Minha esposa me confessou sua escapada e eu quis compartilhá-la
Eram quase onze quando ela entrou pela porta com aquele sorriso que eu conhecia bem demais, o mesmo que fazia quando algo proibido acabava de acontecer entre as pernas dela.
Eram quase onze quando ela entrou pela porta com aquele sorriso que eu conhecia bem demais, o mesmo que fazia quando algo proibido acabava de acontecer entre as pernas dela.
«Eu sabia que me excitava imaginá-la com outro homem. O que eu não sabia era até onde estávamos dispostos a ir quando parei de impor as regras.»
Eu vinha imaginando isso há noites. Nessa madrugada, sentada na poltrona com uma taça na mão, finalmente vi: meu marido entrando no corpo de outra.
Subi no carro pensando só na viagem. Dez minutos depois, minha chefe estava por cima de mim, a irmã dela virava a cabeça para não perder nada e o marido sorria pelo retrovisor.
Fomos às urgências por uma dor estranha, mas o exame do médico virou outra coisa diante dos meus olhos, e eu não fiz nada para impedir.
Combinamos agir como dois estranhos na areia: ela teria que me seduzir com meio mundo olhando, e eu teria que aguentar sem me denunciar.
Nunca tínhamos entrado num lugar assim. Quando o casal da praia entrou e se sentou à nossa mesa, soube que a noite já não pertencia apenas a nós dois.
Quando abri a porta do quarto já era tarde para arrependimento: ela estava sobre a cama, e ele não parou quando nossos olhares se cruzaram.
Minha mulher jurava que jamais atravessaria aquela porta. Três horas depois, era ela quem me implorava para não pararmos diante de todos.
Quando Diego me estendeu a mão para dançar, eu soube que meu marido só iria assistir. E que eu, pela primeira vez, deixaria de ser a senhora decente que todos imaginavam.
Bruno me carregava no ar, cravada ao corpo dele como se eu não pesasse nada, e eu me deixava levar. O que eu não imaginei é que alguém nos observava da janela da frente, câmera na mão.
“Vai ser umas compras com final feliz”, ela me disse com aquele sorriso que não era inocente. Não imaginei que aquela noite acabaríamos em um labirinto de sebes com outro casal.
Passei um ano ouvindo Elena contar quem a tocava enquanto eu só olhava. Nessa virada de ano, com a taça na mão, ela sussurrou que desta vez eu não ia ficar de fora.
Nunca tinha visto outro casal transar a um metro de mim. Com minha amiga gemendo na cama ao lado, descobri que olhar e me deixar ver me acendia como nada.
Sofia dormia de costas para mim quando os primeiros gemidos atravessaram a parede. A acordei com a mão entre as pernas: — Cala a boca e escuta, eu disse.
Tínhamos marcado cinco para aquela tarde de verão. Às sete o telefone tocou, um de nós não vinha, e ainda assim abrimos a porta para dois desconhecidos.
Estávamos sozinhos na praia até que um homem parou na beira da água para nos olhar. E, em vez de nos cobrir, decidimos dar a ele algo para ver.
Carla contornou a mesa devagar, parou atrás de Marina e pousou as mãos sobre seus ombros. Ninguém naquele jantar imaginava terminar a noite como começou.
Eu fantasiava com dogging havia anos, mas nunca imaginei que seria ela quem me arrastaria até o fim daquele distrito, com uma surpresa me esperando entre os arbustos.
Subi na moto sem saber pilotar e desci dela transformado em outro. Mas o que realmente me mudou aconteceu depois, na areia, longe dos olhares... ou pelo menos foi o que pensei.