O que eu fazia com minha vizinha na frente da minha mãe
Ficava imóvel contra o espelho, respirando pelo nariz, deixando eu fazer em silêncio enquanto o resto do prédio subia sem perceber nada.
Ficava imóvel contra o espelho, respirando pelo nariz, deixando eu fazer em silêncio enquanto o resto do prédio subia sem perceber nada.
Eu achava que meu segredo estava seguro entre estas paredes, até ouvir a janela dele se fechar com força e saber que alguém tinha acabado de ver quem eu sou de verdade.
O elevador era velho e estreito, e ela ia bem na minha frente. Só precisei deslizar a mão por trás e rezar para o marido dela não tirar os olhos do celular.
Às quatro da manhã, sozinho na fornada, ele descobriu que o divórcio não tinha despertado nele os desejos de sempre: tinha despertado outros, com nome de vizinho.
Eu me cruzava com ela no hall havia meses, desviando do olhar. Naquela tarde, trancados no elevador com o marido bêbado ao lado, parei de desviar.
Ela estava no sofá, com a saia levantada e a buceta molhada, e só precisava dizer uma frase para eu não ir embora e deixá-la assim, esperando o marido.
Ela bateu à minha porta desesperada: o marido tinha sido preso. Aceitei ir, mas com uma única condição, e ela não estava em posição de recusar nada.
A chave ainda aquecia meu bolso desde a noite anterior. Eu sabia que ela estaria acordada, me esperando, com o robe aberto e a cafeteira no fogo.
Eu levava quarenta anos sonhando com uma manhã livre e vazia. O que não estava nos meus planos era começar aquela segunda vendo o vizinho pelado e sentir a respiração falhar.
Conheciam-no como o velho bonachão da esquina, o que cumprimentava todo mundo e nunca levantava a voz. Bastou uma tarde a portas fechadas para descobrir o homem que ele realmente era.
Eu a vi passar de menino tímido a mulher deslumbrante. Naquela tarde de calor, com a pizza esfriando na mesa, foi ela quem se inclinou para me beijar primeiro.
«Desce às nove. Bem tomado banho, depilado e sem roupa íntima. Hoje a gente vai te usar nós dois.» Desliguei o telefone com as mãos tremendo e comecei a contar as horas.
Meus pais diziam que aquela vizinha não era confiável. Eu só sabia que, cada vez que a cruzava no elevador, eu tinha dificuldade para respirar e não entendia por quê.
Ela limpava a varanda de calcinha e quase nada mais, sem saber que dois homens a espionavam do prédio em frente. E, para mim, vê-la desejada me enlouquecia.
Eu a observava de soslaio havia semanas na escada. Na tarde em que cheguei em casa e a encontrei no meu sofá, descobri que o desejo não entende de rótulos.
Ele morava a três portarias da minha e só queria ver pornô e se tocar comigo. O que descobri sobre ele naquela tarde mudou tudo entre nós.
Ela me pegou vendo aqueles vídeos às escondidas. Em vez de ficar com raiva, sorriu e perguntou: «Você realmente quer que outro me coma na sua frente?».
Achei que tinha a situação sob controle. Achei que um velho sem forças não podia me fazer nada. Esse foi meu primeiro erro da manhã.
Rubén encheu a cafeteira enquanto, do outro lado da janela, nossas mulheres paravam de disfarçar. Nenhum de nós desviou o olhar, e então a mão dele encontrou a minha.
No carro, com a mão dele no volante e a minha entre suas pernas, entendi que naquela noite as regras seriam minhas. E ele obedeceria a cada uma.