A noite em que traí meu namorado com um desconhecido
Eu o vi dançando com outra e algo se rompeu em mim. Não busquei vingança, busquei alguém que me fizesse sentir o que ele já não me dava.
Eu o vi dançando com outra e algo se rompeu em mim. Não busquei vingança, busquei alguém que me fizesse sentir o que ele já não me dava.
O telão se acendeu, a voz dela encheu os alto-falantes e, diante de toda a família, ela se despediu de mim para sempre. Eu ainda não sabia quem era o outro homem.
A música pulsava no meu corpo, os olhos dele não saíam de mim, e eu soube que aquela noite ia me fazer fazer algo de que eu nunca me arrependeria.
Quando a campainha tocou, pensei que minhas amigas tinham pedido sobremesa. Quatro homens entraram na minha sala e, pela primeira vez em anos, parei de pensar no meu ex.
Nessa noite, coloquei a calça cor da pele, a jaquetinha dourada e a peruca de melena. Eu não imaginava que a fantasia iria provocar o que provocou.
Eu o via como um amigo e nada mais. Até que, naquela madrugada, ele me agarrou pela nuca na porta da boate e tudo o que eu achava saber sobre mim desmoronou.
Eu vinha fantasiando há meses em ficar com uma garota trans. Nessa noite, no banco do carona, ela sussurrou no meu ouvido que tinha percebido como eu a olhava.
Eu guardava esse desejo trancado havia anos. Numa madrugada de excesso e coragem, contei tudo ao meu melhor amigo — e ele resolveu tornar real.
Quando desci ao lobby para fugir da festa corporativa, não esperava pelo garçom que me olharia como se soubesse exatamente do que eu precisava naquela noite.
Diante do espelho do quarto, ela descobriu que seu corpo ainda sabia pedir. O que não esperava era que alguém estivesse disposto a ouvi-lo naquela mesma noite.
Quando todos adormeceram, Diego ficou ao meu lado na cama. Dizia que não sabia se gostava de homens. O que aconteceu depois nenhum dos dois tinha planejado.
Eu gostava de me sentir olhada, desejada, escolhida entre todas. Nessa noite um homem do campo me tirou da pista e me levou a um lugar sem volta.
Ele tinha terno caro e um olhar que intimidava todos na mesa, mas não conseguia parar de olhar meus pés. E eu sabia exatamente o que faria com isso.
Desci ao bar para pedir dois drinks e a voz que me disse «oi» era a última que eu esperava ouvir em um hotel para adultos num sábado à noite.
Nunca tinha deixado tantos olhos me percorrerem ao mesmo tempo. E o pior — ou o melhor — é que meu marido aproveitava cada segundo do bar.
Pedi que ela abrisse as pernas no posto e o frentista quase arregalou os olhos. Naquela manhã entendemos que o tesão de ser observados podia com a gente.
Ninguém naquela casa sabia o que eu escondia sob o vestido preto. Ninguém, exceto ele, o desconhecido de máscara a quem eu entreguei isso num corredor escuro.
Subi a escada devagar, sabendo que ele olhava por baixo do meu vestido, e pela primeira vez não senti vergonha: senti uma vontade enorme de deixá-lo ver tudo.
A menos de cem metros da música e do champanhe, ela abriu as pernas ao sol sem saber que alguém vinha pelo caminho. E, quando o viu, já era tarde demais para fechá-las.
Tenho 55 anos, um marido tranquilo e sonhos que me deixam o corpo em chamas. Numa festa, no depósito de um restaurante, entendi que não dava mais para fingir.