A noite em que convidei um desconhecido para minha casa
Nunca tinha traído meu marido em dezoito anos. Bastou uma tela, um cara atrevido e uma tarde vazia para tudo isso deixar de importar.
Nunca tinha traído meu marido em dezoito anos. Bastou uma tela, um cara atrevido e uma tarde vazia para tudo isso deixar de importar.
Quando o punho daquele desconhecido derrubou meu namorado sobre a lona, soube que naquela noite eu faria algo do qual jamais conseguiria me arrepender por completo.
Para ela, é só carinho, uma forma de cuidar dele. Para ele, é amor. E entre os dois cresce um segredo que pulsa toda noite a poucos metros do namorado dormindo.
Só ia usar nosso computador numa tarde de chuva. Mas ele me mostrou um programa capaz de despir qualquer um e, sem pensar, pedi que me fizesse isso.
Eu disse para ele se despir também. Era o justo: ele já tinha me visto sem roupa na tela e eu passara a tarde fingindo curiosidade técnica.
Eu disse que não ia tocá-lo, que ele só olhasse. Mas cada pasta que ele abria na tela me empurrava um pouco mais perto de cruzar a linha que vínhamos contornando havia meses.
Ela desceu para buscar água e os encontrou rindo no jardim. Naquela noite, de joelhos no corredor, decidi lembrar ao meu marido a quem ele pertencia.
Quando minha mãe abriu a porta e vi quem entrava para jantar, meu sangue gelou: era o homem com quem eu me deitava escondido havia dois meses.
Daniel dormia no banco da frente enquanto, a um metro, o tio e a namorada dividiam o beliche estreito do caminhão. E Noelia já não queria dormir.
Ela comandava o casamento, mas naquela manhã na areia descobri o quanto ela gostava que um desconhecido dissesse quem mandava, com o marido assistindo.
Há vinte anos atrás do balcão, aprendi a ler as pessoas. Eu sabia que ela não fechava as contas do mês muito antes de ter coragem de me pedir ajuda.
Ele trouxe aguardente num galão sem rótulo e embebedou meu namorado em uma hora. Quando Sergio começou a roncar, o tio dele me olhou e eu soube que o jantar era só o começo.
Já tinham se passado doze meses desde a última vez. Virei uma esquina no centro e trombei com ela: o mesmo perfume, o mesmo olhar, a mesma vontade que eu achei ter esquecido.
Era só para servir de álibi e evitar suspeitas da esposa. Nunca imaginei que acabaria sentado diante deles, sem conseguir desviar os olhos do que faziam.
Eu passava anos entrando escondido só para olhar. Naquela tarde de verão, finalmente resolvi abrir a porta para um deles.
Visto a lingerie que ela jamais usaria e espero ele bater na porta do motel. Sei que ele vai voltar: em casa dele há um homem morrendo de fome.
Eu tinha 24 anos, uma namorada doce e uma dúvida que carregava em silêncio havia anos. A mão dele no meu ombro, naquela noite no bar, acabou respondendo.
Cheguei a essa festa de sunga achando que seria só mais um dia com meu namorado. Não imaginava que acabaria de joelhos, mostrando a outro o que ele estava perdendo.
Sou uma patrícia acostumada a comprar tudo o que desejo. Naquela tarde, descobri que há homens a quem não se dá ordens: obedece-se.
Eu só ia tocá-lo por um instante, por pena. Não imaginei que aquele velho de mãos enormes acabaria me dando ordens enquanto eu obedecia sem resistir.