Ninguém nos interrompeu nos chuveiros da sauna
Quando entramos nus e pingando, os três caras que se ensaboavam se afastaram sem dizer nada e nos deixaram o centro, como se soubessem que a noite ainda não tinha acabado.
Quando entramos nus e pingando, os três caras que se ensaboavam se afastaram sem dizer nada e nos deixaram o centro, como se soubessem que a noite ainda não tinha acabado.
Saímos dos chuveiros enrolados em toalhas curtas, tremendo de frio. No jacuzzi, dois desconhecidos nos esperavam sorrindo como se tivessem acabado de encontrar o jantar.
Ele tinha namorada e pagava de durão, mas naquela noite, trancados no cubículo do banheiro, foi ele quem me agarrou pela nuca e pediu que eu chupasse direito.
Perdemos o jogo e caminhávamos rumo ao metrô quando um carro de luxo parou ao nosso lado. O homem ao volante tinha uma proposta que nenhum de nós esperava.
Eram duas da manhã quando ele aceitou cruzar minha porta. Só me pediu três coisas, e a terceira era a que mais me excitava: poder voltar atrás quando quisesse.
Andrés guardou o cartão por dois dias sem se atrever a escrever. Quando finalmente o fez, não imaginou que naquela mesma noite estaria nu contra a parede do próprio hall.
Ele achava que estava sozinho sob a água, até que um braço lhe rodeou o pescoço pelas costas e uma voz rouca sussurrou no seu ouvido o que já era óbvio.
Subi as escadas atrás dele sentindo seu perfume, sem saber que os colegas voltariam duas horas antes do previsto.
A chave girou na fechadura às duas da madrugada e eu ainda estava debaixo dele, sem intenção de me cobrir. Quatro pares de olhos me encararam da porta.
Eu passava anos entrando escondido só para olhar. Naquela tarde de verão, finalmente resolvi abrir a porta para um deles.
Assim que os pais entraram na cozinha, o rapaz agarrou o volume dele por cima do jeans. Ninguém naquela casa imaginava como o jantar ia acabar.
Ela me humilhou por chamada de vídeo e fui beber até cair. No balcão, dois caras altos me ampararam e me ofereceram um lugar mais tranquilo.
Ofereci a janela à senhora do ônibus e ela nem me olhou. Eu não imaginava que a verdadeira viagem começaria no refeitório do hotel, diante de dois desconhecidos.
Fingi estar dormindo para observá-lo. O que vi naquela noite na outra cama mudou completamente o rumo daquela viagem.
Eu estava há mais de duas horas na sala de espera quando ele chamou meu nome. Eu não imaginava que naquela mesma tarde terminaríamos sozinhos numa maca que ninguém mais usava.
Eu o vi na esquina com o apito entre os dentes, avisando os traficantes. Não consegui parar de olhar, e soube que naquela madrugada eu não voltaria para casa sem ele.
Entrei tremendo naquele apartamento escuro para esperar um homem que eu nunca tinha visto. O que aconteceu naquela tarde me marcou para o resto da vida.
Eu esperava nu junto à oliveira, com a mochila aos pés e o celular na mão, sem imaginar que aquela noite fria me deixaria dois sabores diferentes na boca.
Levantei os olhos do celular e os olhos dele já estavam cravados nos meus do outro lado do estacionamento. Não fez falta uma única palavra.
Baixei o zíper do macacão na penumbra, convencido de que estava sozinho. Então senti o peso de uma mão ossuda pousando devagar sobre meu joelho.