Minha noite de infidelidade com a mulher do trem
Eu já levava metade da vida com a mesma mulher quando aquela desconhecida de estampa de leopardo sentou ao meu lado e me olhou como ninguém me olhava havia anos.
Eu já levava metade da vida com a mesma mulher quando aquela desconhecida de estampa de leopardo sentou ao meu lado e me olhou como ninguém me olhava havia anos.
Deixei a xícara na mesinha, ajoelhei ao lado da cama e entendi que naquela manhã nada nunca mais seria como antes naquela casa.
Eu tinha dezoito anos e nunca tinha ficado com ninguém. A tia da minha mãe acabou dormindo ao meu lado naquela noite, e tudo o que eu achava saber sobre desejo se quebrou em silêncio.
Lucía nunca contava essa parte. Naquela quinta-feira, ela se vestiu como só ela sabia e soube que aquele sobrinho virgem não sairia de casa sem lhe deixar algo dentro.
Quando desci descalça para a cozinha às três da manhã, meu filho já estava lá sem camisa, me olhando como um homem, não como um menino, e eu soube que aquela noite eu cederia.
Tomás a olhava da sala com uma calma que não era inocente. Lorena sabia disso. E, em vez de ignorá-lo, continuou cozinhando sem se afastar.
Sandra pegou as garrafas de vinho, me olhou e sussurrou: «Vai precisar, acredite». Seu sorriso era o de quem já sabe como a noite vai terminar.
Cheguei com meu gravador e minhas perguntas preparadas. Ela me recebeu com uma xícara de café e um sorriso que não era exatamente profissional.
Quando ela apagou as luzes do corredor e fechou a porta, entendi que não íamos falar do meu histórico. Algo havia mudado na sala.
O calor de agosto esmagava o pátio do bloco e Adrián não conseguia tirar os olhos da janela da frente. Dona Valverde não sabia que estava sendo observada.
Rodrigo a segurava pelos quadris durante o treino e ela fingia não notar sua ereção. Quando encontrou as calcinhas dele no quarto, já não pôde ignorar o que estava acontecendo.
Ele me esperava havia anos e eu não percebi até ser tarde demais. Quando me confessou no fim, entendi por que tudo tinha sido tão diferente.
Eu tinha dezoito anos e nenhuma experiência. Ela tinha marido, uma filha na minha turma e o talento de me tirar o sono desde o primeiro dia.
Subi no elevador de salto e peruca, rezando para não cruzar com ninguém. Ele abriu de roupão e me chamou de puta antes de eu dizer oi.
Quando desci as escadas nua, minha cunhada ainda não sabia que tipo de surpresa meu sogro tinha preparado para ela naquela noite.
Quando ela disse que eu a atraía, não acreditei. Depois veio a mensagem com o nome do hotel e a hora exata. Aí entendi que era tudo real.
Entrei no quarto dele e o encontrei com os olhos marejados. Ele ia cancelar a visita da namorada por medo da primeira vez. Não pude deixá-lo assim.
Eu a encontrei no quintal me olhando com os olhos arregalados. Eu estava com a calcinha dela e a minissaia preta. Ela não gritou. Só sorriu e disse que sempre quis ter uma irmãzinha.
Sandra precisava de ajuda com uma persiana. Eu precisava esquecer o pior dia da minha vida. Nenhum de nós esperava que Valentina chegasse tão cedo.
Quando ela se aproximou de mim no bar, eu soube que aquela mulher faria o que quisesse comigo. E eu queria exatamente isso.