Naquela tarde, fui observada por desconhecidos no sex shop
Atrás daquelas caixas, pensei que ninguém poderia me ver. A câmera vermelha no teto e os passos à porta diziam o contrário.
Atrás daquelas caixas, pensei que ninguém poderia me ver. A câmera vermelha no teto e os passos à porta diziam o contrário.
Ela tinha o balde de champanhe numa mão e a outra apoiada contra a madeira, tentando se convencer de que só escutava para garantir que tudo estivesse em ordem.
Ele vinha fitando o canto escuro do quarto havia meses. A boneca errada que lhe entregaram era o mais perto de companhia que ele tivera em anos.
Naquela semana eu não devia ter reparado nele. Mas quando ele me abraçou por trás na piscina, eu soube que naquela noite não ia conseguir me controlar.
Quando abri a porta naquela noite, eles não sabiam que eu já tinha o gosto do amigo deles na boca e um plano calculado em cada movimento dos meus quadris.
Pulei a grade às três da manhã, com o vestido rasgado e as meias ensanguentadas, só para olhá-lo nos olhos e perguntar se eu não estava inventando tudo.
Quando ele disse em voz alta, o silêncio durou exatamente três segundos. Senti medo e desejo ao mesmo tempo, e não soube qual dos dois era mais forte.
Quando Marcos confessou que podia me ajudar com as duas coisas, entendi que aquela noite na balada terminaria muito melhor do que eu esperava.
A porta entreaberta deixava escapar um gemido sufocado e eu, paralisado nas sombras do corredor, não conseguia me mexer nem parar de olhar o que via.
Ela estava com trinta e seis semanas e eu sozinha com ela a semana inteira. Ninguém sabia o que passava pela minha cabeça cada vez que eu a ajudava.
Quando ela me mandou me ajoelhar, obedeci. Entendi que eu tinha deixado de ser sua paciente para me tornar algo completamente diferente.
Camila puxou o lençol sem pensar e ficou olhando justamente onde não devia. O que veio depois mudou para sempre a forma como minha irmã e eu nos falávamos.
O garoto da vizinhança me olhava sem vergonha, de cima a baixo, enquanto eu tentava manter a voz firme. Tinha quarenta e seis anos e um filho para salvar.
Quando ele trancou a porta da biblioteca, eu soube que meu joguinho de saias e olhares tinha acabado de cruzar uma linha sem volta.
Precisávamos do dinheiro. Por isso assinamos sem ler a letra miúda de um contrato que nos manteria em Praga por seis semanas a mais do que o previsto.
Éramos amigos havia anos e saíamos juntos sem que nada acontecesse. Numa noite de boate, o corpo dele colado ao meu na pista mudou tudo.
Saímos para procurar um beco e voltamos com um segredo. Algumas sextas mudam a gente sem pedir licença.
Sofia passou anos imaginando como seria aquela noite. Não imaginou que Camila estaria lá, nem que Rodrigo também não iria querer que ela fosse embora.
Eu estava com a lingerie dela numa mão e o celular na outra quando ouvi a porta da frente se abrir. Camila estava ali, me olhando do corredor.
Uma porta entreaberta foi o começo. Depois veio o espelho que instalei no quarto dela para enxergar melhor, noite após noite.