Meu terapeuta me convenceu a trair meu namorado
Cada desculpa que eu dava ao meu noivo era mais elaborada que a anterior. Saía daquele consultório tremendo, dolorida e com um sorriso que não sabia esconder.
Cada desculpa que eu dava ao meu noivo era mais elaborada que a anterior. Saía daquele consultório tremendo, dolorida e com um sorriso que não sabia esconder.
—Preciso que você transe com a minha noiva —ele me disse, tão calmo como se pedisse as horas. E eu ainda não sabia que a viagem mudaria mais a mim do que a eles.
Subi os catorze degraus com o frio colado à roupa e o segredo colado à pele: ninguém no prédio imaginava o que acontecia um andar abaixo.
Marisol esperava na poltrona, de robe. Tinha acabado de filmar sua vingança com o homem que o marido mais desprezava e já não havia como voltar atrás.
Dez anos de casamento desabaram por causa de um aro de ouro esquecido no banco do passageiro. Carla decidiu que o divórcio não seria o fim, mas apenas o começo.
Eu havia prometido a Daniel que jamais olharia para outro homem. E, no entanto, quando ele fechou a porta daquele quarto, fui eu quem deu o primeiro passo.
Aceitei a terapia para entender meu corpo antes de casar. Ninguém me avisou que eu acabaria implorando para o homem errado não parar.
Eu a tinha catalogado como inacessível: a diretora arrogante que travava minha hipoteca. Até vê-la entrar no clube de braço dado com o marido, disposta a tudo.
Enquanto ele guarda as peças de dominó e sai para o clube, ela já fica com o corpo em chamas pensando no que a espera naquele apartamento de estudantes.
Só queríamos uma carona grátis até a cidade. O que aconteceu naquela cabine quente me mudou para sempre, e a ela ainda mais.
Abri a porta meio vestida, com o cabelo bagunçado e a cama ainda morna. Ele olhou o cesto da minha lingerie antes de olhar para mim, e eu nem me dei ao trabalho de me cobrir.
Eu repetia que era só parte da terapia, que não tinha nada de pessoal. Mas, com o esperma de outro homem escorrendo pelas minhas coxas, eu já não acreditava numa palavra.
Quando Diego saiu do banho com a toalha mal amarrada, Lucía soube que aquela semana seria muito difícil de aguentar em silêncio.
Abri a porta esperando uma visita incômoda. Não imaginei que esse homem me faria me ajoelhar na minha própria cozinha e esquecer por completo que era meu sogro.
Cada e-mail trazia uma foto nova e uma frase mais cruel. Eu bebia uísque diante da tela, sem saber se a mulher amarrada era mesmo a minha.
Quando cruzou a soleira da oficina naquela noite, soube que sairia sendo outra mulher. Não ia resistir. Ia se entregar, porque disso dependia a vida do homem que amava.
Nunca imaginei que seria eu quem empurraria minha mulher para outro homem, mas lá estava eu, lendo cada e-mail com o pulso acelerado e a boca seca.
O corpo ainda ardia do fim de semana com ele. Eu não imaginava que naquela mesma noite ouviria, atrás de uma porta, a conversa que ia me destruir por inteira.
Ela estava há vinte e quatro horas com o desejo preso no corpo. Quando o rapaz de uniforme azul entrou para deixar a encomenda, Renata soube que naquela manhã não ficaria na vontade.
Nessa tarde de calor, Lucía se sentou ao lado dele no sofá e confessou algo que nenhum cunhado deveria ouvir. Damián soube que estava perdido antes de responder.