A mascote da família: meu dia de submissão
Cada manhã eu acordo na minha jaula com os vibradores colocados, esperando o amo descer para me buscar. Hoje será um dia muito longo.
Cada manhã eu acordo na minha jaula com os vibradores colocados, esperando o amo descer para me buscar. Hoje será um dia muito longo.
A lua iluminava o riacho, os vagalumes esvoaçavam ao meu redor e eu estava sozinha na floresta, com tesão e um brinquedo que não planejava usar.
Acordei com os lençóis úmidos por causa do que sonhei. Me toquei antes de levantar. E o dia inteiro foi assim: o corpo com sua própria agenda.
A primeira vez que o vi soube que era um erro. Um erro que passei três anos evitando, até a noite em que ele bateu à minha porta às duas da madrugada.
Começou como uma noite de pizza e fernet. Terminou com cada uma confessando a fantasia erótica mais suja que já disse em voz alta.
Passava da uma quando, naquele banco escondido do parque, baixei a barra com dois dedos para descobrir até onde conseguiria me controlar antes de correr para casa.
Valentina passou o dia inteiro olhando para ela de um jeito diferente. Quando o último convidado foi embora, as três subiram à suíte e o silêncio disse tudo.
O calor, o mar e dois casais cômodos demais entre si. Quando os dois homens saem para buscar cervejas, ninguém imagina de que acabarão falando.
Há meses ela buscava a lama perfeita que a engolisse inteira. Quando finalmente a encontrou, soube que aquela tarde seria diferente.
Era apenas um nome em uma longa lista. Quando ela ligou a câmera, tudo o que eu acreditava sobre o desejo mudou para sempre.
Eu estava há meses sem abrir aquela pasta oculta no celular. Nessa noite, a insônia e o desejo decidiram por mim.
A tampa traseira aberta, o vale em chamas ao fundo e ele perguntando se eu queria transar ali. Aquela tarde foi exatamente o que nenhum dos dois esperava.
Uma enseada escondida, um mirante sobre o mar e uma aposta: ele tinha um minuto para fazê-la gozar antes de serem flagrados.
Eu o adicionei sem pensar. Li tudo o que ele publicou. Nunca dei um like. Três anos depois, ainda não ouso escrever para ele, mas penso nele toda noite.
Sempre pensei que gostava de homens. Foi o que achei, até a noite em que minha amiga me olhou de outro jeito e algo em mim respondeu sem eu decidir.
Eu estava andando sozinha quando Ernesto se debruçou pela janela do ônibus e me chamou pelo nome. Eu devia ter seguido em frente, mas algo na voz dele me fez parar.
O calor de julho, uma cerveja gelada e as mãos ásperas deles. Aos quarenta e dois, descobri que o desejo não tem idade nem vergonha.
Quando me inclinei para a janela para descansar um momento, eu os vi na piscina. Nus, se beijando, totalmente alheios ao mundo. Entendi que aquele ano seria muito diferente.