O que vi nos olhos da amante do meu pai
Tenho um dom que me permite conhecer as pessoas só de olhar nos olhos. Nessa noite, usei isso para destruir uma mentira.
Tenho um dom que me permite conhecer as pessoas só de olhar nos olhos. Nessa noite, usei isso para destruir uma mentira.
Na tarde em que Diego chegou suado do jogo e tirou a camiseta, tudo mudou. A tatuagem que Carmen tinha ampliado na tela na noite anterior.
Fui a esse clube contrariada. Nicolás veio buscar a irmã e saiu comigo. Ninguém sabe ainda, e eu também não me arrependo.
Rodrigo me disse sem rodeios numa noite, quando eu achava que era só hora de dormir. A voz dele era tranquila, quase calma demais para o que estava me pedindo.
Naquela semana, tudo ia mal com meu parceiro. Meu ex aproveitou a primeira brecha e Diego esperava com uma foto que me deixou sem palavras. O fim de semana mais sujo da minha vida.
Sete da manhã, o marido ainda dormindo, e eu já sinto esse calor que se instala entre as pernas sem pedir licença. Mais um dia igual. Ou pior.
Cruzar as pernas no momento certo foi tudo o que precisei para que ele parasse de fingir que não me olhava. O resto foi só questão de tempo.
Cheirava a tabaco e a campo. Não era bonito, mas desde a primeira vez que o vi, algo em mim deixou de funcionar normalmente.
Disse a mim mesma que seria só um café. Que eu podia controlar a situação. Mas quando ele abriu a porta antes de eu tocar a campainha, já não havia volta.
Ela saiu do banheiro com um blazer branco que mal cobria o necessário, uma chupeta vermelha nos lábios e aquele sorriso dela. Sabia que aquela noite seria diferente.
Ela o olhava como se o conhecesse de toda a vida. Ele sorria demais. E eu, diante dos dois, pensava no que tinha feito com cada um separadamente.
Quando ela me arrastou para o banheiro com a mão no meu suéter, deixamos de ser chefe e funcionário. Não havia mais volta.
Quando a luz voltou, vi o que meu marido tinha entre as mãos e soube que aquela proposta de troca não era espontânea.
Eu estava há quatro dias sob o mesmo teto da mulher do meu pai quando ela deixou a porta do quarto entreaberta e me disse, sem palavras, para subir.
Quando minha colega de casa me disse «me leva com você», eu soube que aquela noite ia me fazer perder mais do que a timidez. O que eu não imaginei foi que ele apareceria.
Eu vinha evitando todos eles havia semanas. Queria a vontade bem acumulada para aquele fim de semana. Ao sair do trabalho na sexta, eu já tinha tudo planejado.
O brinquedo vibrava dentro de Clara enquanto ela dançava com desconhecidos. Andrés a controlava da mesa. Ninguém no bar sabia de nada.
Ele ficou com o pau pulsando diante de mim enquanto eu contava tudo. E quanto mais detalhes eu dava, mais ele se aproximava de um limite que nenhum dos dois queria cruzar.
Beijei-o pela primeira vez aos dezesseis anos e não conseguimos terminar. Onze anos depois, encontrei-o no clube do meu namorado, de braço dado com outra mulher.
Quatro homens poderosos mortos da mesma forma. Todos nus, exaustos. Alguém os escolhia, os seduzia e os levava ao limite exato antes do fim.