Minha chefe madura me arrastou para o banheiro naquela noite
O jantar da empresa era um daqueles eventos que você marcava no calendário com resignação. Eu estava havia apenas quatro meses na empresa e tinha conseguido escapar do primeiro, que aconteceu quando eu mal conhecia o nome dos meus colegas. Mas, para este, Bruno me convenceu com o argumento de sempre: comida de graça e a primeira rodada por conta da diretoria.
O que ele não me disse foi que Lorena também viria.
Eu a vi chegar do outro lado do restaurante. Bruno me deu uma cotovelada, e nem precisou apontar para nada. Minha chefe avançava entre as mesas com um sorriso que eu nunca tinha visto no escritório, cumprimentando os colegas que encontrava pelo caminho. Usava uma calça jeans escura e um suéter preto de botões que não tinha nada a ver com as blusas largas com que aparecia durante a semana. Tinha os cabelos castanhos na altura do maxilar, sempre iguais, e óculos de armação escura que lhe davam um ar de pessoa que não aceitava respostas vagas.
—O ogro está na festa —murmurou Bruno.
—Você me disse que ela não viria.
—Eu disse que ela não foi à última. Não prometi nada sobre esta.
Fechei os olhos por um segundo e me resignei à noite.
Lorena chegou à nossa área e pôs as mãos nos quadris, naquela postura que usava quando parava junto à nossa mesa para revisar o trabalho.
—Mas vejam só quem está aqui! —exclamou ao me ver—. Meu funcionário favorito.
Levantei-me para cumprimentá-la. Com as botinhas, ela ficava exatamente da minha altura. Dei-lhe dois beijos e senti o perfume forte que ela sempre usava no escritório. De perto, estava com a maquiagem bem marcada e um sorriso largo que quase me desorientou, porque em quatro meses eu nunca a tinha visto daquele jeito.
—Esta cadeira está livre? —perguntou, olhando para a que ficava ao meu lado.
—Sim.
—Então vou ficar com ela.
Ela arrastou a cadeira pelo chão, com um rangido que chegou a todos os cantos do restaurante. Bruno me olhou do outro lado da mesa com uma gargalhada silenciosa estampada no rosto.
O jantar avançou com aquele clima do começo da noite, quando todo mundo ainda mantém as aparências. Lorena conversou com a contadora, com o rapaz dos recursos humanos e com dois colegas de outro departamento. Perguntou-me sobre a análise de custos que eu tinha de entregar a ela na quarta-feira e disse que a queria na segunda. Não foi uma sugestão.
O que aconteceu, sim, foi algo mais sutil. Em determinado momento, Lorena cruzou os braços sob o suéter, e o tecido se esticou ao redor dos seios. Lembrei-me de algo que Bruno havia me dito rindo, semanas antes: que a nossa chefe não era nada mal, que usava roupas largas para não chamar atenção, que, se você a visse de outro jeito...
Olhei para ela de soslaio. Era uma mulher grande, sim. Quadris largos, seios volumosos, pernas fortes. Cinquenta e um anos, segundo ela mesma me dissera na entrevista. Mas não era gorda. Era apenas grande. E, de repente, com o suéter se esticando sobre aqueles peitos que ela escondia de segunda a sexta, eu fiquei de pau duro debaixo da mesa sem conseguir evitar.
—Está olhando para alguma coisa? —perguntou, sem se virar completamente.
—Não. Estou pensando.
—Então pense na análise de segunda-feira.
Eu ri apesar de mim mesmo. Ela demorou um segundo, mas também riu.
***
Depois do restaurante, o grupo se deslocou para os bares do centro. Éramos cerca de vinte, e a noite estava fria, com o céu fechado e sem uma estrela. Quando chegamos ao segundo lugar, vários colegas já tinham ido embora. Bruno conseguiu um lugar para mim no balcão, e começamos a fazer aquilo que tínhamos ido fazer: esquecer o trabalho por algumas horas.
Funcionou bem até as duas da madrugada.
Fui pedir a terceira bebida, e Lorena apareceu ao meu lado como se eu a tivesse invocado. Estava bêbada, não de maneira escandalosa, mas daquele jeito em que as pessoas perdem o filtro e começam a dizer o que realmente pensam.
