Minha primeira vez em um banheiro com um desconhecido
Eu não sou do tipo que transa com desconhecidos no banheiro de uma boate. Ou não era. Naquela noite em Barcelona, uma saia curta e um erro mudaram tudo.
Eu não sou do tipo que transa com desconhecidos no banheiro de uma boate. Ou não era. Naquela noite em Barcelona, uma saia curta e um erro mudaram tudo.
Eram três da manhã quando me esgueirei até o quarto dos meus pais e vi meu pai diante da televisão. Não fui embora. Fiquei olhando.
Baixei o olhar ao ver minha saia mais curta do que o prudente. Cruzei as pernas no banco e, antes mesmo de o coquetel chegar, sentia dois pares de olhos cravados no meu decote.
Entrei no meu quarto e a encontrei nua num canto, se masturbando enquanto me olhava. Ela não disse nada. Eu também não. Só me sentei diante dela.
Passei anos pensando naquele momento: Valéria na sala vazia, o dedo apontando para minha virilha e aquele sorriso que prometia tudo o que não aconteceu.
Enquanto ele afundava em whiskies, me confessou sua fantasia mais obscura. Não imaginava o que estava pedindo até eu chegar em casa com a prova gravada.
Ele levava quatro dias sem sorte até entrar num bar à beira-mar e vê-la sozinha, com curvas que diziam mais do que ela própria sabia.
Sozinho em casa, com uma tanga vestida e os lábios pintados de vermelho, me olhei no espelho e não senti vergonha. Senti algo muito mais interessante.
Eu tinha esperado meses por aquele sábado. Saltos altos, lingerie de renda, a chácara só para mim. Ninguém devia me ver. Então Roberto apareceu da chácara da frente.
Eu tinha ido só cumprimentar, mas Matías não tirava os olhos de mim. Quando o pai saiu, aquele garoto mostrou que tinha muito mais iniciativa do que parecia.
Marcos quase engasgou quando contei o que fiz. O que veio depois superou qualquer fantasia que tivéssemos imaginado em seis anos juntos.
Ele era o mais quieto da sala, usava óculos e nunca falava de nada além dos estudos. Eu passei semanas pensando no que tinha visto por acidente.
Recebi o pacote numa terça-feira sem aviso prévio. Dentro, três biquínis que ele escolheu sozinho. A nota dizia: «Experimente-os esta tarde. Duas fotos de cada um. Não improvise os ângulos.»
Camila chegou com um vestido de linho branco e um sorriso que eu conhecia de cor. Mas naquela tarde havia algo diferente nos olhos dela, e nós dois sabíamos.
O uniforme de líder de torcida, cinco jogadores e cerveja demais. Naquela noite perdi algo que achava importante e descobri que não era tanto assim.
Quando Marcos me disse que queria me dividir com outro homem, eu não recusei. Sentia curiosidade, nervosismo e algo que nunca tinha sentido: vontade de verdade.
Quando meu amigo a levou pela cintura para a cozinha, algo se acendeu em mim. Não era ciúme. Era outra coisa, mais sombria, que decidi não apagar.
Diego me olhou naquela noite e me disse sem rodeios: queria me ver com o melhor amigo dele. Não me escandalizou. A curiosidade venceu.
Há semanas nos cruzávamos no corredor sem passar de um cumprimento. Naquela noite no bar, o que Valéria me revelou mudou tudo.
Éramos amigos desde a adolescência, os dois casados, os dois certos de quem éramos. Até que ele me mandou aquele vídeo e algo em mim deixou de ser tão certo.