Minha primeira noite vestida de mulher com um desconhecido
Eu usava sua calcinha preta por baixo da calça justa, caminhando pela avenida mais escura da cidade, esperando que alguém tivesse coragem de parar ao meu lado.
Eu usava sua calcinha preta por baixo da calça justa, caminhando pela avenida mais escura da cidade, esperando que alguém tivesse coragem de parar ao meu lado.
Desceu à recepção só para perguntar por uma trilha, mas ficou olhando tempo demais os olhos verdes da moça do balcão. E a moça percebeu.
Cheguei à cidade sem conhecer ninguém e, naquela mesma tarde, uma desconhecida me ofereceu uma fatia de pizza. Nenhuma das duas sabia aonde aquele gesto nos levaria.
Pensei que seria um beijinho inocente, só para rir. Mas a boca dela ficou na minha tempo demais e eu soube que, naquela noite, não íamos dormir como amigas.
Ela chegou para o jantar achando que seria uma noite tranquila entre amigas. Não imaginava que, nos braços de uma desconhecida, aprenderia tudo o que seu corpo havia calado por anos.
Ela baixou as persianas, trancou a porta e ficou atrás de mim. “Você só precisa relaxar”, sussurrou. O que veio depois não estava em prova nenhuma.
A carioca se sentou entre eles como se a noite fosse dela. «Suaves ou dos que quebram?», perguntou. Nenhum dos dois imaginava o que ainda havia para descobrir.
Nunca tinha pensado em outra mulher assim, até que o jaleco branco dela roçou meu joelho e eu entendi que aquele exame não se pareceria com nenhum outro.
Nunca tinha pensado em como seria estar com uma mulher. Nessa tarde, com a blusa meio aberta, ela parou de se perguntar.
Adormeci de lingerie pensando no quanto a festa tinha sido divertida. Renata entrou sob os lençóis, e a mão dela não procurou minha cintura: procurou outra coisa.
“E não te importa que ela tenha pau?”, soltou o primo antes de nos apresentar. Respondi que primeiro queria conhecê-la. Na mesma noite, terminei de joelhos aos pés dela.
Pratiquei diante do espelho durante semanas. Na noite em que coloquei o vestido na mochila, soube que não havia mais volta: daquela vez seria de verdade.
Queria ver outro homem dentro da minha namorada. O que eu não calculei foi o que eu sentiria, deitado na cama ao lado, enquanto ela gemia e não era por mim.
Desci do vapor com a blusa encharcada e a cabeça cheia de corpos alheios. Nenhuma das mulheres do porto preparou o que aconteceu naquela noite no hotel.
Cruzei a porta da suíte esperando encontrar uma mulher assustada. Não imaginei o que ela escondia sob aquela saia longa, nem a vontade com que pensava me mostrar.
Eu nunca tinha ficado nua diante de ninguém. Naquela tarde, no sofá de couro, um homem com o dobro da minha idade pediu que eu tirasse o blazer atrás do qual me escondia havia anos.
A primeira vez que ele me beijou naquele estacionamento, eu fugi. Na segunda, não arrumei desculpas: deixei que ele me encurralasse contra a mesma parede de bloco.
Mariana amamentava o bebê junto ao fogo, sem saber que Catalina a observava do outro lado da cabana com um calor novo subindo pela pele.
Minhas mãos estavam suadas e meu coração disparado quando ele largou o controle, mudou o que aparecia na tela e, sem dizer uma palavra, me olhou esperando que eu desse o primeiro passo.
Saí da academia sem tomar banho, como ele tinha pedido. Naquela tarde descobri que obedecer a outro homem podia me dar mais prazer do que mandar.