Ninguém ia nos ver naquela clareira da floresta
A tampa traseira aberta, o vale em chamas ao fundo e ele perguntando se eu queria transar ali. Aquela tarde foi exatamente o que nenhum dos dois esperava.
A tampa traseira aberta, o vale em chamas ao fundo e ele perguntando se eu queria transar ali. Aquela tarde foi exatamente o que nenhum dos dois esperava.
Uma enseada escondida, um mirante sobre o mar e uma aposta: ele tinha um minuto para fazê-la gozar antes de serem flagrados.
Era só um jogo para fazer amigas, mas quando ela perguntou se podia vir naquela noite, entendi que a gente tinha cruzado uma linha que eu queria cruzar.
Ele tinha vinte e um anos e me olhava havia meses de um jeito que eu fingia não notar. Nessa noite, meu filho foi dormir e ficamos sozinhos.
Duas mulheres separadas, um apartamento arrumado demais e um baralho que ninguém deveria ter encontrado naquela noite.
Doze pessoas que nunca tinham se visto, uma casa com piscina no campo e duas noites sem roupa. Eu montei tudo. Ninguém foi embora decepcionado.
Quando Saya abriu os olhos na escuridão, o primeiro que sentiu foi o frio do aço nos pulsos e o hálito de Nadia a poucos centímetros do seu rosto.
Sempre pensei que gostava de homens. Foi o que achei, até a noite em que minha amiga me olhou de outro jeito e algo em mim respondeu sem eu decidir.
Estava há um mês pensando naquela noite, e contei tudo a Sandra sem filtros. Ela ouviu em silêncio e no fim disse: tenho inveja. Foi assim que tudo começou.
Fazia um mês que eu não conseguia tirar daquele canto do Industria da cabeça. Nessa madrugada, decidi voltar, mas desta vez não iria sozinha.
Quando ele me chamou à mesa e pediu que eu parasse de distraí-lo, eu soube que na sexta-feira minha tanga não voltaria para casa comigo.
O corredor estava em silêncio, a porta dele entreaberta. Eu sabia que não devia entrar. Entrei mesmo assim.
Desde que entrei no carro, os olhos dele voltavam ao espelho uma e outra vez. Era óbvio que ele estava me olhando. Decidi fazer algo a respeito.
Ela a viu entrar e algo se deteve em seu peito. Não soube explicar, mas desde aquele instante só conseguia pensar nela.
Ela apareceu sem avisar no início do semestre e, desde o primeiro dia, me encarou sem vergonha. Não sei quando comecei a precisar que ela fizesse isso.
Eu estava andando sozinha quando Ernesto se debruçou pela janela do ônibus e me chamou pelo nome. Eu devia ter seguido em frente, mas algo na voz dele me fez parar.
Marcos tinha o corpo que eu tinha na idade dele. Naquela noite, com todo mundo dormindo, senti que havia algo mais do que calor entre nós naquela cama estreita.
Valentina viu o volume sob o shorts e não o ignorou. Levantou-se, olhou em volta para confirmar que a sala estava vazia e se aproximou devagar.
Ele demorava a se trocar. Ela esperava do lado de fora. E um grupo de turistas passou no lugar errado, na hora perfeita.
A brisa noturna, dois baseados acesos e a certeza de que todos dormiam. Só faltava alguém dizer em voz alta o que nós dois pensávamos.