A noite em que descobri que também gostava de mulheres
A mensagem dizia: «Que tal se eu dividir você com um casal?». Ri. Mas algo nessas palavras acendeu uma curiosidade que eu não sabia que tinha.
A mensagem dizia: «Que tal se eu dividir você com um casal?». Ri. Mas algo nessas palavras acendeu uma curiosidade que eu não sabia que tinha.
Tinha dezessete anos e o calor não me deixava dormir. Entrei no quarto dele em busca de água e encontrei algo que jamais vou esquecer.
Entrei no confessionário envergonhada e saí sabendo que o que meu filho sentia por mim não era tão diferente do que eu começava a sentir por ele.
A mão dele estava onde não devia, e minha voz sussurrava coisas que nenhum filho deveria ouvir. Mas nenhum dos dois queria parar.
Quando ele me abraçava por trás e eu sentia o corpo dele contra o meu, os dois sabíamos que aquilo tinha um nome que ninguém ousava pronunciar.
Não tinha sido planejado. Mas quando ele entrou no local com os outros e cravou os olhos em mim, eu já sabia que aquela noite terminaria de um único jeito.
Cinco e meia da manhã. O corredor escuro. Fui chamar minha mãe, e o que ouvi atrás daquela porta me deixou sem ar por quinze minutos.
Saímos do café dizendo que íamos pegar um ar, mas quando ele tomou minha mão e me guiou entre as árvores, eu já sabia como aquela noite terminaria.
Entrei nu na piscina dos meus sogros às duas da manhã. Dez minutos de silêncio e liberdade. Depois ouvi uma porta se abrir.
Ela chegou com a mochila no ombro e uma chupeta vermelha entre os lábios. Tinha acabado de fazer vinte e dois e ria como se soubesse exatamente o que viria depois.
Meio bêbada junto ao riacho, procurei os lenços na minha pochete e tirei algo que não deveria estar ali. As más decisões sempre são lembradas melhor.
Quando ele fechou a porta com a mala, ficamos sozinhos. O sexo ainda estava ali, intenso e familiar, mas algo faltava. Algo que só ele trazia.
Éramos oito executivos num veleiro sob o sol. A tensão vinha se acumulando havia meses no escritório. Quando ancoramos naquela cala deserta de Menorca, não houve mais volta.
Eu descia de madrugada até o colchão no chão onde ele dormia, me cobria com os lençóis e ficava ali até acabar. Quase nunca nos pegavam.
Estávamos há dias trancados quando as conversas ficaram perigosas. A confissão dele na escuridão acabou com minhas mãos sobre ele.
Há três semanas a gente conversava por telefone. Quando finalmente abri a porta para ele, soube que aquela noite não terminaria com um simples beijo.
Rodrigo me olhava a bunda todos os dias no escritório sem se atrever a nada. Até que li o que a esposa dele pensava de mim e decidi que ela tinha razão.
Eu sabia que ele chegaria tarde e com ciúmes. Fiquei na cozinha usando minha renda preta. Quando a porta se abriu, soube que a noite estava apenas começando.
Sangrei dentro da minha meia rasgada, mas continuei andando até a porta dele. Eu precisava olhar nos olhos dele e saber se o que eu sentia era recíproco.
Subir sete andares a pé de salto alto não era brincadeira. O que eu não sabia é que o porteiro me observava havia semanas como se eu fosse uma promessa a cumprir.