—Vai pedir alguma coisa? —perguntou.
—Uma cuba. Você quer alguma coisa?
—Claro. Por que eu estaria aqui, então?
Pedi para nós dois. O bar estava cheio, e o espaço entre o balcão e as pessoas era mínimo. Lorena se inclinou para abrir espaço, e alguém a empurrou levemente por trás. O lado do corpo dela bateu no meu. Suas curvas, que antes eu só havia imaginado sob as roupas largas do escritório, agora estavam encostadas no meu braço com uma presença muito concreta. A teta esquerda se esmagou contra o meu cotovelo, macia e pesada, e um arrepio percorreu meu corpo, do estômago até o pau.
Pus a mão na cintura dela quase por instinto, para abrir espaço, para não esmagá-la contra a madeira do balcão. Sob o suéter, senti a carne macia dos quadris e o cinto da calça jeans cravando-se na pele.
Ela não se afastou. Pelo contrário, apertou-se um pouco mais contra mim, e agora era a bunda dela que roçava minha coxa, uma bunda grande e firme que empurrava com intenção, sob o pretexto da multidão.
Ficamos assim enquanto o garçom preparava as bebidas. Lorena olhava para a frente, com os ombros relaxados e um silêncio que não era desconfortável. Minha mão continuava em sua cintura. A mão dela procurou a minha, entrelaçou os dedos por um segundo e a soltou, mas, antes de ir embora, arrastou minha mão para baixo, até a curva superior da bunda, e deixou-a ali. Um gesto mínimo. Ninguém ao nosso redor podia vê-lo. Eu entendi perfeitamente o que significava.
—Você gosta de trabalhar comigo? —disse perto do meu ouvido. A voz dela estava diferente. Mais baixa. Sem o corte habitual. Seu hálito cheirava a gim.
—Sim.
—Eu já imaginava. E gosto do jeito como você olha para os meus peitos quando acha que não estou percebendo.
Minha boca secou. Bebemos. Ela terminou a bebida antes de mim e, quando a deixou no balcão, olhou diretamente para mim pela primeira vez naquela noite. Baixou os olhos por um segundo até minha calça jeans e sorriu ao ver o volume que eu carregava havia meia hora.
—Depois tomamos outra. Eu vou procurar você.
Não foi uma pergunta. Era uma ordem, como sempre, mas o tom era completamente diferente.
Saí para tomar ar e encontrei Bruno na porta, fumando com outro colega.
—Acho que minha chefe está dando em cima de mim —eu disse.
Ele ficou me encarando por um segundo e depois soltou uma gargalhada que o fez tossir.
—É claro que está. Ela passou metade da noite fazendo isso. —jogou o cigarro fora—. Boa sorte.
***
Voltei ao bar, e Lorena me encontrou antes que eu a encontrasse. Pegou-me pelo braço sem dizer nada e me puxou para o fundo do estabelecimento. Entre a música e as pessoas, não tive tempo de perguntar aonde estávamos indo. Quando a porta do banheiro feminino se abriu diante de mim, já era tarde demais para raciocinar.
Ela trancou a porta.
—Eu vi como você ficou me olhando a noite toda —disse, apoiando as mãos dos dois lados do meu corpo contra a parede.
—Lorena, eu não...
—Aquele toque na cintura. Não foi um acidente. E isto também não. —baixou uma das mãos, agarrou meu pau por cima da calça e apertou—. Dá para perceber há um bom tempo.
Ela tinha razão, e nós dois sabíamos. Empurrei os quadris contra a mão dela sem pensar. Ela riu baixinho e apertou com mais força.
Começou a desabotoar o suéter com a outra mão. Eu não a impedi. Quando o terceiro botão cedeu, e depois o quarto, entendi que não iria fazê-lo. Seus seios se insinuavam no sutiã preto, com uma presença que não tinha nada a ver com as blusas largas do escritório. Eram grandes e empinados, e o sutiã fazia o que podia. Ela terminou de abrir o suéter e puxou as taças para baixo de uma vez. Os peitos caíram, pesados e cheios, com os mamilos escuros e já duros, apontando para cima.
—Chupe-os —disse, segurando-me pela nuca e empurrando meu rosto contra o peito.
