Meu dom me levou até um templo perdido na Índia
Subi no avião com o pau duro, como todos os dias desde que me entendo por gente. O que eu não imaginava era que aquela sacerdotisa mudaria minha vida numa única noite.
Subi no avião com o pau duro, como todos os dias desde que me entendo por gente. O que eu não imaginava era que aquela sacerdotisa mudaria minha vida numa única noite.
Achei que fosse só curiosidade. Até ver a foto dele, sentir meu pulso acelerar e entender que eu vinha fugindo havia três anos do que já estava decidido.
Lembro de cada nome, cada quarto e cada beijo. Mas ela me olha como se eu tivesse inventado todas as pessoas com quem passei a noite.
Cada noite em que Marcos assistia sem poder tocar era mais um degrau na descida. Valeria não o seduzia: ela o possuía. E ele não encontrava saída, nem a procurava.
Valentina reconheceu os três homens da sala de jantar: já os havia cumprimentado em festas da empresa. Naquela noite, Rodrigo os trouxe por outro motivo.
Na noite em que vi aquela garota sair do quarto da irmã Graciela, eu devia ter seguido andando. Em vez disso, fiquei. E isso mudou tudo.
Há tardes em que o maior prazer é não fazer nada. Deitei no sofá, abri os braços e disse que ela mandasse.
Eu levava meses com essa vida dupla, e aquela semana era só minha. Até que a porta do clube se abriu e eu vi entrar o último homem que devia me ver.
Caminhei sozinha por ruas escuras, com a raiva de quem acabara de ver o namorado com outra. Não procurava nada. E, ainda assim, encontrei algo.
Com os olhos fechados, ela construiu cada detalhe: as mãos de alguém, os lábios, o peso de outro corpo sobre o seu. Ainda não tinha vivido aquilo, mas já precisava.
Ela tem muitos nomes para mim. Nenhum importa enquanto eu a vejo obedecer do outro lado da tela, esperando o dia em que a terei de joelhos à minha frente.
Santiago entrou na sala naquela segunda-feira com a camisa justa e uma voz grave que me arrepia de uma só palavra que ele dizia.
Pedalei até o rio com o sangue já quente, sabendo o que faria quando ninguém pudesse me ver. Naquela tarde, enfim, a fantasia se tornaria real.
Estava há semanas vendo-o cruzar o corredor. Naquela tarde ele me chamou à sala dele, e algo dentro de mim soube que tudo ia mudar.
Eu não sabia como Marcos reagiria quando eu contasse. Mas, com Andrés a poucos metros naquela festa, não consegui mais me calar nem por um segundo.
Estava lendo sobre súcubos quando uma voz respondeu à sua pergunta do outro lado do quarto. Não era um sonho: a criatura já estava ali.
Sozinho em casa pela primeira vez em meses, liguei a tela com a vaga intenção de matar o tempo. Ninguém imaginava o que eu estava prestes a descobrir sobre mim mesmo.
Nunca tinha pensado nisso até minhas novas amigas mencionarem. Naquela noite, sozinha no meu quarto, a curiosidade foi mais forte que o medo.
Passamos meses falando dessa fantasia: que alguém nos visse. Naquela noite no motel, transformamos isso num jogo com regras e sem volta.
Naquela manhã, o banho durou quase uma hora. Começou com espuma e terminou com algo que eu nunca tinha me atrevido a descobrir por completo.