Confessei minha fantasia e duas semanas depois ele a realizou
Quando confessei minha fantasia às três da manhã, pensei que fosse apenas conversa de cama. Duas semanas depois, ele me estacionou diante de um motel e tudo mudou.
Quando confessei minha fantasia às três da manhã, pensei que fosse apenas conversa de cama. Duas semanas depois, ele me estacionou diante de um motel e tudo mudou.
O plano era simples: piscina, churrasco e um fim de semana sem obrigações. O que eu não esperava era o que a manhã de sábado revelaria sobre nós dois.
Eu estava há três semanas com a gaiola quando Valeria anunciou diante das amigas que eu faria qualquer coisa que ela pedisse. Não fazia ideia do que viria.
Eu não tinha sono. Ele chegou por trás, beijou meu pescoço e pôs as mãos onde eu não podia me permitir gemer. A porta do quarto seguia fechada.
A borda dos sapatos perfurara minha meia-calça e cada passo ardia como uma penitência, mas não parei até tocar a campainha dele.
Há semanas eu reparava nos braços dele. Na noite do show, entre cervejas e penumbra, resolvi me aproximar. O que veio depois mudou todas as regras.
Meu marido me observava no escuro por trás do espelho falso. Ele esperava ver o irmão se render a mim. Eu ia confessar algo muito pior.
Quando ele ergueu os olhos e me pegou olhando no vestiário, algo mudou entre nós. Eu só não sabia exatamente o quê, nem até onde iria.
Eu tinha ensaiado a saia xadrez e a camisa amarrada no umbigo cem vezes na cabeça. Nessa tarde, com a casa vazia, enfim fiz de verdade.
Era a primeira vez que eu ia à base de transporte procurá-lo. O que eu não sabia é que Rodrigo já me esperava com um sorriso nada inocente.
Toda manhã eu acordo com o mesmo fogo. Não é amor, não exatamente. É outra coisa, mais urgente, e nenhum alívio dura o bastante para apagá-lo por completo.
Eu estava há duas horas me revirando na cama. Sabia que ele dormia a três portas da minha e que aquela noite, pela primeira vez, eu não ia conseguir fingir.
Eu sabia que não era sensato. Mesmo assim contornei a ponte, desci pelo paredão e o encontrei dormindo exatamente onde o tinha deixado.
Debaixo da água do chuveiro, os dedos dela terminaram o que ele tinha começado naquela sala. E ela soube que três dias não seriam suficientes.
Quando entreguei a tanga dobrada como um bilhete, soube que não havia volta. Só restava esperar pela sexta-feira e abrir o envelope que ele me devolveria na aula.
Entrei no jogo para fazer amigos. Fiquei porque ali havia homens que queriam o mesmo que eu: algo real, sem nome e sem futuro.
Abri a carta no meu escritório, sozinha, e soube que algo ia mudar antes de terminar de ler. O que eu não esperava era que a mudança viesse do meu marido.
Naquela noite, entendi que ensinar alguém a sentir o próprio corpo pode ser o ato mais íntimo de todos.
Quando cheguei atrasado ao vestiário, ele já saía do chuveiro. Eu não devia ter olhado. Mas olhei. E ele viu. O que veio depois não estava em roteiro nenhum.
Rodrigo me disse que seriam seis. Eu me levantei e fui embora. Nove dias depois, liguei de volta para dizer que tinha pensado e que sim.