Abri a boca sobre um dos mamilos, e ela soltou um gemido curto que ricocheteou nos azulejos do banheiro. Mordi-o com cuidado, passei a língua ao redor, chupei-o inteiro. Agarrei o outro peito com a mão e apertei-o até afundar os dedos na carne branca. Troquei de mamilo. Estava molhado e salgado, e Lorena pressionava minha cabeça contra ela como se não quisesse me deixar respirar.
—Quero que você me foda —disse com a mesma clareza com que me dava prazos de entrega—. Aqui. Agora. Sei que você também quer.
Não a contradisse. Desabotoei a calça jeans. Ela me ajudou, puxando-a para baixo com impaciência até os joelhos. Usava uma calcinha preta grande que cobria metade dos quadris. Enfiei a mão por baixo e a encontrei encharcada. A boceta inchada, os lábios grossos, os pelos aparados bem curtos. Enfiei dois dedos de uma vez, e um grunhido escapou do fundo da garganta dela.
—Porra —disse, apertando os seios com as duas mãos—. Foda-me logo.
Ela subiu uma perna no vaso sanitário e ficou de costas, com as mãos apoiadas na parede e a bunda empurrada para trás. A bunda dela era grande e compacta, muito diferente do que eu havia imaginado sob a calça social. Baixei sua calcinha até as coxas e abri a minha calça. O pau saiu tão duro que bateu no meu próprio estômago. Demorei menos do que gostaria de admitir para me posicionar atrás dela.
Agarrei-a pelos quadris e a penetrei com uma única estocada. Ela estava tão molhada que entrei até o fundo sem resistência, e ela soltou um grito que abafou ao morder o próprio antebraço. A boceta dela era apertada e quente, e as nádegas grandes ricocheteavam contra minhas coxas cada vez que eu a empurrava.
—Assim, assim, mais forte —ofegava, colando a bochecha nos azulejos—. Arrebenta comigo, seu puto.
Fodi-a mais rápido. Os sons que ela fazia ficavam abafados pela música do bar que entrava pela porta, mas as batidas molhadas da minha pélvis contra a bunda dela eram obscenas, impossíveis de confundir com qualquer outra coisa. Segurei o cabelo dela com uma mão e, com a outra, procurei seu clitóris pela frente, entre as dobras. Encontrei-o duro e o esfreguei em círculos, enquanto continuava enfiando o pau até o fundo.
—Vou gozar, vou gozar —gemeu, cerrando os dentes—. Não pare, não pare, não pare...
Ela gozou em menos de cinco minutos, com a boceta palpitando em espasmos ao redor do meu pau e uma série de sons guturais escapando do peito. Continuei metendo até as pernas dela dobrarem. Quando saí, um fio espesso da gozada dela escorria pelo meu pau e descia pela coxa.
Depois ela se curvou sobre o vaso e vomitou o jantar inteiro.
Esperei por ela do lado de fora sem dizer nada, com o pau ainda duro, mal contido dentro da calça.
***
Bruno já tinha ido embora quando voltei ao grupo. Lorena apareceu dez minutos depois, com o rosto branco e os passos incertos. Uma colega pôs a mão em seu ombro e lhe disse algo em voz baixa. Lorena assentiu, com os olhos um pouco perdidos.
Fui eu quem a acompanhou até em casa.
Caminhamos em silêncio por ruas vazias, com ela agarrada ao meu braço e indicando as curvas com um movimento da cabeça. Eu não abria a boca. Havia coisas demais para processar, e o álcool não ajudava a organizá-las.
O prédio era antigo, numa rua do centro. Quarto andar. Lorena enfiou a chave na fechadura, e o apartamento se abriu com cheiro de lugar fechado. Móveis de outra época, porta-retratos nas paredes, uma cozinha pequena com azulejos dos anos oitenta.
—Esta não é a sua casa —eu disse.
—Era dos meus pais. —foi até a cozinha, bebeu um copo de água e o deixou na pia—. Venho aqui quando preciso ficar sozinha.
Ela desapareceu pelo corredor. Ouvi seus passos, o rangido de uma porta e, depois, nada.
Fiquei sentado na cozinha por um minuto antes de me levantar.
