A primeira vez do meu vizinho com um homem
Fui consertar a máquina de lavar dele com uma tanga vermelha por baixo da calça. Só precisava achar o momento para ele notar. Ele não disse nada, mas ficou olhando.
Fui consertar a máquina de lavar dele com uma tanga vermelha por baixo da calça. Só precisava achar o momento para ele notar. Ele não disse nada, mas ficou olhando.
Passamos meses falando dessa fantasia: que alguém nos visse. Naquela noite no motel, transformamos isso num jogo com regras e sem volta.
Quando finalmente contei em voz alta, o olhar dele mudou. Ele já não era só meu amigo. Era outra coisa, e eu tinha pedido isso desde o começo.
Vesti o vestido preto, as sandálias de salto e, pela primeira vez, não senti vergonha do corpo que vi no espelho. Naquela tarde, ele me esperava.
A primeira vez que calcei um par de saltos alheios soube que a imagem no espelho era a versão mais honesta de mim mesma. Levei anos para aceitar.
O chat pegava fogo com fotos de lingerie e promessas de fogo. Seis pessoas, três casais, uma cabana. O que aconteceu naquele fim de semana não contamos a mais ninguém.
Estávamos completamente nuas, com as pernas cruzadas e as xícaras na mão, e foi aí que Sofía me perguntou se eu queria morar com ela.
Ela levava semanas sem tirá-lo da cabeça. Aquele rapaz magro do parque, com as mãos manchadas de carvão e um olhar direto que não pedia permissão a ninguém.
Eu usava o vestido justo da minha colega de quarto quando um taxista parou para me pedir serviço. Nunca imaginei que eu fosse gostar tanto.
Apertei a campainha com os dedos trêmulos. Sabia que do outro lado daquela porta me esperava alguém capaz de me transformar no que eu sempre sonhei ser.
Tive quarenta e sete anos sendo exatamente quem eu supostamente devia ser. Uma noite com a lingerie da minha esposa nas mãos mudou isso para sempre.
Sempre acreditei ser um homem como os outros. Até descobrir a lingerie, os dildos e a certeza de que algo em mim esperava para despertar.
Fiquei na soleira com a taça de vinho na mão e o olhei de longe. Ele ergueu a vista. Eu sorri. Não foi preciso dizer mais nada.
Quando pedi que ela abrisse um pouco as pernas e o rapaz no fundo não conseguiu parar de olhar para ela, entendi que aquela fantasia era só o começo.
Dois rapazes de vinte anos invadindo a casa da vizinha enquanto ela tomava banho. O que aconteceu quando ela os flagrou foi inesquecível.
Pedi que ela vestisse a saia mais curta que tinha e esperasse o entregador. Eu me escondi atrás do sofá. O que aconteceu depois superou tudo o que tínhamos imaginado.
Eu usava a lingerie mais ousada e queria que alguém me notasse. Quando ele apareceu entre os jardins e me viu de pernas cruzadas, soube que a semana seria diferente.
Entrei na água à noite com lingerie e um brinquedo apertado, certa de que estaria sozinha. Alguém me observava da escuridão do bar.
Matías me penetrava devagar enquanto eu tentava não fazer barulho. Então ouvi a porta se abrir e soube que ela tinha voltado antes do previsto.
Cada vez que ela apertava minha mão, eu entendia: estava cruzando as pernas devagar para que ele pudesse vê-la por inteiro.