A noite em que o champanhe apagou todas as regras
O jardim estava escuro quando Marcos me arrastou para trás das sebes. O que veio depois, entre champanhe e corpos, ninguém havia planejado.
O jardim estava escuro quando Marcos me arrastou para trás das sebes. O que veio depois, entre champanhe e corpos, ninguém havia planejado.
Cafeína demais para dormir, desci ao saguão e ela ainda estava lá: loira, elegante, com uma xícara de café nas mãos e aquele sorriso que não era totalmente inocente.
Fui pedir uma bebida e voltei com dois homens grudados em mim. Marcos observava de longe, sem intervir. Não até eu dizer basta.
Quando toda a cidade soube, não havia mais volta. Eu me apaixonei por ele sabendo que teria de deixá-lo ir. E aquela noite foi a última que tivemos juntos.
Quando Valentina tirou a blusa na minha frente sem nenhum pudor, pensei que fosse só confiança. Ainda não entendia o que ela tinha planejado para aquela tarde.
Quando atravessei o parque naquela noite, já sabia que não voltaria sendo a mesma. Dani tinha dezenove anos, o dobro de músculo e nenhum pudor em usá-los.
Há anos eu usava apps de namoro pelo jogo — até o filho do meu amante me mandar fotos íntimas fingindo ser o pai. O que aconteceu depois foi puro fogo.
Era apenas um nome em uma longa lista. Quando ela ligou a câmera, tudo o que eu acreditava sobre o desejo mudou para sempre.
Quando baixou a persiana e girou a trava, Adil soube que o trâmite daquela noite não seria como os anteriores. A funcionária sabia o que queria.
Ela negociou os termos por mensagens de voz. Ao cruzar a porta da casa, soube que a negociação havia acabado para sempre.
Faziam três meses que eu não ficava com ninguém, e quando o vi entrar no lobby eu soube que aquela noite seria diferente. Não me enganei.
Quando Aurelia tirou o vestido na frente da minha câmera, eu soube que aquela sessão de fotos não terminaria como as outras.
Caminhei até a escola sentindo o sêmen de Ramiro entre as pernas. O dia mal tinha começado.
Quando Natalia começou a tirar a blusa, entendi que aquela despedida não ia ser como as outras. Eu tinha 18 anos e nunca tinha tocado numa mulher.
Meus amigos não entendem por que eu volto todo ano para esse fim de mundo. Se vissem o que tem na minha galeria, não precisariam perguntar.
Debaixo da jaqueta dele, algo se movia. Eu devia ter ido embora. Em vez disso, deslizei a mão e o que veio depois mudou aquele verão para sempre.
Quando Valentina entrou na cozinha naquela manhã, ele estava apoiado na ilha com o café na mão e um olhar que não tinha nada de fraternal.
Eu estava há meses sem abrir aquela pasta oculta no celular. Nessa noite, a insônia e o desejo decidiram por mim.
Rodrigo apresentou seus três amigos. Cada um trouxe um envelope e um presente. Valentina olhou para eles e disse que já podiam começar.
Na segunda, só descobri que ele não conseguia tirar os olhos de mim. Na sexta, me deu a chave da biblioteca e me marcou às seis.