A guarda loira e seu escravo de joelhos
Não lhe davam água num copo. Derramavam sobre o pé dele, e ele tinha que lambê-la das tiras de couro se quisesse sobreviver.
Não lhe davam água num copo. Derramavam sobre o pé dele, e ele tinha que lambê-la das tiras de couro se quisesse sobreviver.
Havia algo nos olhos dela quando se virou que deveria ter me preocupado. Não era a raiva de uma vizinha irritada. Era uma promessa.
Ela não tinha cometido nenhuma falta, e ele quis vê-la de joelhos com o pano na mão. Ela obedeceria, porque era isso que escolhera ser para ele.
Quando abri os olhos, meus pulsos estavam presos sobre a cabeça e eu não tinha uma peça sequer no corpo. O problema não era esse. O problema era que ele sorria.
Ela o mediu de cima a baixo e disse: “Você anda como se pedisse permissão para existir.” Ela tinha razão. E era exatamente isso que ela queria dele.
Achei que o simulado de incêndio duraria minutos. Duas horas depois, numa sala sem sinal e sem testemunhas, entendi que não havia simulado nenhum.
Quando ela me mandou me ajoelhar, obedeci. Entendi que eu tinha deixado de ser sua paciente para me tornar algo completamente diferente.
Toda sexta-feira, Marcos cruzava nossa porta sabendo que não voltaria a ser ele mesmo até o domingo. A coleira, a jaula e o vestido o esperavam.
Eu a vi de quatro no gramado seco, com a cauda fofuda balançando entre as nádegas, e soube que aquela tarde de domingo não seria como nenhuma outra.
Queriam humilhá-las na frente dos filhos. Não contavam com Beatriz e seu cinturão preto, nem com a corda que Silvia sempre levava na bolsa.
Sentei em cima dele e comecei a contar minha fantasia mais suja. A cada detalhe que eu acrescentava, via-o se desmanchar um pouco mais.
Sobre a cama havia um conjunto de látex preto e uns saltos no meu número. Nessa noite, Rodrigo não me explicaria nada. Só me amarraria e o que viria depois mudaria tudo.
Entrei sozinha, me despi devagar e apertei o botão. Do outro lado da porta, oito homens esperavam meu sinal. Nunca senti tanto medo e tanto desejo ao mesmo tempo.
Quando Marcos me descreveu como envolvia suas amantes em filme stretch, precisei fugir para o banheiro. Não pelo motivo que você imagina.
Eu estava amarrada à mesa quando ele se ajoelhou na minha frente. Não era a primeira vez que eu pedia algo assim, mas três homens era outro nível.
Quando a convidei para o meu apartamento, achei que eu teria o controle. O olhar dela mudou assim que fechei a porta, e soube que estava errado.
Abri a porta esperando um. Eram dois. E traziam uma mochila com tudo o que precisavam para me transformar no brinquedo deles por horas.
Experimentei um por um diante do espelho, com ele observando do outro lado da tela. Não era moda. Era controle puro.
Me prometeram uma transformação. O que encontrei foi um inferno de submissão, castigo e humilhação onde meu corpo deixou de ser meu.
Apresentaram-na à casa como a mais uma, mas quando a porta do quarto do Amo se fechou atrás dela, Elena soube que nada a havia preparado para aquilo.