Vi a tua mãe com o vizinho e não consegui ficar calado
A cortina dos fundos fechava mal e a voz que ouvi do quarto não era a Carla do bairro que me cumprimentava todas as manhãs.
A cortina dos fundos fechava mal e a voz que ouvi do quarto não era a Carla do bairro que me cumprimentava todas as manhãs.
Desci ao pátio do bar às duas da manhã porque no meu quarto não dava para respirar. Não imaginava que acabaria seguindo-a até o quartinho dos fundos.
Eram os amigos do meu filho. Tinham vinte anos e me olhavam como se eu fosse a única coisa que queriam no mundo. Eu devia ter subido sozinha para o meu quarto. Não subi.
Li a carta no camarim com as mãos trêmulas. A oferta era indecente, a quantia obscena. Mostrei-a ao meu marido esperando sua fúria; ele sorriu e disse que eu aceitasse.
Tinham passado três dias desde a primeira vez. Três dias imaginando, sentindo ardor toda vez que fechava os olhos. Naquela tarde, o clube estaria vazio.
Quando o ar voltou aos meus pulmões e ele ligou a câmera vermelha, soube que aquela noite de dominação estava só começando e eu já não podia recuar.
Desci ao parque com as notas prontas, mas ele exigiu outra coisa. Se eu dissesse não, no dia seguinte meu filho voltaria a levar uma surra.
Quando fui ao parque enfrentar o garoto que extorquia meu filho, não imaginei que seria eu a pagar o preço mais íntimo.
Quando ele chegou à minha porta achando que vinha ajudar, eu já tinha tudo planejado. Ele tinha vinte anos e a ingenuidade de quem não sabe o que o espera.
Fazia doze anos que ninguém a olhava assim. Rodrigo tinha vinte, chegou com uma escada e um sorriso, e ela só queria que consertassem o telhado.
Eu tinha 18 anos e era tímido a ponto de nunca ter tocado numa mulher. O que começou como aulas de reforço acabou sendo minha verdadeira iniciação.
O corredor estava escuro quando decidi empurrar a porta dele. Eu sabia o que significava entrar. E entrei mesmo assim.
Cheguei ao hotel tremendo, convencida de que seriam só fotos. Quando o segundo irmão entrou, soube que a noite não terminaria como eu tinha planejado.
Quando paramos ao lado deles, a garota já mexia os quadris ao som de uma música. Mateo usava as unhas pintadas. Aquela viagem não ia acabar como tínhamos planejado.
Quando entrei na cozinha naquela manhã, ela estava de costas, com uma camiseta que mal cobria as coxas. Três anos mudam muita coisa numa pessoa.
Quando o Amo disse que sairiam naquele dia, algo no peito de Luna se apertou. Não de medo, mas daquela antecipação que só ela conhecia.
Eu sabia que ele era o pai da minha amiga. Sabia que era loucura. Mesmo assim, meus pés me levaram até a porta dele, quilômetro após quilômetro.
O chat de adultos era uma péssima ideia às cinco da tarde. Mas quando o nome dela apareceu e ela disse oi com aquela voz rouca, já era tarde demais para fechar a janela.
Ele chegou recém-separado, com uma mala e tempo livre demais. Desde a manhã na piscina, eu soube que aquela semana não ia ser nada entediante.
Fazia três anos que eu lia cada palavra dele sem dar like, sem comentar, sem me atrever a nada. Até a madrugada em que tudo mudou quando a mensagem dele apareceu.