Voltei mais cedo e descobri o segredo do meu marido
As duas taças de vinho sobre a mesa de centro e a luz suave do quarto me avisaram que naquela noite eu veria algo que jamais deveria ter visto.
As duas taças de vinho sobre a mesa de centro e a luz suave do quarto me avisaram que naquela noite eu veria algo que jamais deveria ter visto.
Minha esposa queria me ver sendo fodido, não o contrário. O que descobri naquela noite na suíte do hotel ainda me obriga a me perguntar coisas que não ouso responder.
Havíamos recusado três casais. Quando enfim encontramos o casal perfeito, eles impuseram uma condição que nem nos nossos sonhos mais estranhos esperávamos.
Ao abrir a porta do quarto, o último que eu esperava era ver minha namorada debaixo da amiga dela, com as pernas abertas e um olhar que me proibia de entrar ainda.
Até aquela noite, eu achava que já conhecia todos os meus limites. Bastou um olhar, um gesto dela, e tudo o que eu pensava saber sobre meu desejo ruiu em silêncio.
Eu fingia havia anos. Quando ela propôs passar o fim de semana numa praia de nudismo com os amigos, não imaginei que fosse a armadilha perfeita para me tirar do armário sem aviso.
Eles eram jovens, abertos e queriam algo diferente. O que não sabiam é que naquela noite no hotel eu também descobriria uma parte de mim que vinha escondendo havia anos.
Ela ergueu a taça do canto como se brindasse comigo. Ele se aproximou e me disse ao ouvido que queriam me levar ao apartamento em Pichincha. Eu não sabia o que viria depois.
Minha esposa me sussurrou ao ouvido que também desejava aquele corpo jovem. Naquela noite, no sofá da sala, tudo o que era proibido deixou de ser.
Quando o biquíni dela escorregou na beira da água e os homens da praia começaram a olhar, ela não o ajeitou. Só passou a andar mais devagar.
Cada noite em que Marcos assistia sem poder tocar era mais um degrau na descida. Valeria não o seduzia: ela o possuía. E ele não encontrava saída, nem a procurava.
Pablo e Laura chegavam ao resort pensando em tênis. Oito adultos, um terraço com vista para o mar e uma taça de vinho a mais mudaram todos os planos.
Sandra tirou a calcinha no banheiro do bar e a colocou na minha mão. Úmida, quente. Naquele instante, soube que não haveria volta.
Naquela tarde na praia, soube que os quatro estavam nos olhando. O que eu não sabia era que, naquela noite, tudo o que Roberto e eu tínhamos imaginado iria acontecer.
Eu tinha voltado cedo do bar. O corredor estava escuro e a porta do quarto dele, entreaberta. Parei só um segundo. Aquele segundo mudou tudo.
Ele mantinha aquela gaveta trancada havia anos. Naquela manhã, a encontrei aberta, e dentro havia um disco preto com o nome de Sofia escrito a caneta.
Eu o esperei com uísque e quase nada de roupa. Ele não sabia que aquela noite era só o começo de um plano que eu vinha montando em silêncio há semanas.
Há tardes em que o maior prazer é não fazer nada. Deitei no sofá, abri os braços e disse que ela mandasse.
A TV ligada, as luzes apagadas, uma manta cobrindo nós três. Ninguém disse nada. Foi meu amigo quem moveu a mão primeiro, devagar, como se já esperasse aquele momento.
Entrei no quarto dele e o encontrei com os olhos marejados. Ele ia cancelar a visita da namorada por medo da primeira vez. Não pude deixá-lo assim.