Encontrei-a no quarto. Tinha tirado o suéter e a calça jeans. Vestia apenas a calcinha preta e o sutiã, parada ao lado da cama, olhando para mim com uma calma que eu não esperava depois de tudo o que tinha acontecido.
—O quê? —perguntou antes que eu dissesse qualquer coisa.
Aproximei-me sem responder. Beijei-a pela primeira vez naquela noite, na boca, e enfiei a língua até o fundo. Ela tinha gosto de enxaguante bucal e de algo que restava do álcool. Ela me agarrou pelo pescoço e retribuiu o beijo com a mesma urgência com que me arrastara ao banheiro horas antes.
Desabotoei o sutiã dela com uma puxada e o joguei no chão. Agora eu podia ver seus peitos inteiros e sob a luz. Grandes e firmes, com os mamilos muito escuros e largos, ainda brilhantes da saliva do banheiro. Ajoelhei-me diante dela e enterrei o rosto entre os seios. Lambi-a do esterno até o mamilo direito. Mordi-o. Ela soltou um som longo que não tinha nada a ver com nenhum dos que eu já tinha ouvido no escritório.
—Espera —disse, empurrando-me—. Aqui não. Venha.
Ela me levou à cozinha sem dizer mais nada. Acendeu a luz amarela do teto e apoiou-se na mesa. Tirou a calcinha sozinha e a deixou cair no chão. Subiu na mesa, recostou-se e abriu as pernas.
—Chupe primeiro —ordenou—. No banheiro você não me chupou, e está me devendo.
Ajoelhei-me entre suas coxas. A boceta se abria em carne rosada e brilhante, com os lábios grossos e o clitóris inchado aparecendo entre eles. Aproximei-me e passei a língua de baixo para cima, numa única lambida longa. Ela tinha gosto dela mesma e do meu esperma misturado. Não se importou, ou gostou. Segurou minha cabeça com as duas mãos e me apertou com força contra a boceta.
—Aí, aí, não saia daí —ofegou.
Chupei seu clitóris com os lábios, trabalhei-o com a língua, enfiei dois dedos e os curvei à procura do ponto interno. Ela soltava gemidos curtos e agudos que se espalhavam pela casa vazia. Seus peitos balançavam a cada respiração. A cozinha pequena dos anos oitenta, com os azulejos amarelos, e minha chefe nua sobre a mesa onde seus pais haviam jantado durante décadas, com as pernas abertas e meu rosto enterrado na boceta.
Ela gozou segurando meu cabelo com as duas mãos, arqueada, com as pernas se fechando ao redor da minha cabeça.
Ela ainda tremia quando a pus de bruços sobre a mesa. Agarrei seus quadris, abri minha calça e enfiei o pau nela por trás, até o fundo, sem perguntar. A bunda grande e macia se esmagou contra minha pélvis. Cada estocada fazia a mesa velha ranger. Ela estava com a bochecha apoiada na fórmica e dizia sacanagens que eu não entendia completamente, embora o sentido geral estivesse claro.
—Sim, sim, assim, assim, enfia tudo, seu puto —repetia—. Foda-me como se você tivesse vinte anos, porra, mais forte.
Quando eu estava perto, levantei-a da mesa e carreguei-a até o quarto, sem sair de dentro dela. Joguei-a na cama de barriga para cima e subi sobre ela. Beijei-a enquanto a penetrava de novo. Mordi seu pescoço. Mordi seu seio esquerdo com mais força do que pretendia e deixei uma marca redonda de dentes ao lado do mamilo. Ela gritou e gozou pela segunda vez, com as unhas cravadas nas minhas costas.
Aguentei até não conseguir mais. Saí de repente, ajoelhei-me sobre o peito dela e me masturbei sobre seu rosto nas duas últimas puxadas. A porra caiu em sua bochecha, nos lábios, no canto da boca e sobre um dos mamilos. Ela riu de olhos fechados, sem abrir a boca, sem engolir nada, deixando que tudo ficasse ali.
—Idiota —disse, ainda rindo—. Era para isso ir dentro.
Ela gozou pela terceira vez com meus dedos na boceta, pouco depois, enquanto me observava lamber a porra que tinha ficado em seu mamilo. Depois adormeceu sobre o edredom, com os braços abertos, os óculos tortos sobre o travesseiro e ainda restos secos brilhando no queixo.
