Encontrei a amiga da minha ex e tudo mudou
Quando ela me disse que fazia anos que não sentia prazer no sexo, o normal teria sido me despedir. Em vez disso, levei a mão à perna dela e ela não a afastou.
Quando ela me disse que fazia anos que não sentia prazer no sexo, o normal teria sido me despedir. Em vez disso, levei a mão à perna dela e ela não a afastou.
A gente se cruzava por acaso havia trinta anos. Naquela tarde chuvosa, na fila da farmácia, ela me olhou de um jeito diferente. E eu também.
Mateo acabava de expulsar a mulher do restaurante quando bateram na porta do escritório. Era a garçonete tatuada, e ela não vinha falar das contas do dia.
O atrito do lençol me acordou e, ao virar a cabeça, encontrei-a dormindo ao meu lado. Eu não lembrava da noite anterior, mas meu corpo lembrava.
Conheci-o entre quadros que pareciam sussurrar e, duas horas depois, estava contra a porta da casa dele me perguntando como cheguei tão longe sem dizer uma palavra.
Toca uma balada antiga no rádio e eu paro de ouvir a letra. Começo a ver outra coisa, uma cena que eu não deveria contar, mas confesso mesmo assim.
Nunca pensei que o garoto magricela que eu lembrava viraria o homem que me fez tremer diante do espelho. E tudo começou por um nome.
Eles viajaram para fechar um contrato, não para isso. Mas no elevador daquele hotel, Lucía entendeu que passavam meses fingindo não se desejar.
Quando ele me convidou para subir e tomar um drinque, eu não imaginei que descobriria o que era estar de verdade com um homem que sabia o que fazia.
Eu precisava contar isso a alguém que não me julgasse, e só me ocorreu bater na porta dele. O que eu não esperava era o que aconteceria ao amanhecer.
Nunca tinha aceitado o convite de um homem que acabara de conhecer. Mas algo no sorriso dele, e no jeito como olhava para o meu decote, me fez dizer que sim.
Já tinham se passado doze meses desde a última vez. Virei uma esquina no centro e trombei com ela: o mesmo perfume, o mesmo olhar, a mesma vontade que eu achei ter esquecido.
Pedi ajuda com um cano que eu mesma podia desentupir. A verdade é que só queria vê-lo entrar na minha casa sabendo que estávamos os dois sozinhos.
Passei o verão inteiro desejando isso e nunca tive coragem. Naquela tarde, com a piscina em silêncio e ninguém por perto, Adrián pulou na água pelado e me chamou.
Reconheci o sorriso de demônio encostado no balcão, com a toalha preta e o arnês vermelho, e soube que aquela noite a sauna inteira seria testemunha da nossa história.
Iván ainda dormia nos meus braços quando um barulho no corredor me tirou da cama. Eu não imaginava que o último dia seria o mais quente de todos.
Sentamos como dois amigos quaisquer, mas nós dois sabíamos a que tínhamos vindo. Ao fechar a porta, nenhum de nós ousava dar o primeiro passo.
Eram três da manhã quando senti sua boca me buscando na escuridão, e soube que desta vez seria eu quem o guiaria até o fim.
Entramos no apartamento sabendo que nos restavam duas horas, e ele se lançou sobre mim antes que eu pudesse deixar as chaves sobre a mesa.
Visto a lingerie que ela jamais usaria e espero ele bater na porta do motel. Sei que ele vai voltar: em casa dele há um homem morrendo de fome.