado da piscina. A nova mulher do meu pai. Oito anos mais nova do que eu. E ainda achou que podia me mandar.
Dois homens entram na vitrine achando que são intocáveis. Só um sairá como entrou; o outro, o público já decidiu transformar em algo doce, obediente e para sempre diferente.
A família dele jantava na mesa grande enquanto ele me fodia no estábulo, num ritmo desesperado, como se pudessem entrar a qualquer momento.
Quando o whisky caiu no meu vestido rosa, soube que aquele casamento não terminaria como eu imaginava. Nem que o tio da noiva me encontraria no corredor mais escuro.