A vizinha que sabia que eu a espionava
Anos depois, ainda me lembro da calcinha ao vento, da mão entre as pernas e do beijo que ela me mandou da calçada antes de desaparecer. Nunca dissemos uma só palavra.
Anos depois, ainda me lembro da calcinha ao vento, da mão entre as pernas e do beijo que ela me mandou da calçada antes de desaparecer. Nunca dissemos uma só palavra.
Sandra tirou a calcinha no banheiro do bar e a colocou na minha mão. Úmida, quente. Naquele instante, soube que não haveria volta.
Eu já fazia tempo que queria fazer isso: escolher um homem em um lugar público e levá-lo para a cama. Naquela tarde no café, enfim tomei coragem.
Quando ela disse que eu a atraía, não acreditei. Depois veio a mensagem com o nome do hotel e a hora exata. Aí entendi que era tudo real.
Eu limpava as salas do corredor quando a encontrei sozinha, com o decote aberto e o pescoço tenso. Ofereci uma massagem. Nenhuma de nós imaginava o quanto iríamos longe.
Eu o esperei com uísque e quase nada de roupa. Ele não sabia que aquela noite era só o começo de um plano que eu vinha montando em silêncio há semanas.
Há tardes em que o maior prazer é não fazer nada. Deitei no sofá, abri os braços e disse que ela mandasse.
O app no celular escondido dizia três homens, um hotel, sem romantismo. Só precisava escrever «sim». Fiz isso antes de pensar duas vezes.
Daniela me pediu uma carona até o bairro dela. Ao chegarmos, dois vizinhos bebiam cerveja na rua. Um escondia um segredo que minha amiga já suspeitava. Eu decidi confirmar.
Quando Roberto apontou que eu era o marido, o senhor Kanamoto sorriu pela primeira vez. Entendi então que meu papel naquela tarde não seria o de esposo.
Foi quando ela me pediu que eu abrisse o vestido. Só isso. Depois tranquei a porta, e tudo mudou.
Eu tinha um quarto secreto atrás da minha loja de lingerie. Naquela tarde, Andrés já estava nu quando eu cheguei. Não esperávamos mais ninguém.
Não soube se o que senti foi ciúme ou excitação. Provavelmente as duas coisas ao mesmo tempo, e isso me assustou mais do que qualquer outra coisa.
Eu a encontrei no quintal me olhando com os olhos arregalados. Eu estava com a calcinha dela e a minissaia preta. Ela não gritou. Só sorriu e disse que sempre quis ter uma irmãzinha.
Ela sussurrou no meu ouvido que aquela noite era só para garotas. Eu devia ter ido embora. Em vez disso, alguma coisa em mim resolveu ficar.
Carlos me olhava da outra mesa com aquele sorriso de homem que acha que sabe o que quer. Ele não fazia ideia do que estava prestes a descobrir.
Sair de tanga e sutiã sob as leggings era meu ritual secreto. Eu não esperava que alguém tivesse coragem de me seguir. Nem que eu quisesse tanto que isso acontecesse.
Eu morava na fazenda e podia usar roupa de mulher o dia inteiro sem ninguém me incomodar. Até que um desconhecido escreveu dizendo que gostava das minhas fotos.
Busquei os binóculos quase sem pensar. Quando foquei, ela já me olhava da janela. E, em vez de fechar a cortina, a abriu de vez.
Quando saí do banho, ela estava ali com lingerie preta e aquele sorriso que eu não via havia anos. Naquela noite, ela tinha um plano para mim que eu jamais teria imaginado pedir.