Pedi a um desconhecido que me fizesse esquecer
Disse que estava com o coração partido só para que alguém me olhasse. Não esperava que dois desconhecidos levassem minha cura tão a sério… nem que eu permitisse.
Disse que estava com o coração partido só para que alguém me olhasse. Não esperava que dois desconhecidos levassem minha cura tão a sério… nem que eu permitisse.
Ela era quinze anos mais velha que eu, tinha um conversível vermelho e uma ideia muito clara do que queria naquela noite. Eu só precisava obedecer e aproveitar.
Às quatro da manhã, trancado sob os lençóis com o celular da minha mãe, comecei a abrir pasta por pasta sem imaginar que nada voltaria a ser igual.
Naquela tarde, a massagem me deixou em brasa. Nunca imaginei que acabaria de quatro diante de um desconhecido na minha própria sala — nem quem me surpreenderia ali.
Eu estava suada e ofegante quando a voz dele me alcançou pelas costas. Ele não queria me convidar para jantar: queria comprar a noite inteira — e eu quis me deixar comprar.
Aceitei a fantasia do meu namorado acreditando que nós dois sairíamos ganhando. Nessa madrugada, enquanto eu gritava em um quarto, ele ouvia tudo do outro lado da porta.
Achávamos que seria um trajeto de vinte quadras. Nem Lucía nem eu imaginávamos que desceríamos daquele ônibus como duas mulheres completamente diferentes.
Ela entrou nua na cama, só de calcinha, e sussurrou no meu ouvido: não se vire, não diga nada, só me escute. Então começou a me contar sobre aquela noite.
Saí sozinha para explorar a área norte e um golpe na nuca mudou tudo. Acordei cercada por estranhos, sem roupa e sem nenhuma chance de escapar.
O nosso era o segredo que carregávamos para todo lado, mas naquela noite, longe da cidade, decidimos compartilhá-lo com mais alguém.
Aceitei subir a um quarto com doze colchões no chão, sem imaginar que naquela manhã eu não sairia de lá com apenas um homem marcado na pele.
Toda semana olhávamos as fotos da entrada sem ousar entrar. Na noite em que cruzamos a porta, descobri até onde eu era capaz de ir com ele me olhando.
Levo trinta anos fingindo ser a mulher recatada que meu marido acha ter libertado. O que ele não sabe é que neste cruzeiro sou eu quem controla o jogo.
Quando ela me disse o que realmente a excitava, eu soube que estávamos abrindo uma porta que não conseguiríamos mais fechar. E eu não queria fechá-la.
Quando abri a porta, esperava uma sacola de papel e um «bom dia». Não esperava que ele ficasse olhando para dentro e me perguntasse, em voz baixa, se eu morava sozinho.
Nunca tinha sentido tanto com um simples roçar de coxas. Quando ela se ajeitou atrás de mim no ônibus lotado, eu soube que aquela viagem não terminaria como as outras.
Conectei o sistema do escritório só para vigiar a obra. O que apareceu na tela foi minha mulher tirando o biquíni diante dele.
—Marina, você não vai acreditar: entrei para arrumar o quarto e tinha um casal na cama. E eu fiquei olhando da porta, sem conseguir me mexer.
Desceu do plano do prazer para um apê em Ruzafa e, no instante em que o desejo da rua roçou sua pele, soube que nem a roupa mais folgada conteria o que era.
Eu demorava de propósito para lhe entregar o casaco, curtindo os homens olhando para ela. Não imaginei que um deles se atreveria a tanto na minha frente.