Vesti a calça, cobri-a bem e fui embora sem fazer barulho.
***
A segunda-feira foi estranha desde o começo. Lorena chegou às dez e atravessou o escritório com uma energia diferente da habitual. Cumprimentou duas pessoas que normalmente ignorava e foi até a minha mesa. Parou.
—Bom dia, Marcos.
—Bom dia.
Ela continuou andando até sua sala. Uma hora depois, chamou-me.
Entrei com a pasta da análise debaixo do braço.
—Feche a porta —disse, sem tirar os olhos do computador.
Eu o fiz. Virei-me. Lorena tinha deixado o teclado e me olhava do outro lado da mesa, com os braços cruzados. Vestia uma blusa escura que, em qualquer outro dia, teria passado despercebida. Naquele dia, não.
—Adorei o que aconteceu no sábado —disse, sem rodeios.
—Eu também.
—Ótimo. Então vamos repetir. —levantou-se e se aproximou devagar. Pôs um joelho entre os meus, separando-os—. Sei que você quer.
Não neguei. Meu pau já tinha ficado duro assim que eu fechara a porta.
Ela se ajoelhou com uma calma que me desconcertou mais do que qualquer outra coisa que tivesse feito naquele fim de semana. Procurou meu cinto, baixou minha calça e a roupa íntima num único movimento e libertou o que encontrou. O pau saltou diante do rosto dela, e ela o segurou com a mão, avaliou seu peso e passou a língua pelos lábios sem desviar o olhar.
—Acordei com uma marca dos seus dentes no peito —disse, olhando para cima, enquanto a mão se movia devagar para cima e para baixo—. E com o rosto cheio de porra. Não me lembro de ter dado permissão para isso.
—Desculpe.
—Não, você não está arrependido. —sorriu de um jeito que eu nunca tinha visto, sem ironia, sem autoridade—. Da próxima vez, goze na minha boca. É lá que deve estar.
Baixou a cabeça.
Ela me chupou devagar no começo, com uma concentração e uma habilidade que já não deveriam ter me surpreendido, mas surpreenderam. Enfiou a glande inteira na boca e trabalhou-a com a língua, dando voltas ao redor da coroa e apertando por baixo com a ponta. Depois desceu, engolindo o pau até a metade, e voltou a subir com os lábios apertados, produzindo um ruído molhado que se ouviu por toda a sala.
—Está quietinho, hein? —murmurou, soltando o pau por um segundo, com um fio de saliva pendurado no lábio—. Em casa você falava mais.
Ela voltou a engoli-lo. Agora até o fundo, arqueando o pescoço para que entrasse inteiro. Senti-o bater no céu da boca dela e depois descer pela garganta. Ela o segurou ali por alguns segundos, com o nariz pressionado contra meu ventre, antes de subir tossindo baixinho e com os olhos lacrimejantes. Pegou minha mão e colocou-a ela mesma em sua nuca, apertando-a para que eu a segurasse ali.
—Foda minha boca —disse com a voz rouca—. Não me trate como se eu fosse de porcelana.
Agarrei sua cabeça e comecei a me mover. Seus lábios apertavam no ponto exato, e sua língua não parava, envolvendo-me cada vez que eu entrava. Com a outra mão, ela havia enfiado dois dedos na boceta, por baixo da saia de trabalho, e gozava sozinha sem parar de me chupar. Quando senti que estava perto, falei em voz baixa.
Lorena não afastou a boca. Pelo contrário, apertou-a ainda mais e enfiou a língua logo abaixo da glande, insistindo.
Dei-lhe tudo, e ela engoliu sem tirar os olhos de mim. Engoliu tudo, chupou o que restava e lambeu meu pau de cima a baixo uma última vez, deixando-o limpo. Levantou-se, pegou a garrafa de água de sua mesa e bebeu um longo gole. Depois alisou a roupa como se tivesse acabado de terminar uma reunião sobre orçamento.
—Volte ao trabalho.
Peguei a pasta do chão. Fui até a porta.
—Marcos.
Virei-me.
—Antes de ir embora esta tarde, passe na minha sala e me deixe seu número. Talvez eu precise de horas extras.
Foi assim que tudo começou. E foi assim também em todas as segundas-feiras seguintes.