Aquela jantar entre dois casais não foi só um jantar
Quando Lucía e eu chegamos àquela casa, o que vimos na sala nos deixou sem fôlego. Eu soube que a noite mal começava e que ninguém queria ir embora.
Quando Lucía e eu chegamos àquela casa, o que vimos na sala nos deixou sem fôlego. Eu soube que a noite mal começava e que ninguém queria ir embora.
Marina me vendou os olhos e sussurrou que naquela noite eu escolheria. Três mulheres me observavam da penumbra da varanda, e meu coração batia como um tambor.
Quando Diego me pediu que eu sentasse entre os dois bancos, soube que aquela viagem ainda não tinha acabado e que, naquela noite, nenhum dos dois iria embora cedo.
Tínhamos marcado cinco para aquela tarde de verão. Às sete o telefone tocou, um de nós não vinha, e ainda assim abrimos a porta para dois desconhecidos.
Ela só me impôs uma condição: se não gostasse dele, não haveria nada. O que eu não esperava era que, no fim da noite, fosse ela quem decidisse me deixar a sós com a outra.
O plano era só tomar café e nos conhecer. Mas assim que levaram Lucía para dar uma volta de carro, eu soube que aquela tarde não acabaria em nada.
Eu sabia que queria dar pra ele desde a primeira mensagem. O que eu não sabia era até onde meu marido iria quando os três cruzássemos a porta do reservado.
Subimos ao barco para pescar e tomar sol. Descemos dele sendo outra coisa. O que vi na proa ainda tira meu sono todas as noites.
Eu fantasiava com dogging havia anos, mas nunca imaginei que seria ela quem me arrastaria até o fim daquele distrito, com uma surpresa me esperando entre os arbustos.
Subi na moto sem saber pilotar e desci dela transformado em outro. Mas o que realmente me mudou aconteceu depois, na areia, longe dos olhares... ou pelo menos foi o que pensei.
Lucía nunca teve sua despedida de férias, e bastou um olhar para o auxiliar de voo para decidir cobrar isso antes do pouso de volta para casa.
Aceitei por ele, sem saber que cruzar essa porta mudaria a ideia que eu tinha sobre o prazer. Nessa noite, deixei de ser só dele.
Quando Marina os levou para o sofá e pediu que começassem sem pressa, eu soube que aquele jantar com o casal da academia não terminaria como qualquer outra noite.
Ela estava nua sobre o colo do namorado, ainda ofegante, quando disse com um meio sorriso: «Já que a gente começou… podíamos continuar». Ninguém esperava isso dela.
Marcos e Nadia só tinham feito isso com a gente. Nessa noite, vendados e com os vizinhos a caminho, descobririam até onde estavam dispostos a ir.
Foram atrás de ação e o clube estava morto. Até que um casal tímido entrou sem saber onde tinha se metido.
Quando Sonia fechou a porta da cabine e minha esposa entrou na da frente, eu soube que aquela noite cruzaríamos uma linha sem volta.
Coloquei o vestido azul escolhido por Nadia, sem nada por baixo, e subi ao convés sabendo que naquela noite não haveria uma única linha que eu não estivesse disposta a cruzar.
Mariana ajustou as alças diante do espelho enquanto Esteban sorria do sofá. Aquela noite teria mais um convidado, e ele ainda não ia contar.
Três cadeiras no centro da sala, quatro mulheres dando voltas e a música prestes a parar: quem ficasse de pé naquela rodada, ficava sem nada.