Ajoelhei-me diante da doutora Montero
Quando ela me mandou me ajoelhar, obedeci. Entendi que eu tinha deixado de ser sua paciente para me tornar algo completamente diferente.
Quando ela me mandou me ajoelhar, obedeci. Entendi que eu tinha deixado de ser sua paciente para me tornar algo completamente diferente.
Toda sexta-feira, Marcos cruzava nossa porta sabendo que não voltaria a ser ele mesmo até o domingo. A coleira, a jaula e o vestido o esperavam.
Eu a vi de quatro no gramado seco, com a cauda fofuda balançando entre as nádegas, e soube que aquela tarde de domingo não seria como nenhuma outra.
Quando Valeria pôs a mão na minha nuca e me empurrou para baixo, entendi que aquela noite ia cruzar uma linha sem volta.
Queriam humilhá-las na frente dos filhos. Não contavam com Beatriz e seu cinturão preto, nem com a corda que Silvia sempre levava na bolsa.
Resisti três dias antes de discar o número dele. Quando ouvi Marcos atender, soube que nenhuma promessa que fiz a mim mesma importava mais.
Três colegas de escritório a convidaram para ficar depois das dez. Eles não sabiam que Camila tinha suas próprias regras para esse tipo de noite.
Sentei em cima dele e comecei a contar minha fantasia mais suja. A cada detalhe que eu acrescentava, via-o se desmanchar um pouco mais.
Eu tinha quinze anos quando abri a gaveta da minha mãe. O que encontrei lá dentro não era só lingerie: era a primeira pista de quem eu era de verdade.
A voz dele me derreteu antes mesmo de as mãos me tocarem. Nunca achei que um desconhecido num spa me faria me sentir tão exposta e tão livre ao mesmo tempo.
Chegou com a mochila no ombro e se trancou no banheiro. Quando saiu, o sorriso já prometia que aquela noite ia bagunçar minha vida inteira.
Sobre a cama havia um conjunto de látex preto e uns saltos no meu número. Nessa noite, Rodrigo não me explicaria nada. Só me amarraria e o que viria depois mudaria tudo.
Entrei sozinha, me despi devagar e apertei o botão. Do outro lado da porta, oito homens esperavam meu sinal. Nunca senti tanto medo e tanto desejo ao mesmo tempo.
A mensagem chegou na noite anterior: “Amanhã você será minha professora. Traga uniforme”. Fiquei com o celular na mão, sem conseguir dormir.
Eu ia há semanas à mesma academia entediada, até que o dono apareceu: quarenta e poucos, braços marcados, com aquela calma que intimida mais que qualquer gesto.
Quando Marcos me descreveu como envolvia suas amantes em filme stretch, precisei fugir para o banheiro. Não pelo motivo que você imagina.
Eu estava amarrada à mesa quando ele se ajoelhou na minha frente. Não era a primeira vez que eu pedia algo assim, mas três homens era outro nível.
Quando a convidei para o meu apartamento, achei que eu teria o controle. O olhar dela mudou assim que fechei a porta, e soube que estava errado.
Publicamos o anúncio sem saber o que esperar. Duas semanas depois, ele tocou a campainha às dez em ponto, sem telefone nem relógio, pronto para servir.
Subi convencida de que tinha o controle. Quarenta minutos depois, entendi que o único que mandava naquela estrada era ele.