O que aconteceu no elevador com minha vizinha
Lorena tinha fama de gostar de mulheres. Eu nunca tinha dado importância, até aquela manhã de primavera em que nós duas ficamos presas.
Lorena tinha fama de gostar de mulheres. Eu nunca tinha dado importância, até aquela manhã de primavera em que nós duas ficamos presas.
Fui à festa de Andrea com os nervos à flor da pele. Não esperava encontrar a mãe dela: uma mulher madura de corpo perfeito e olhar de fogo que me fisgou no primeiro segundo.
Eu tinha dezoito anos e nenhuma experiência. Ela tinha marido, uma filha na minha turma e o talento de me tirar o sono desde o primeiro dia.
Passamos a manhã brincando entre os cinco, com aquela tensão que ninguém nomeia. Quando começaram a se tocar, ficou claro que a tarde ia durar muito.
Quando eu disse que podia chamar alguém para acompanhá-lo, ele foi comprar cigarros. Trinta minutos depois, Sofía desceu a escada de salto.
Quando sua mãe desceu a escada com aquele vestido colado, Marcos soube que a ida ao cinema não terminaria como esperava.
A primeira vez que fui sozinho à casa dele, meu coração batia forte enquanto eu tocava a campainha. Eu não sabia o que dizer. Ele abriu de robe úmido e sorriso.
Abaixamos as calças diante dos outros quatro e, quando ele se inclinou sobre mim, eu soube que daquela tarde não sairia da sala sendo o mesmo.
No segundo dia, o vento sacudia a cabana com tanta força que só nos restava ver filmes. Um deles nunca deveria ter saído daquela caixa molhada.
Cheguei primeiro ao quarto, de boné e óculos, e me sentei na beirada da cama sem saber o que ia fazer quando aquele desconhecido tocasse a porta.
Faz anos que eu não via Mateo, o pai de Diego. Quando o encontrei naquela tarde, não imaginei que acabaria no sofá dele com uma sunga vermelha emprestada e a respiração ofegante.
Subi no avião com o pau duro, como todos os dias desde que me entendo por gente. O que eu não imaginava era que aquela sacerdotisa mudaria minha vida numa única noite.
Eu estava com a boca cheia dele quando ouvi a porta. E então ela apareceu, com aquele meio sorriso que sempre soube me dizer tudo sem abrir a boca.
Às três da manhã, com o vento gelado batendo na barraca, eu me enfiei sob a manta dele sem pedir permissão. Mauri não se mexeu, mas eu sabia que ele não estava dormindo.
Naquele dia na empresa, vimos vídeos estranhos no computador dele. O que eu não esperava era que, meses depois, essa mesma curiosidade acabasse no sofá, debaixo do cobertor.
Quando emprestei o slip vermelho a Bruno naquela manhã, não imaginei que meu vizinho viria nos buscar e que a trilha até o rio terminaria em algo que nunca tínhamos feito.
Subi no elevador de salto e peruca, rezando para não cruzar com ninguém. Ele abriu de roupão e me chamou de puta antes de eu dizer oi.
Bruno me esperava na porta com um buquê de rosas e um sorriso que não era de irmão. O apê ainda cheirava a tinta, e nós tínhamos a tarde inteira para estreá-lo.
Até aquela noite, eu achava que já conhecia todos os meus limites. Bastou um olhar, um gesto dela, e tudo o que eu pensava saber sobre meu desejo ruiu em silêncio.